This is default featured slide 1 title

Go to Blogger edit html and find these sentences.Now replace these sentences with your own descriptions.

This is default featured slide 2 title

Go to Blogger edit html and find these sentences.Now replace these sentences with your own descriptions.

This is default featured slide 3 title

Go to Blogger edit html and find these sentences.Now replace these sentences with your own descriptions.

This is default featured slide 4 title

Go to Blogger edit html and find these sentences.Now replace these sentences with your own descriptions.

This is default featured slide 5 title

Go to Blogger edit html and find these sentences.Now replace these sentences with your own descriptions.

Bolivia tiene un potencial gasífero mayor a 60 TCF


La estimación realizada por la firma estadounidense Oil Solutions Inc., contratada por YPFB, es superior a la proyectada en el Plan de Exploración 2011-2020 de la petrolera estatal, donde se indica que el territorio boliviano tiene un potencial gasífero de 54 TCF (1,53 trillones de m3) y uno petrolífero de 1.409 millones de barriles de líquidos.
Actualmente, según el último informe sobre la cuantificación y certificación de las reservas nacionales de gas natural, efectuada por la empresa estadounidense Ryder Scott, las reservas gasíferas entre probadas, probables y posibles llega a 19,9 TCF.
La firma Oil Solutions Inc. evaluó en siete meses la prospectividad y los recursos hidrocarburíferos existentes en 56 áreas exploratorias que YPFB ha definido para este propósito, además de otras que están en proceso de ser reservadas.
“Con los nuevos cálculos realizados por Oil Solutions y los que YPFB tenía de otras áreas, se está hablando que Bolivia cuenta con más de 60 TCF de recursos hidrocarburíferos gaseosos y con un volumen superior a los 2.500 millones de barriles de líquidos que aún están por descubrirse”, destacó Luis Carlos Sánchez Arregui, gerente de Evaluación de Recursos Hidrocarburíferos de la petrolera estatal.
El ejecutivo petrolero considera fundamental esta información para la ronda de promoción internacional que inició YPFB en esta gestión.
En 2011, YPFB contrató los servicios de esta firma especializada que se encargó de crear una base de datos actualizada, confiable y oportuna de la información de los recursos hidrocarburíferos presentes en 56 áreas exploratorias del territorio boliviano, con el propósito de promocionar, difundir y atraer nuevas inversiones en exploración. “La empresa ha cumplido con lo que se le ha solicitado y han entregado todos los ejemplares de las 56 áreas”, complementó Sánchez Arregui.
La firma estadounidense efectuó en Bolivia el análisis de riesgos asociados a la exploración para cada una de las áreas de estudio. Asimismo, clasificó las áreas de estudio de acuerdo con sus características de potencial  hidrocarburífero y sistema petrolero. También creó un inventario con datos relevantes de recursos petrolíferos y gasíferos que permitirá contar con información detallada y precisa de las áreas de estudio.
Las 56 áreas de estudio suman en conjunto una superficie aproximada de 14.982.589 hectáreas, donde se identificaron recursos potenciales de hidrocarburos en todo el territorio nacional.

Fonte: Miguel Lazcano, La Razón, La Paz

O desafio do lixo


A destinação dos resíduos sólidos urbanos é um problema econômico, social e ambiental cada vez mais grave, sobretudo nas grandes cidades. A cultura ainda dominante no Brasil – a disposição direta e sem tratamento prévio em aterros sanitários – em breve estará fora-da-lei. Mas não basta tornar a prática irregular. É preciso enfrentar o desafio.
No mundo todo, o esforço pela redução da geração de lixo passa pelo tratamento, o reuso, a reciclagem e o aproveitamento energético do material não reciclável. A Convenção de Estocolmo sobre Poluentes Orgânicos Persistentes, ratificada por dezenas de países, incluindo o Brasil (2001), indica o tratamento térmico como uma das técnicas mais racionais.
O Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU (IPCC) faz considerações semelhantes, estimulando o reuso, a reciclagem e o tratamento térmico com geração de energia como forma de impedir a emissão e o acúmulo de biogás nos aterros. Este método também obtém a maior redução da relação peso/volume do lixo: quase 90%.
Anualmente, 35 países processam 130 milhões de toneladas de lixo em cerca de 750 unidades de tratamento térmico com geração de energia. A potência instalada é de quase 10 mil MW. No Japão, por exemplo, 79% do lixo urbano são destinados ao tratamento com aproveitamento energético. Em Tóquio, 20 unidades operam sem dano ou prejuízo à população.
No Brasil, ainda há um longo caminho. A Política Nacional de Resíduos Sólidos, de 2010, estabeleceu prazo de quatro anos para o fim dos lixões. Além de estipular adequações para os aterros, a lei contempla o mercado de reciclagem, a criação de cooperativas, a educação ambiental e a elaboração de planos de gestão. Na prática, as coisas são mais complexas.
Faltam terrenos próximos aos grandes centros para receber o lixo, há áreas protegidas por atributos especiais e também barreiras legais quanto ao uso do solo – obstáculos que obrigam os municípios a disporem seus resíduos em locais distantes, aumentando o custo econômico e ambiental do serviço. Por razões óbvias, a situação é mais grave nas regiões metropolitanas.
A Grande São Paulo gera 16 mil toneladas de lixo por dia. A região metropolitana de Campinas gera mais 1,5 mil toneladas, enquanto na Baixada Santista são 935. Por que não utilizar essa “matéria-prima” para a geração de energia? Além de alternativa aos lixões e aterros inadequados, e da eficácia na redução do volume dos rejeitos, as Unidades de Recuperação Energética podem gerar no estado, até o ano de 2020, cerca de 75 MW médios de eletricidade – suficiente para uma cidade de 300 mil habitantes.
O marco regulatório estadual para o licenciamento dessas Unidades está todo desenvolvido, bem como a modelagem de negócio para algumas regiões, como a Baixada Santista. Além do tratamento do lixo, há a oportunidade de estreitar a cooperação intermunicipal e as soluções consorciadas. Com a aproximação do prazo fixado pela lei, tem faltado aos municípios o devido esclarecimento, além de iniciativa e determinação.

Fonte: José Aníbal, Brasil Econômico/Clipping CanalEnergia

Mercado de carbono: oportunidade sustentável


Segundo período de compromisso entre 2012 e 2017 deu novo fôlego para projetos de crédito de carbono. Exigências maiores e preço ainda são desafios.
As mudanças climáticas entraram na pauta internacional há 20 anos, quando líderes de governo do mundo inteiro se reuniram no Rio de Janeiro para debater o tema sustentabilidade e tentar evitar ainda mias a degradação ambiental. Uma das consequências dessa evolução no pensamento mundial foi o advento do Protocolo de Kyoto, que definiu metas de redução das emissões dos gases do efeito estufa para os paises desenvolvidos. Os paises em desenvolvimento, como Brasil, Índia e China, ficaram de fora dessa rodada de obrigações, mas puderam dar sua contribuição através de projetos que evitam emissões.
Esses projetos se beneficiam das Reduções Certificadas de Emissões, ou os créditos de carbono, que correspondem a uma tonelada equivalente de dióxido de carbono. As RCEs permitem às empresas dos países desenvolvidos compensarem as emissões realizadas acima da meta em seus processos. O vencimento, no final desse ano, do prazo do primeiro período de compromisso colocou as negociações em suspenso, mas durante a COP 17, reunião dos países envolvidos nas negociações, realizada em dezembro de 2011 em Durban, na África do Sul, foi definida uma extensão da vigência do Protocolo de Kyoto a partir de 1º de janeiro de 2013.
Segundo Breno Wottrich, analista sênior da consultoria Frost&Sullivan, o sucesso da COP 17 está em garantir uma estabilidade jurídica para o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo durante o segundo período de compromisso, que vai vigorar até o final de 2017. Em 2015, os países vão iniciar uma discussão sobre reduções obrigatórias de emissões para países desenvolvidos e em desenvolvimento válidas a partir de 2020. Antes disso,  na COP 18, que acontecerá no Qatar,no final de 2012, se definirá a criação de um Fundo Verde, de US$ 100 bilhões anuais para ajudar os países em desenvolvimento, além de novas metodologias para incrementar as reduções.
“A principal indefinição em relação aos mercados de carbono se refere a esse período de transição, que nós temos entre dezembro de 2017 até o período de janeiro de 2020, com o novo tratado de carbono”, afirmou o analista.
Esse novo prazo permite vislumbrar mais um período de negócios intensos para emissões dos créditos de carbono, que geram renda extra para empresas de todo mundo. Além disso, o conselho executivo no Mecanismo de Desenvolvimento Limpo autorizou, no início de março, que projetos de eletrificação rural, que usem energia renovável e limpa, tenham retorno financeiro com o lançamento dos créditos. A nova metodologia poderá ser usada por projetos que instalem a nova capacidade de geração, desde que 75% das unidades consumidoras atendidas sejam residências.
A nova medida permite também que os pretendentes incluam uma previsão de emissões em decorrência da “demanda suprimida”, que será atendida, mostrando como pretendem reduzi-las em decorrência do aumento do consumo de energia. Atualmente, os projetos de energia são a maioria dos registrados dentro do MDL para emissão de créditos. Dos 3.916 projetos registrados, cerca de 70% são relacionados à energia, principalmente geração. O Brasil conta com um total de 201 projetos registrados na Organização das Nações Unidas, o que equivale a 5,13% do total, China e Índia têm 67,57% dos projetos, 1.852 e 796, respectivamente. Esses projetos já emitiram mais de 886 milhões de RCEs, sendo China (59,78%), Índia (15,41%), Coréia do Sul (9,48%) e Brasil (6,97%), os principais emissores.
A indefinição quanto à prorrogação da validade do Protocolo de Kyoto fez o preço dos títulos cair de uma média de € 11 por RCE para € 3,80, nos primeiros meses do ano passado. O preço está se recuperando lentamente depois do suspense do inicio de 2011. Porém, o excesso de oferta de permissões de emissão na Europa contribuiu mais decisivamente para a queda. Mesmo com essa variação volátil, o mercado de carbono tem boas perspectivas para as empresas.
A CPFL Energia foi uma das primeiras empresas do setor a se interessar pelo mercado de carbono ainda em 2002. Foi com a repotenciação do parque de pequenas centrais hidrelétricas, iniciada em 2005, que a empresa encontrou o projeto ideal para se inserir nesse contexto. O registro veio dois anos depois. Logo, em seguida, em 2008, a primeira hidrelétrica de grande porte conseguiu o registro, Montes Claros, de 130 MW, do complexo hidrelétrico da Companhia Energética Rio das Antas (Ceran), da qual a CPFL é sócia majoritária (65%). A usina de 14 de julho (RS-100 MW), do mesmo complexo, também já conseguiu registro.
Mas as mudanças no processo de registro de projeto, que ficou mais rigoroso nos últimos anos, têm deixado as grandes hidrelétricas de fora do MDL. A CPFL não conseguiu o registro de quatro hidrelétricas, incluindo Castro Alves (RS-130 MW), da Ceran; Campos Novos (SC-880 MW), Foz do Chapecó (RS/SC – 855 MW) e Barra Grande (RS/SC – 708 MW). “Há uma instabilidade muito grande na metodologia dos critérios de adicionalidade dos projetos. E os projetos de grandes usinas hidrelétricas são muito questionados. Um dos critérios é que as receitas advindas dos créditos de carbono sejam decisivas para fazer uma hidrelétrica e não é o caso”, explicou Rodolfo Nardez Sirol, diretor de Meio Ambiente da CPFL Energia.
Mas a empresa não desistiu de aproveitar o potencial das usinas hidrelétricas, que, por serem renováveis, evitam as emissões geradas por térmicas. Por isso, a empresa tem recorrido ao mercado voluntário para viabilizar a emissão de RCEs. A UHE Barra Grande foi a primeira registrada nesse segmento e, adiantou Sirol, já começaram os trabalhos para a entrada de Foz do Chapecó. A CPFL já faturou R$ 10 milhões com as 600 mil RCEs emitidas no MDL e 1,024 milhão no mercado voluntário. “Estamos emitindo mais 600 mil em Barra Grande”, antecipou o diretor.
A próxima usina a entrar no mercado voluntário será Foz do Chapecó. “O mercado voluntário não é menos exigente. A diferença são os critérios de adicionalidade. No MDL, a receita de crédito de carbono tem que ser decisiva. No mercado voluntário, por ser renovável, é elegível”, afirmou Sirol, ressaltando que o trabalho da usina está apenas no começo. A CPFL Renováveis, braço de fontes alternativas, deve focar os negócios no MDL, com as PCHs, eólicas e térmicas a biomassa de cana. Contudo, Sirol ressaltou que a biomassa também tem encontrado resistência no Mecanismo para registro, o que também pode levá-la mais ao mercado voluntário.
A EDP do Brasil também está no MDL com três projetos, duas PCHs e a expansão de 50 MW da hidrelétrica de Mascarenhas. Duas eólicas, compradas pela EDP Renováveis, também emitem RCEs. O diretor executivo do Instituto EDP, Pedro Sirgado, contou que a empresa já está iniciando o processo para registro da hidrelétrica de Santo Antônio do Jari (AP – 330,4 MW), atualmente, em construção. “Sabemos que é muito difícil registrar grandes usinas no MDL, e pode acabar no mercado voluntário. Mas, Jari vai ser um sucesso para conciliação da geração de energia e meio ambiente na Amazônia”, afirmou o executivo.
Para Breno Wottrich, da Frost & Sullivan, o maior nível de exigências faz parte do processo de maturação do mecanismo. “Ao longo dos anos, esse processo é revisto com frequência, sendo passível de melhora para torná-lo mais robusto e confiável”, apontou. Sirol, da CPFL Energia, também sublinhou que o processo é muito burocrático, o que pode levar a um tempo longo entre o início da acreditação até o registro final na ONU. “A empresa não consegue fazer um planejamento de quando esses créditos vão estar disponíveis para comercialização”, observou. Os prazos para todo o processo podem passar de três anos.
Sirgado, da EDP, concorda com a análise. “Registrar um projeto está muito complicado, principalmente, para comprovar o critério de adicionalidade”, afirmou. Mas, os executivos dizem que as companhias não desistiram de apostar nesse mercado, apesar das dificuldades na viabilização dos projetos e de preço. Sirol, da CPFL, lembra que os créditos de carbono são uma reafirmação da política de sustentabilidade da empresa. Hoje, por exemplo, a CPFL Energia emite 230 mil toneladas de carbono anuais, gera 800 mil toneladas de offset, ou seja, emissões de gases do efeito estufas evitadas. “O projeto está alicerçado em aumentar cada vez mais a diferença entre esses offset e as nossas operações”, explicou.
A EDP, por sua vez, usa os recursos conseguidos pela venda dos créditos de carbono para financiar os projetos socioambientais em volta das usinas. Por isso, todos os direitos são cedidos ao Instituto EDP, que comercializa as RCEs e aplica o dinheiro arrecadado. Porém, Sirgado está preocupado com o futuro dos projetos brasileiros, pois a Europa está estudando uma medida, que se posta em prática, pode ameaçar os novos projetos. Os países europeus vão focar seus esforços nos países menos desenvolvidos. “A Europa vai comprar até 2017 os projetos desenvolvidos até 2012, depois disso, só vai comprar dos países menos desenvolvidos. O que é preocupante”, avaliou.
A preocupação mundial com as mudanças climáticas causadas pelo aquecimento global vai continuar a ser prioridade da agenda ambiental nos próximos anos. Sem prejudicar o seu desenvolvimento, países terão que encontrar um meio de fixar a ideia da economia verde, com menos impacto ambiental. O mercado de carbono tem ajudado a desenvolver áreas, como de energias renováveis – biogás de aterro, eólicas, PCHs e energia solar -, que estão entre os principais projetos registrados na ONU. O Brasil se destaca nessa área sempre entre os cinco principais países em números de projetos registrados. Em eólicas, por exemplo, já é o terceiro, assim como em biomassa. Já em projetos hídricos, está em quarto. E China e Índia se revezam na liderança nesses segmentos.
O Brasil tem tido participação efetiva nas negociações climáticas nos fóruns internacionais, sendo a sede da Rio+20, em junho deste ano, que vai discutir os avanços ocorridos desde 1992, quando ocorreu a primeira grande reunião de alto nível sobre o meio ambiente. Wottrich lembra que o país já tem metas voluntárias de redução das emissões entre 36% e 39% até 2020, em relação aos níveis de 2005. O setor de energia terá que contribuir com 13% das reduções, lembra, enquanto o de uso da terra com 77%. Contudo, o analista da Frost & Sullivan salienta que o setor de geração de energia, por exemplo, tem impacto muito reduzido, de 1,2%, segundo dados de 2005, e que deve aumentar a participação para 3,2% até 2030.
“Tem que tomar cuidado para que isso não gere uma dicotomia na área de geração termelétrica, pois esses custos têm que ser absorvido pelo empreendedor, o que pode gerar nos leilões falta de competitividade”, avaliou. Sirol, da CPFL Energia, acredita que o Brasil deve seguir o caminho de países como Austrália e Nova Zelândia e formar seu próprio mercado voluntário de créditos de carbono para atender a necessidade de setores, que devem ganhar limitações de emissão, a partir de 2020, dependendo das negociações internacionais, que começam em 2015.
  
Fonte: Alexandre Canázio, Agência CanalEnergia

Leilão A-5 é aberto a eólicas, térmicas a biomassa e gás natural


As eólicas, térmicas a biomassa e a gás natural em ciclo combinado poderão participar do próximo leilão A-5, que foi adiado para o dia 16 de agosto, conforme antecipou a Agência CanalEnergia. O Ministério de Minas e Energia informou que a mudança na data do certame atende a uma solicitação da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica. A portaria nº 136 com as alterações foi publicada em 16/03/12. Anteriormente, o leilão comercializaria apenas energia proveniente de empreendimentos hidrelétricos.
Segundo a portaria, os contratos de empreendimentos hidrelétricos terão prazo de 30 anos, enquanto os demais, de 20 anos. O percentual mínimo de energia hidrelétrica a ser destinado ao mercado regulado será de 97% para projetos de ampliações de UHEs existentes; 90% para novas UHEs; e de 70% para projetos de novas UHEs com concessão a ser outorgada para Sociedade de Propósito Específico com participação de autoprodutor de, no mínimo, 20%. As PCHs com potência inferior ou igual a 50 MW poderão destinar qualquer montante de energia ao mercado regulado.
Ainda de acordo com a portaria, não serão habilitados os empreendimentos eólicos com CVU superior a zero; os empreendimentos a gás natural ou a biomassa com CVU superior a R$ 100/MWh; e os empreendimentos a gás com inflexibilidade superior a 50% e de GNL com despacho antecipado.
Os empreendedores que pretenderem propor a inclusão de projetos de geração no leilão deverão requerer à Empresa de Pesquisa Energética até às 12 horas do dia 18 de abril o Cadastramento e a Habilitação Técnica dos respectivos projetos. Excepcionalmente, os empreendedores que pretenderem propor a inclusão de projetos de geração a gás natural em ciclo combinado terão prazo até o dia 1º de junho de 2012. Esses projetos precisarão comprovar a disponibilidade do combustível para operação contínua. Os agentes de distribuição deverão apresentar até o dia 10 de julho de 2012 as Declarações de Necessidade para o certame.
A portaria nº 136 encontra-se disponível para assinantes na Biblioteca do CanalEnergia Corporativo.

Fonte: Carolina Medeiros, Newsletter CanalEnergia

Em mais pressão contra a Repsol, Argentina retira duas concessões


O governador da Província de Chubut, na região da Patagônia da Argentina, Martín Buzzi, anunciou ontem a retirada de duas concessões de exploração de petróleo da YPF, empresa controlado pela espanhola Repsol. O anúncio foi feito em um comício para 25 mil pessoas na cidade de Caleta Olívia, na divisa com a Província de Santa Cruz, reduto político da presidente Cristina Kirchner. Durante o ato, o governador de Santa Cruz, Daniel Peralta, prometeu também retirar uma concessão da YPF.
Na Argentina, as concessões de explorações pertencem aos governos provinciais, e não ao governo nacional. Mas a presença do secretário nacional de Energia no ato, Daniel Cameron, marcou o apoio de Cristina à medida.
O ato de Buzzi determina que a YPF terá que se retirar das áreas de El Trebol e Cañadon Perdido dentro de 90 dias. A perda das concessões afeta apenas 3% da produção da empresa, que em 2011 foi de 11,251 milhões de metros cúbicos, de acordo com dados da Secretaria Nacional de Energia. Em Chubut, segue intocada a concessão do maior campo da empresa, o de Manantiales Behr, que produz 1 milhão de metros cúbicos anuais.
A medida é assim mais um ato na pressão do governo argentino para que a YPF acelere os seus investimentos no país, que tem um déficit crescente de energia.
Caso Santa Cruz também retire concessões, a empresa de controle espanhol poderá ficar ameaçada. Da Província de Cristina sai 24% da produção da YPF. Uma terceira Província, a de Neuquén, ameaçou seguir o caminho de Chubut, o que pode atingir a Petrobras. A petroleira brasileira não registrou produção em Chubut no ano passado, mas 18% de sua produção no país está em Santa Cruz e 36% em Neuquén. Em 2011, a Petrobras produziu no país 2,256 milhões de metros cúbicos.
A YPF divulgou nota logo após o anúncio em que afirmou que iria tomar "medidas legais e judiciais para defender seus direitos". Em documento divulgado na semana passada, a YPF alegou que os investimentos estavam abaixo do desejado pela Província em oito campos controlados por outras empresas, mas apenas os seus estavam sendo atingidos, o que violaria a garantia constitucional de isonomia. Segundo a empresa, US$ 350 milhões foram investidos na Província no ano passado.

Cristina pediu que Petrobras aumente presença na Argentina, diz Lobão
O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse que a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, pediu a ele que a Petrobras aumente sua presença no mercado de seu país. "A presidente pediu uma presença mais forte, mais intensa da Petrobras aqui. E presença mais forte tem que ser com investimentos", afirmou Lobão. Ele disse que essa presença maior poderia ocorrer, por exemplo, por meio de rede de postos de gasolina ou da exploração de gás não convencional na Província de Neuquén, na Patagônia.
As declarações foram feitas na embaixada do Brasil em Buenos Aires, poucos dias após a presidente ter criticado a "falta de investimentos" das petrolíferas estrangeiras instaladas no país. Recentemente, a Petrobras vendeu sua rede de postos, como já era previsto em seus planos de investimentos, como afirmaram assessores da companhia em Buenos Aires. Lobão sugeriu que estas decisões podem ser revistas pela empresa brasileira. "Mas (a Petrobras) pode voltar a atuar (na área de postos de gasolina). Nós não fizemos isso com a Bolívia, por exemplo? (A Petrobras) reduziu (sua presença) e depois voltou a investir na Bolívia", disse.
O pedido de Cristina a Lobão foi feito no momento em que surgem informações de que o governo argentino estaria travando uma disputa com a petrolífera espanhola-argentina Repsol-YPF, a maior do país. A petrolífera recebeu multa milionária em fevereiro devido a dívidas com o fisco, e teria descoberto gás não convencional na bacia de Neuquén, mas sem realizar sua exploração, segundo autoridades do governo.
A empresa nega as acusações. Segundo a imprensa argentina, o rei Juan Carlos teria ligado para a presidente, na semana passada, pedindo que os investimentos da petrolífera não fossem afetados, em meio a rumores de nacionalização da Repsol-YPF, como publicaram os jornais Clarín e La Nación, de Buenos Aires.
Lobão negou o pedido de Cristina possa estar vinculado a esta relação com aEspanha e a Repsol-YPF. Questionado se a Petrobras poderia chegar a ocupar o espaço deixado pela petrolífera espanhola-argentina, o ministro respondeu: "Não sei, essa é uma hipótese que depois será vista pela Petrobras. Acho que o fundamental é o desejo (da presidente) da presença mais forte aqui. O resto é detalhe".

Fonte: Marcia Carmo, BBC Brasil/Nicomex Notícias, março/12
  
Fonte: Valor Econômico/Portal Naval

Aportes em usinas de cogeração a biomassa despencam


Depois de investirem alguns bilhões de reais em cogeração de energia elétrica a partir do bagaço de cana na segunda metade da década passada, os grupos que atuam no segmento sucroalcooleiro do país reduziram as apostas nesta frente em 2011 e o corte promete ser mais profundo neste ano.
Responsável pela maior parte dos financiamentos para esse tipo de projeto, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) estima que a demanda nesta frente será da ordem de R$ 300 milhões em 2012, 65% menos que os R$ 860 milhões desembolsados no ano passado.
A tendência segue o recuo dos aportes industriais como um todo no segmento, que tem capacidade ociosa e tem procurado ampliar investimentos na área agrícola, para promover a renovação e a expansão de canaviais. Mas também é influenciada pelos preços mais baixos da energia, que em 2011 caíram 28% nos leilões do mercado regulado.
Anexas ao maquinário que produz açúcar e etanol, as usinas normalmente dispõem de caldeiras que queimam o bagaço da cana e geram eletricidade para o consumo da própria usina. O excedente é ´exportado´ mediante contratos de venda que podem ser feitos no mercado livre ou no mercado regulado pelo governo. Neste último é negociada 75% da eletricidade consumida no país.
O último marco para os investimentos das usinas em cogeração foi em 2008, quando o governo fez leilões exclusivos para negociar energia de biomassa, que resultaram em preços remuneradores. "Daí em diante o segmento investiu pesado para atender à demanda sinalizada pelo governo", diz Zilmar José de Souza, gerente de bioeletricidade da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica).
Entre 2008 e 2011, o BNDES desembolsou R$ 5,7 bilhões para financiar projetos de cogeração de energia, mas no ano passado o recuo foi acentuado. Os R$ 860 milhões desembolsados, que diante da previsão para 2012 parecem muito, já representaram uma queda de 42% sobre 2010.
Além da crise de crédito de 2008, que teve impacto nos investimentos em geral - e que guarda relação com a escassez de etanol no mercado doméstico em alguns períodos do ano passado -, o mercado de energia também não ajudou, reforçam especialistas.
Segundo dados compilados pela consultoria FG Agro, o preço médio da energiavendida nos leilões realizados em 2008 foi de R$ 152,92 por megawatt (MW) médio. Mas depois recuou para R$ 142,99 em 2009, R$ 142,99 em 2010 e R$ 102,23 em 2011. Nesse contexto, no último ano o segmento vendeu apenas 4% do ofertado no mercado regulado, ante participação média de 16% nos leilões realizados entre 2008 e 2010.
"O custo da energia produzida por uma unidade de cogeração ´retrofit´ ampliada a partir de uma já existente é de R$ 140 por MW médio. Por isso, em 2011 não realizamos venda em nenhum leilão", diz João Alberto Abreu, diretor de cogeração da Raízen, maior grupo sucroalcooleiro do país.
O executivo ainda não considera a possibilidade de postergar o projeto da companhia de elevar sua capacidade de cogeração dos atuais 900 MW médios para 1.300 MW em cinco anos. "Nossa estratégia está baseada na venda de 70% da nossa energia no mercado regulado e 30% no mercado livre. Mas os investimentos novos vão depender da venda antecipada dessa energia a preços que tragam rentabilidade", diz Abreu.
Os preços atrativos nos leilões exclusivos para biomassa de 2008 começaram a declinar principalmente porque o governo alterou as regras a partir de 2009 e passou a permitir a concorrência de outras fontes de energia, como a eólica, nessas disputas.
"Com o agravamento da crise na Europa, em 2011, as companhias eólicas do bloco vieram disputar o mercado brasileiro mais agressivamente e pressionaram os preços para baixo", diz Luiz Cláudio Barreira, da FG Agro.
Apesar de ainda não haver estimativas oficiais, o mercado já se preocupa com o risco de haver, a partir de 2014, ociosidade no parque de cogeração em construção no país. As vendas nos leilões já vêm contemplando volumes de energia abaixo da capacidade das usinas.
Nos leilões do mercado regulado de 2011, foram vendidos, no total, 2,559 mil MW médios, dos quais as usinas, apesar de informarem terem disponíveis 269 MW médios, arremataram apenas 102 MW médios - ou seja, em tese metade da capacidade disponível naquele momento, segundo levantamento da FG Agro. "Esse buraco vai começar a aparecer a partir de 2014", prevê Barreira.
Com a maior capacidade instalada de cogeração de energia a partir do bagaço decana do país, a ETH Bioenergia vendeu até agora cerca de 70% da energia que vai produzir até 2014, quando atingirá sua capacidade total de 2,5 mil gigawatts/hora/ano.
Três das nove usinas do grupo comercializaram energia em leilões em 2010 e 2011, e o restante, em leilões de 2008. "Obviamente, não deixaremos os 30% restantes para vender em 2014. A condição do mercado tem que melhorar", afirma o responsável pela área comercial, logística e de suprimentos da ETH, Marcelo Mancini.
  
Fonte: Valor Econômico/Clipping CanalEnergia

Produção de Gás