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Os dados divulgados pela ANP, referentes à produção brasileira de gás natural em 2011


     TERRA  (em mil m³/dia)    
 EstadosMAIJUNJULAGOSETOUTMédia 12 mesesout/11 set/11out/11 out/10 
 Amazonas11.493,611.815,212.190,411.958,011.775,811.891,711.245,90,98%10,73% 
 Ceará1,21,11,31,21,21,41,316,67%-17,65% 
 Rio Grande do Norte717,4678,0716,0763,8731,8762,8745,64,24%-3,92% 
 Alagoas1.324,51.270,11.246,41.279,31.246,51.321,51.440,36,02%-29,57% 
 Sergipe269,0258,7269,5303,3283,6294,7274,23,91%11,04% 
 Bahia3.136,42.946,02.950,72.978,72.792,72.811,83.003,80,68%-12,20% 
 Espírito Santo308,1262,4169,4180,0166,6229,9269,538,00%-27,98% 
 Sub Total em Terra17.250,217.231,517.543,717.464,316.998,217.313,816.980,51,86%0,68% 
            
            
     MAR      
 EstadosMAIJUNJULAGO  SETOUTMédia 12 mesesout/11 set/11out/11 out/10 
 Ceará86,988,490,398,090,487,898,7-2,88%-41,39% 
 Rio Grande do Norte1.108,41.154,61.203,31.114,61.011,1994,81.124,7-1,61%-23,81% 
 Alagoas291,0287,3259,8288,1279,0268,7283,8-3,69%-24,67% 
 Sergipe3.116,32.874,22.805,42.990,12.042,92.214,72.598,38,41%-3,71% 
 Bahia3.859,74.161,34.755,14.105,83.937,73.971,84.462,30,87%-29,90% 
 Espírito Santo12.097,512.486,913.185,712.974,511.872,212.067,39.299,41,64%240,62% 
 Rio de Janeiro25.461,625.543,225.713,726.238,125.269,126.205,826.712,73,71%-12,72% 
 São Paulo3.389,93.440,43.550,83.465,83.760,15.341,42.450,042,05%501,98% 
 Paraná0,00,01,00,00,01,00,20,00%0,00% 
 Sub Total do Mar49.411,350.036,351.565,151.275,148.262,551.153,247.029,85,99%15,64% 
 Total Geral66.661,567.267,869.108,868.739,465.260,768.466,964.010,34,91%11,45% 

Fonte: Revista Brasil Energia / GasNet

A era do gás natural competitivo


As mudanças em curso na gigante Petrobras convidam todo o Brasil a refletir sobre as extraordinárias condições de oferta nacional de energia, que colocam o País numa posição única no cenário geopolítico  internacional. Aliadas à escala e integração das nossas cadeias produtivas, essas condições deveriam ser a base de um projeto de desenvolvimento nacional. Tal raciocínio se aplica em particular no caso do gás natural, que, apesar de representar um negócio relativamente pequeno no portfólio da Petrobras, tem enorme impacto econômico na sociedade brasileira em razão da sua importância como combustível e matéria prima.
Para aproveitar esse potencial, não basta que o futuro seja uma repetição aperfeiçoada e ampliada do passado. É preciso reconhecer um novo paradigma imposto pelas condições de oferta e pelo desenvolvimento tecnológico que marcou o setor de gás nos últimos anos. O País tem de revisitar as premissas usadas na definição do seu modelo de gás, desenvolvido num cenário de custo elevado e escassez do produto e de capitais. Hoje a situação é completamente diferente, pois as descobertas do pré-sal e em campos onshore apontam para um aumento significativo da oferta. Associado às novas tecnologias de exploração e produção, transporte e liquefação, esse fato cria oportunidades únicas às quais o mundo todo está atento, tendo em vista, inclusive, a preocupação crescente com o uso de combustíveis menos impactantes ao meio ambiente.
Um exemplo da inconveniência do modelo regulatório brasileiro são as condições contratuais garantidas a algumas distribuidoras de gás, com retornos assegurados de 20% nos investimentos e custos de mão de obra, num gritante contraste com os 7,5% - aplicados apenas sobre investimentos - definidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para o terceiro ciclo de revisões tarifárias das distribuidoras de eletricidade.
Diante dessa situação, muitas empresas intensivas no uso de gás já transferiram investimentos produtivos para outros países, sinalizando também a saída de outras indústrias à jusante nas cadeias produtivas. E não é necessário ir muito longe: é grande o risco de que, atraída pelo enorme potencial da Argentina (que tem a quarta maior reserva de shale gas do mundo) e pelas regras do Mercosul, parcela da produção se desloque para o país vizinho, levando consigo empregos, divisas e arrecadação.
Para combater a desindustrialização, o enorme potencial do gás natural do País não pode ser desperdiçado com sua destinação à exportação, seja na forma de gás liquefeito ou incorporado ao petróleo (por meio da tecnologia gas-to-liquid). A oferta de gás competitivo depende ainda de maior integração, sinergia e eficiência das regulações do combustível e do setor elétrico, inclusive com o aproveitamento do mercado de cogeração. Também é fundamental a retomada das licitações de novas áreas de exploração.
O governo tem dado sinais de que reconhece o papel estratégico da energia e o problema das distorções que se acumularam no setor nos últimos anos. Basta acompanhar as declarações da presidente Dilma Rousseff e do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, em particular sobre as concessões do setor elétrico. Na área do gás natural, é preciso traduzir essa preocupação numa nova política para o combustível que reconheça o seu atual momento e efetivamente garanta sua disponibilidade a custos competitivos para a indústria brasileira, resultando, inclusive, num aumento do dinamismo do mercado.
Certamente isso vai favorecer as vendas da própria Petrobras e dos demais agentes do setor. A empresa, agora sob a liderança de Graça Foster, reúne ainda mais condições técnicas de gestão e de interlocução privilegiadas e conta com as melhores expectativas e confiança da indústria nacional. Pode, pois, se somar a um projeto que vai contribuir para que o Brasil siga sua extraordinária trajetória de crescimento e inclusão social graças à oferta de energia em condições competitivas à sua base industrial.
(*) PRESIDENTE EXECUTIVO DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE GRANDES CONSUMIDORES INDUSTRIAIS DE ENERGIA E DE CONSUMIDORES LIVRES (ABRACE)

Fonte: Paulo Pedrosa, da Abrace, para O Estado de S.Paulo, janeiro/12

Dalkia quer ir além do diagnóstico energético


Operação e manutenção de projetos garantem performance dos contratos. Retrofit, projetos sustentáveis e PPPs estão no foco da empresa

Oferecer um serviço que vai além de um simples diagnóstico energético, em que a permanência da empresa na planta do cliente assegura o êxito do que foi acertado no contrato. Esse é o objetivo da Dalkia, empresa sediada há treze anos no Brasil. De acordo com seu diretor comercial,  Daniel Figueiredo, a empresa tem o conhecimento técnico como diferencial. "A gente olha o empreendimento com um todo. As empresas de engenharia fazem o diagnóstico, a instalação e quando acaba a obra, ligam a chave e vão embora. Nosso objetivo é continuar no site do cliente, para garantir o que foi contratado", explica.
 Figueiredo exemplifica como é garantia de performance da Dalkia nos projetos, em que ela pode chegar até a oferecer o investimento do projeto ao cliente e ele paga ao longo do contrato. "Posso chegar em quem tem um shopping center, renovar a central de ar condicionado e garantir redução na conta de 5%; caso contrário, desconta na fatura. Eu vou garantir isso durante a vigência do contrato".
 Ainda de acordo com o diretor comercial, a má operação de um projeto pode causar a longo prazo uma perda da eficiência projetada. "Nós além de apresentarmos um estudo e solução para alcançar eficiência, permanecemos com o cliente e garantimos a eficiência por um período mais longo", relata.
 Segundo Figueiredo, o mercado para esse setor está em crescimento, mas algumas decisões ainda são baseadas no aspecto financeiro. "A maioria dos projetos só são executados se houver recurso econômico disponível. As decisões ainda estão baseadas em se dói ou não no bolso, se trazem vantagem imediata", afirma, lembrando no entanto que algumas empresas podem deixar de lado o retorno financeiro em troca de algo maior. "Às vezes o projeto não tem um paybackadequado, mas ele acaba trazendo uma  autonomia para o cliente, o que às vezes é até mais importante".
 A certificação de prédios também é apontada por Figueiredo com um bom campo de mercado, mas ele lembra que a Dalkia não atua nesse ramo, apenas dá o suporte técnico para o projeto. "Conhecemos o que o LEED precisa e podemos ajudar na implantação. Essa demanda ainda é pequena no país, não deve passar de 40 prédios, enquanto existem uns 200 na fila", completa.
Apesar de o mercado estar em crescimento, ele conta que o maior potencial de negócios não está no suporte a certificação e sim no campo do retrofit de prédios, uma vez que o cliente pode ter um benefício independente de haver certificação do prédio. "Temos mais potencial em benfeitorias em prédios antigos. Prédios mais novos têm a tendência de já ter soluções energéticas", relata, elegendo o ar condicionado e os elevadores como os maiores vilões do consumo energético em shoppings e prédios comerciais.
 Para o ano de 2012, Figueiredo quer a empresa mais associada às soluções sustentáveis, sempre sugerindo o que causar menor impacto ambiental. "Estamos trabalhando para que o nosso serviço seja cada vez mais verde. Evito o máximo oferecer um gerador a diesel. Não deixo de fazer, mas mostro por a+b+c que não é a solução mais sustentável", confessa.
 Mantendo o foco na sustentabilidade, Figueiredo faz uma aposta futura em projetos que envolvam plantas de biomasssa, com a Dalkia fazendo o diagnóstico energético e sugerindo a cogeração a gás natural ou biomassa para o cliente. "Consigo trazer o parceiro que vai fornecer a biomassa para ele e a Dalkia participa do projeto, da instalação e cuidando da manutenção e operação, garantindo a performance contratada com o cliente", explica. A empresa está trabalhando em várias frentes nesse projeto e já tem um cliente dessa forma no Sul do país, que gera energia elétrica para a rede por meio de biomassa de casca de arroz.
 Outro setor que entra na mira da Dalkia como filão é o da área hospitalar. Com a experiência de quem já desenvolve projetos na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, a empresa ganhou a licitação da primeira parceria público-privada na área do Brasil, o Hospital Geral do Subúrbio, em Salvador. A empresa tem a responsabilidade de toda a matriz energética do hospital, além da manutenção da infraestrutura e equipamentos. "Estamos apresentando um projeto energético de consumo de energia que está fora do contrato de concessão, mas que vai trazer uma redução do custo operacional através da redução do consumo de energia", adianta.

Fonte: Pedro Aurélio Teixeira, Newsletter CanalEnergia, janeiro/12

Petrobrás descobre petróleo e gás na Amazônia

Capacidade de produção estimada da reserva é de 1.400 barris de óleo/dia, mas ainda é preciso checar viabilidade econômica.


Reuters

SÃO PAULO - A Petrobrás anunciou nesta sexta-feira a descoberta de uma nova acumulação de óleo e gás na Bacia do Solimões, no Amazonas.
Em comunicado ao mercado, a companhia informou que a reserva, localizada no Município de Coari, a 25 km da província petrolífera de Urucu (AM), indicou capacidade de produção diária de 1.400 barris de óleo de boa qualidade (41º API) e 45 mil m³ de gás, na Formação Juruá.
O poço foi perfurado a uma profundidade final de 3.295 metros.
"Este é o segundo sucesso exploratório no Bloco SOL-T-171, onde já está em andamento, desde 2010, o Plano de Avaliação da Descoberta do poço 1-BRSA-769-AM, informalmente conhecido como Igarapé Chibata", afirmou a Petrobrás.
Segundo a companhia, confirmada a viabilidade econômica das descobertas, elas viabilizarão a criação de um novo polo produtor de petróleo e gás natural na Bacia do Solimões.
A empresa detém 100% dos direitos de exploração e produção na concessão. A companhia produz diariamente no Amazonas 53 mil barris de óleo e 11 milhões de m3 de gás natural além de 1,3 mil toneladas de GLP.

Brasil chega à linha de frente em patentes


Depois de passar a Índia no ranking mundial que mede a inovação tecnológica no mundo, em 2011, o Brasil pode avançar este ano graças ao lançamento de projetos inovadores, como o Laboratório de Nanotecnologia e o Centro de Tecnologia para testes de protótipos de equipamentos submarinos para a indústria do petróleo, inaugurado no Rio. O ranking, elaborado pela Confederação da Indústria da Índia, em parceria com a Organização Mundial de Propriedade Intelectual (Ompi), divulgado em 2011, coloca o Brasil na 47 posição, na frente da Índia, da África do Sul e da Rússia. Na área de patentes, o Brasil também vem se destacando no mundo. "Estamos na linha de frente na área de patentes porque entre outras coisas agimos fortemente no sistema operacional de Tecnologia da Informação para ter acesso aos melhores bancos de patente do mundo, além de construir acordos de cooperação com os maiores escritórios do mundo", afirma Denise Gregory, diretora de cooperação para o desenvolvimento do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi). De janeiro a dezembro de 2011, o INPI recebeu 30.088 pedidos de patentes, contra 28.052 solicitados em 2010. Para as marcas, o Instituto registrou, 140.815 solicitações até 15 de dezembro, contra 129.620 pedidos de marcas nos 12 meses do ano passado. De 2001 a 2010 o número de pedidos de patentes brasileiras na Europa passou de 190 para 520. "Tudo isso é reflexo de investimentos em processos que não acontecem por acaso. Existe uma política consistente de valorização da ciência por trás dos resultados", afirma Denise. A criação do Laboratório de Nanotecnologia e a construção de um Centro de Tecnologia para a indústria do petróleo são dois exemplos de inovação que podem fazer o Brasil subir mais posições no ranking mundial. A norte-americana FMC, multinacional especializada na fabricação de submarinos para a indústria do petróleo lançou no Rio de Janeiro o seu terceiro centro tecnológico no mundo para testar protótipos em escala real de manifolds e árvores de natal submarinas. As árvores são um conjunto de válvulas que regula e monitora a produção dos poços de petróleo e gás natural. A empresa está investindo R$ 200 milhões no Brasil, dos quais R$ 70 milhões foram gastos na construção do novo centro. O centro de tecnologia da FMC tem capacidade para testar protótipos em escala real, com o foco nas novas demandas do pré-sal e tecnologias voltadas para o aumento do fator de recuperação na produção de óleo. Além disso, conta com engenharia especializada, laboratórios de pesquisa, desenvolvimento e qualificação de produtos. No prédio da Engenharia, cerca de 200 profissionais da companhia se dedicarão ao desenvolvimento de projetos e pesquisa de tecnologias submarinas para exploração de petróleo e gás no país. "Os sistemas no pré-sal serão cada vez mais dinâmicos e não poderão ser controlados da plataforma em situações como variações de vazão mais acentuadas, porque isso levaria muito tempo de resposta", afirma o vice-presidente de Tecnologia da FMC, Paulo Couto. Estas novas tecnologias poderão ser desenvolvidas e testadas na própria unidade.
Fonte: Brasil Econômico

Indústria ferroviária brasileira fatura R$ 4,2 bilhões em 2011


Com faturamento de R$ 4,2 bilhões em 2011, valor que supera em 35% o registrado em 2010, a indústria nacional comemora os bons resultados. A Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer) divulgou, nesta quinta-feira (26), os números consolidados do setor no ano passado e algumas projeções para 2012.
Em 2011 foram produzidos 5.616 vagões, contra 3.261 unidades em 2010. Este é o segundo melhor resultado da história, perdendo apenas para o ano de 2005, quando foi registrada uma produção de 7.597 unidades. Para 2012, o setor estima fabricar entre 3,5 e 4 mil vagões. “A projeção apresenta uma queda, mas é algo natural. O mercado funciona assim, é cíclico, com altos e baixos. Ainda assim, mantemos a previsão de produzir 40 mil vagões na década”, avalia o presidente da Abifer, Vicente Abate, em entrevista à Agência CNT de Notícias.
De acordo com a Abifer, a frota brasileira de vagões conta atualmente com cerca de 100 mil unidades sendo que, desses, entre 15 e 20% estão em idade avançada, acima de 40 anos, o que impulsiona as concessionárias a buscarem uma renovação de frota, o que reflete num estímulo à indústria. “Elas estão trocando os vagões antigos, não muito produtivos e que são muito pesados, por vagões que melhoram a produtividade devido à utilização de tecnologia. Os novos têm tara reduzida, peso menor e descarga automática”, explica.
Locomotivas 
A quantidade de locomotivas produzidas também registrou grande salto. Passaram de 68 em 2010 para 113 no ano passado. Para o atual ano, a previsão é de que saiam das fábricas 110 unidades. “As locomotivas de menor capacidade têm sido substituídas por outras altamente modernas e também mais produtivas. As fábricas estão passando por uma fase de expansão no país, as duas maiores fabricantes do mundo já estão se instalando no Brasil, o que aponta uma tendência de crescimento para os próximos anos”, afirma Abate.
Carros de passageiros 
Durante o ano, 336 carros de passageiros foram produzidos, uma queda impulsionada pela baixa das exportações motivada pela crise internacional. Em 2010, foram 430 unidades. Para 2012, a previsão é de 340 carros. “É uma queda considerada normal para épocas de troca de governo, seja estadual ou federal. A crise financeira mundial também nos afetou. Nos três anos anteriores, as exportações corresponderam a 30% do faturamento dessas indústrias, enviando carros para Nova Iorque, Santiago e Buenos Aires, por exemplo. Em 2011, esse valor não chegou a 10%”, pondera o dirigente da Abifer.
Segundo a Pesquisa CNT de Ferrovias 2011, o modal ferroviário é responsável por 20% do escoamento da produção nacional, participação que vem sendo ampliada ao longo dos anos. De 2006 para 2010, o crescimento foi de 16,3% - de 404,2 milhões de toneladas úteis (TUs) para 470,1 milhões de TUs.
Fonte: CNT

Oil and gas

The history of the Oil & Gas industry in Brazil starts in 1939 when oil was first found in the country. In 1953, the Brazilian Government established the monopoly in oil exploration, production, refine and transport as well as created a national company – Petrobras – to carry out these activities. In the 80´s and 90´s Petrobras became worldwide known for its capability of exploration and production in deep waters.
This excellence was only achieved through heavy investment in R&D made through Petrobras´ research center. The monopoly lasted until 1997 when oil exploration, production, refine and transport eventually opened to foreign companies. Since them oil production has doubled and several international players have established operations in Brazil.
“The Oil & Gas industry in Brazil will top US$ 320 billion in investments by 2020”
The recent findings in the pre-salt layer have spurred new investments in the Brazilian O&G industry. The combination of vast and unexplored potential resources of oil and natural gas, and a favorable regulatory structure currently makes Brazil one of the world´s most attractive oil regions. In addition, the local content policy established by the government, in order to stimulate P&D, the creation of jobs and the development of a local supply chain, has incentivized the industry main equipment and services suppliers to open local facilities in the country.
The Oil & Gas production should more than double in 10 years. This increase in production will demand heavy investments in the construction of maritime support ships, drilling and production units, as well as in the development of the subsea equipment and services subsector. In order to support the arrival of new players attracted by these opportunities, the Brazilian government has fostered an investor friendly environment which includes special customs regime, specific credit lines, training and supply chain expansion programs.
Our Industry Numbers• 11% of Brazil´s GDP
• 38 companies in the E&P sector (main worldwide players)
• Supplier´s Revenue reached US$ 4 billion in 2008
• 75.000 industry employees
• 200 subsea product and services companies
Source: ONIP – National Organization of Petroleum Industry
Main Investments Forecast
Near Term (2009-2013)• Exploration and Production:   US$ 131 billion dollars;
Long Term (2010-2020)• Production of Drilling Rig Units:   US$ 60 billion;
• Production Units:    US$ 51 billion;
• Subsea Production and Services:  US$ 85 billion;
• Construction of new ships:   309 support and oil tankers.
Source: ONIP – National Organization of Petroleum Industry
Advantages for Companies in Brazil• Stable macroeconomic environment
• Fast growing O&G production 
• Proximity to oil fields
• Local content policy 
• Labor force training policy
 Localization
 Out of the proven national oil and gas reserves, 92.6% are located in offshore basins and 7.4% in onshore basins. In addition, 88% of proven reserves are located in the Southeast of Brazil, in the Campos, Santos and Espirito Santo Basins.
 • Perspectives of Pre-Salt Layer
 The so-called pre-salt layer is a band that stretches over 800 km between the states of Espirito Santo and Santa Catarina, below the seabed, and includes three sedimentary basins (Espírito Santo, Campos and Santos). The existence of oil in the pre-salt layer was announced by Petrobras in 2006 and confirmed by the company in 2007. In 2008 it started the planning work for crude oil extraction and in October 2010 commercial production began in Tupi field.
In the Santos and Espirito Santo Basins are the main pre-salt reserves:
• Tupi: 5 to 8 billion barrels; 
• Iara: 3 to 4 billion barrels; 
• P. Baleias: 1.5 to 2 billion barrels;
In the pre-salt region between the Espirito Santo and Santos Basins, Petrobras has drilled 31 wells with a success rate of 87%. In the Santos Basin, 13 wells were drilled with a success rate of 100%.
 • Subsectors
Drilling Rig Units – The construction and operation of drilling rigs units are among the areas with great growth potential in the O&G industry. Studies show that the total expenditure in this field will be around US$ 60 billion until 2020. This amount of investment will represent new opportunities for foreign companies willing to come to Brazil. Currently most of the players in this subsector are located abroad.
Production Units – The investment for the construction of production units is also significant, up to US$ 51 billion until 2020. These resources are likely to buster local EPCs and the demand for new equipments. There is an estimate for the construction of 68 production units including FPSOs, fixed and semi-submersible platforms.
Subsea Production and Services – The production of subsea equipment and services is also expected to grow expressively, topping 85 billion dollars in investment until 2020. This area is already well supplied by multinationals companies established in Brazil with a significant percentage of local content. There are already 13 foreign subsea product and services supplies installed in the country such as FMC, Technip, Cameron and Aker.
Shipbuilding – The construction of oil tankers and support ships will also be significant in the next 10 years. The demand is supposed to reach more than 300 ships until 2020. As a matter of fact, the shipyards in Brazil have already started building ships and production units. There are national and multinationals companies operating in this subsector along the Brazilian coast.
Local Content PolicyThe concession contracts for exploration and production of oil and natural gas, signed between the Petroleum National Agency (ANP) and the winning E&P companies in the bidding rounds, include the provision of local content.
The percentage is determined in the notices preceding the bidding rounds and is detailed in the concession contracts. The concession agreements require that utilities should hire Brazilian suppliers whenever their offerings present price conditions, time and quality equivalent to external suppliers.
The goal is to increase, on a competitive and sustainable basis, the participation of the national industry of goods and services in projects of exploration and development of oil and gas. The expected result is to boost the technological development, human resources training, generation of employment and income in this sector.
Since the creation of the local content program, the national industry participation in investments of the sector increased from 57% in 2003 to 75% in the first half of 2009, representing a significant additional amount of 14.2 billion dollars in goods and contracted services in the domestic market.
Source: PROMIMP (O&G National Industry Mobilization Program)
 Programs and Incentives
 Funding
The Brazilian Development Bank (BNDES) is a federal public company, linked to the Ministry of Development, Industry and Foreign Trade (MDIC). Its goal is to provide long-term financing aimed at enhancing Brazil’s development, and, therefore, improving the competitiveness of the Brazilian economy and the standard of living of the Brazilian population. The BNDES has special lines for funding the Brazilian O&G production chain, including E&P, refining, transport and distribution. The objective is to strengthen the local supply chain (services and goods) on a competitive and sustainable basis, targeting global insertion.
Promef
The Expansion and Modernization of the Fleet Program (Promef in portuguese) was created to finance the construction and modernization of the O&G fleet. To qualify for this credit line the shipyard has to construct the vessel in Brazil with a minimum percentage of local content ranging from 60 to 70%.
Finep
Known as the Brazilian Innovation Agency, FINEP (Research and Projects Finnancing), is a publicly owned company subordinated to the Ministry of Science and Technology - MCT. It provides grants to non-profitable institutions, such as universities and research centers, and it lends money to companies.
In 1999, FINEP created the S&T Sectorial Funds, to finance projects of domestic research, development and innovation. One of these funds is CT-PETRO, specific for the O&G sector. It aims to stimulate innovation in the production chain of oil and natural gas, training and qualification of human resources and development of partnership projects between businesses and universities, institutions of higher education or research centers in Brazil, aiming to increase production and productivity, reduction of costs and prices and improve the product quality in the industry.
Promimp
The PNPQ program – Professional Qualification National Program – aims to train professionals for the O&G industry. The courses are free and range from basic to graduation level in more than 175 knowledge areas related to O&G. There are more than 80 qualified education institutions in 17 states involved in this program, training thousands of professionals.
Repetro
Brazilian customs authorities created a special regime for the import and export of goods designed for activities of research and exploration of oil and gas reserves. The regime allows the importer to obtain suspension of federal and state taxes.
Repenec
This special tax regime grants tax breaks for infrastructure projects for the petrochemical industry developed in the North, Northeast, and Mid-west regions of Brazil. It also considers oil refining and production of ammonia and urea from natural gas part of the petrochemical industry.
Some of Brazilian and foreign O&G companies operating in the country:
Case Study
Wellstream is a leading designer and manufacturer of bespoke flexible pipeline products, systems and solutions for fluid transportation in the oil and gas industry. The business, founded in 1983, sets out to provide “Innovative pipe solutions for tomorrow’s energy”. The company is headquartered in Newcastle, UK with manufacturing facilities in the UK and Brazil. Wellstream has over 850 employees.
In 2003, the company commenced construction of a new state-of-the-art manufacturing facility in Niteroi, Brazil to take advantage of growing market demand in the region. The production at its new manufacturing facility in Niteroi started in May 2007.
Niteroi, Brazil – Offshore Systems ManufacturingThis facility provides:
• Annual manufacturing capacity 270 normalised km*
• Product range - 2-inch ID to 12-inch ID
In addition the site will also provide:
• Deepwater access of 10.0m
• Docking facilities and 3 loadout stations
• 300Te craneage
* Theoretical production capacity based on a normalized 8-inch ID pipe.
Lastest news and developments
• Expansion program in Niteroi completed 2009
• In August 2010, Wellstream announced the award of a major offshore installation contract from OGX Petroleo e Gas (OGX). This followed on from an earlier award for the supply of flexible risers and flowlines, mid-water arches, umbilicals and other associated equipment and services in June
• Petrobras framework has generated in excess of £200m of awards
• TUPI EWT delivered setting Wellstream water depth record at 2,140m
• Awards for further phases of TUPI and TUPI qualification
• Additional land secured in Brazil 
• Wellstream sees potential for significant growth in Brazil
 Human Resources
 Brazil has about 330 graduation courses related to the oil and gas industry. In 2008, more than 22,000 students were enrolled in one of these courses, and in the same year, approximately, 7,200 finished their studies: