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Vendas das 23 distribuidoras em operação foram, em média, de 44,7 milhões de m³/dia



Vendas de Gás das Distribuidoras
    (em mil m³/dia) 
 UFEmpresasAGOSETOUTNOVDEZJANMédia 12
meses
jan/2012 dez/2011jan/2012 jan/2011 
 AMCigás2.478,362.532,522.250,512.178,382.272,532.089,961.902,78-8,03%N/A 
 CECegás481,89862,601.999,072.008,651.895,38422,431.077,53-77,71%3,25% 
 RNPotigás383,84380,49376,56385,89351,41372,19389,455,91%8,29% 
 PBPBGás352,12360,55348,54367,39346,73355,56351,272,55%9,84% 
 PECopergás2.366,062.088,402.941,473.101,793.002,722.085,302.402,29-30,55%31,22% 
 ALAlgás 478,23452,68485,03498,72477,11503,58450,245,55%20,23% 
 SESergás275,74280,15283,36277,38248,97251,56263,151,04%-1,67% 
 BABahiagás3.709,453.526,283.097,303.948,413.949,243.832,023.783,32-2,97%-0,55% 
 PIGaspisa0,000,000,000,000,000,000,000,00%0,00% 
 MGGasmig3.052,583.085,172.782,412.847,712.738,002.967,602.937,018,39%14,37% 
 MSMS Gás314,72263,59243,07264,26246,99321,61254,8230,21%78,78% 
 MTMTGás5,846,235,716,067,446,065,89-18,55%20,00% 
 DFCEBGás12,0011,4611,4511,669,938,9611,69-9,77%-18,99% 
 GOGoiasGas3,373,363,273,493,523,143,31-10,80%16,30% 
 ESPetrobras Dist.2.937,502.985,212.762,812.674,492.799,072.648,052.897,12-5,40%-3,57% 
 RJCEG6.352,886.069,976.005,695.946,335.990,375.568,956.476,20-7,03%-25,27% 
 RJCEG Rio5.043,024.578,945.225,225.203,965.443,224.113,484.350,43-24,43%10,99% 
 SPGasNatural Fen.1.492,821.436,591.500,871.509,681.413,171.391,521.433,65-1,53%-1,93% 
 SPComgás13.379,0713.484,4913.332,1913.261,9811.997,2512.509,5313.264,394,27%0,92% 
 SPG.Brasiliano898,83932,59863,36960,221.009,351.040,83818,463,12%92,13% 
 PRCompagas1.077,871.073,49904,401.024,29920,42892,191.003,99-3,07%-31,01% 
 SCSCGás 1.886,131.860,431.879,371.869,961.720,121.711,271.834,14-0,51%-0,45% 
 RSSulgás1.946,401.813,401.724,591.804,041.773,181.567,131.802,35-11,62%16,15% 
  Total48.928,7248.088,5949.026,2550.154,7648.616,1244.662,9247.713,49-8,13%3,62% 

 Vendas de Gás das distribuidoras por segmento em janeiro de 2012(em mil m³/ dia) 
 UFEmpresasTOTALIndustrialAutomotivoResidencialComercialCogeraçãoGeração
Elétrica
Outros
(inclui GNC)
 
 AMCigás2.089,961,034,890,000,000,002.084,040,00 
 CECegás422,43224,61161,510,974,2618,850,000,00 
 RNPotigás372,19210,60157,440,223,090,840,000,00 
 PBPBGás355,56263,5689,270,712,030,000,000,00 
 PECopergás2.085,30783,69165,592,118,2023,001.102,710,00 
 ALAlgás 503,58382,23100,946,148,395,880,000,00 
 SESergás251,56153,4488,212,312,472,180,002,96 
 BABahiagás3.832,021.671,11195,972,6636,661.291,3835,4910,36 
 PIGaspisa0,000,000,000,000,000,000,000,00 
 MGGasmig2.967,602.833,46106,950,0024,290,002,890,00 
 MSMS Gás321,61206,6119,160,672,732,900,1589,39 
 MTMTGás6,060,245,820,000,000,000,000,00 
 DFCEBGás8,960,008,960,000,000,000,000,00 
 GOGoiasGás3,140,003,140,000,000,000,000,00 
 ESPetrobras Dist.2.648,052.487,30105,175,365,4940,400,004,33 
 RJCEG5.568,951.793,542.107,36282,14218,50167,84999,560,00 
 RJCEG Rio4.113,481.583,33454,257,764,980,782.062,370,00 
 SPGasNatural Fen.1.391,521.325,9544,3810,7010,490,000,000,00 
 SPComgás12.509,5310.200,98669,24376,43266,83963,934,7127,42 
 SPGas Brasiliano1.040,83938,9124,052,083,880,000,0071,91 
 PRCompagas892,19462,7283,446,4510,42181,090,000,88 
 SCSCGás 1.711,271.337,70358,180,8114,580,000,000,00 
 RSSulgás1.567,131.072,69218,201,6918,74255,800,000,00 
  Total 44.662,9227.933,705.172,12709,21646,032.954,876.291,92207,25 

Fonte: Abegás / GasNet

Governo de Minas apresenta o plano diretor para a exploração de gás natural na bacia do São Francisco


Estudo realizado pela Consultoria Gas Energy identificou um mercado potencial de 37 milhões de metros cúbicos/dia
A secretária de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, Dorothea Werneck apresentou em 04/04/12 o “Plano Diretor para a Exploração de Gás Natural na Bacia do São Francisco”. Segundo ela, se as perspectivas positivas da existência do gás na região se confirmarem, este será um salto na diversificação da economia do Estado, que passará a contar com um leque amplo de possibilidades para a atração de novos empreendimentos. Para aproveitar melhor este potencial, o governo de Minas Gerais já conta com um plano de trabalho capaz de orientar os investimentos que serão feitos na região, bem como os principais segmentos que poderão utilizar o gás, seja diretamente, seja pela transformação em energia elétrica.
Elaborado pela Gas Energy, empresa de consultoria contratada pela Cemig, o trabalho foi realizado ao longo dos últimos quatro meses e identificou um mercado potencial para o consumo de 37 milhões de metros cúbicos/dia de gás natural em Minas Gerais. Atualmente, o consumo de gás natural em todo o Estado é de cerca de 3 milhões de metros cúbicos/dia.  As perspectivas de produção, de acordo com Dorothea Werneck são igualmente promissoras, esperando-se que os primeiros resultados da exploração pelas empresas sejam confirmados em breve.
“A expectativa é tão favorável, que muitas empresas estão acelerando os planos de prospecção e exploração. Mas de qualquer forma o leque de oportunidades que se abre com a exploração deste gás é enorme e certamente trará mudanças no perfil da produção industrial do Estado”, afirmou a secretária. Para o presidente do Conselho da Gas Energy, Marco Tavares, há oportunidades para a utilização do gás tanto no mercado tradicional quanto em outros segmentos.
“O estudo levantou oportunidades de utilização deste gás tanto no mercado tradicional (indústria, gás veicular, cogeração, comercial, entre outros), quanto em outros segmentos que já anunciaram investimentos em Minas (siderurgia, vidro, cerâmica, alimentos, papel e celulose, entre outros) ou que ainda podem ser atraídos. Neste sentido, existe um potencial muito relevante”.
De acordo com a secretária, o trabalho é uma ação preliminar. A partir do momento em que se confirmarem as reservas de gás, o Estado terá melhores condições para definir políticas estratégicas, fomentar o desenvolvimento da indústria de gás natural, atrair novos investimentos e consolidar o desenvolvimento da região e do Estado.
“Buscar investimentos para o Estado é o nosso dever de casa, mas não é tarefa exclusiva do Estado. Aos consórcios de empresas que estão começando a identificar as reservas também interessa identificar parceiros que possam fazer a utilização desse gás”, disse a secretária de Desenvolvimento Econômico.
Bacia do São Francisco - Em 2005 e 2008, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) realizou leilões para a exploração do gás na Bacia de São Francisco, hoje com 39 blocos sob concessão, na região que representa 1/3 (um terço) do território do Estado de Minas Gerais. As empresas iniciaram a prospecção e sinais da existência do gás já foram detectados, mas ainda é necessário confirmar a viabilidade comercial das reservas.
O estudo também traz esclarecimentos sobre os royalties a serem arrecadados com a eventual produção de hidrocarbonetos, estimativas de custos de produção e de preço de venda do gás, assim como arranjos produtivos que favoreçam o desenvolvimento deste negócio no Estado de Minas Gerais.
Fonte: Daniele Bastos, Insight/Nicomex Notícias, abril/12 
Gasmig inicia atividades de sísmica na bacia de São Francisco
A Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig) vai iniciar nestes dias as atividades de sísmica 2D nos quatro blocos que explora na bacia de São Francisco, em Minas Gerais. A licença ambiental para a exploração na região foi aprovada no começo deste ano pela Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam).

A empresa também pretende iniciar em junho a perfuração do primeiro poço no bloco que possui na bacia do Recôncavo, na Bahia. Em fevereiro deste ano, a companhia começou a perfurar dois poços em um bloco na bacia Potiguar, no Rio Grande do Norte.

Os primeiros investimentos da Gasmig nos seis blocos são de R$ 25 milhões, dos quais R$ 15 milhões aportados ainda este ano. A empresa possui 24,5% de participação nos blocos. Os demais sócios são Orteng (operadora), Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), Imetame e Delp Engenharia.

“Existe uma demanda reprimida de gás natural muito grande em Minas Gerais. Poderíamos vender o triplo do volume de gás que vendemos atualmente”, disse o superintendente de Relações com Investidores da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), controladora da Gasmig, Antônio Carlos Braga, em reunião com a Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec), no Rio de Janeiro.

Braga explicou que a Cemig está realizando um amplo estudo interno para definir como será sua participação no mercado de gás natural brasileiro. “Quando vemos a cadeia do gás natural, 40% a 50% da agregação do valor estão na exploração e produção”, disse o superintendente. 

Fonte: Valor Online/TN Petróleo

Biogás - energia, sustentabilidade e respeito ao meio ambiente


O biogás é uma realidade comprovada na geração distribuída. É necessário agora um salto maior para que a sustentabilidade e a solução para os efeitos danosos representados pelos dejetos no meio ambiente sejam, de fato, uma prioridade no país

O Brasil tem experimentado nas últimas décadas ações pioneiras para exploração do biogás como fonte energética (biocombustível), uma fonte renovável produzida originalmente através de uma mistura gasosa de dióxido de carbono com gás metano, e decorrente naturalmente através da ação de bactérias em materiais orgânicos (Lixo doméstico orgânico, resíduos industriais de origem vegetal e esterco de animal).

Podem ser citados como exemplos fundamentais do histórico do biogás no Brasil as experiências do Estado do Paraná (Sanepar) para abastecimento da frota de automóveis no município de Londrina e, principalmente, a utilização para gás de cozinha no município de Pirai do Sul, ambos no início dos anos 80 e que poderiam ter contribuído ainda mais para soluções ambientais sustentáveis se a continuidade e os incentivos positivos fossem mantidos.

Atualmente uma experiência sem precedentes técnicos, científicos e econômicos tem sido desenvolvida pela Plataforma Itaipu de Energias Renováveis que, baseada em uma iniciativa de Itaipu Binacional, tem incentivado o aproveitamento das energias renováveis e buscado promover oportunidades econômicas para os setores agropecuário e agroindustrial no oeste do Paraná. (A região possui cerca de 800 mil hectares e 1 milhão de habitantes, sob influencia de Itaipu, e a economia é concentrada no agronegócio do milho e da soja, avicultura, suinocultura e pecuária do leite e da carne bovina).

Para as fontes renováveis a experiência se traduz em absoluto sucesso em função do tratamento de resíduos e esgotos, dejetos, inclusive em função do impacto que referidos dejetos causam ao meio ambiente (água, solo e atmosfera), mas principalmente no ganho econômico que a exploração através do biogás pode representar para os pequenos produtores da região.

Os dejetos são o combustível, matéria prima, para a geração de gás e energia elétrica que dá sustentabilidade para as pequenas unidades rurais, granjas, através do uso interno e ainda se traduz em possibilidade real de injeção de excedente a pequenos gasodutos, os quais conectados a uma Pequena Central de Geração criam o ciclo perfeito para Micro Geração.

Para uma visão mais pragmática sobre a importância do biogás, considerando-se apenas o Estado de Santa Catarina como paradigma, com os dejetos suínos, bovinos e aves poderia ser produzido 1,6 milhões m3 de biogás/dia, o que representaria o suprimento de 100.000 residências ou atendimento de 500.000 habitantes. (Zemiro Massotti, Eng. Agr., - Epagri - Concórdia, SC).

Na instalação de um biodigestor faz-se necessário maximizar o uso de energia por ele produzido, contudo sua viabilidade não pode considerar tão somente o retorno financeiro. Para uma suinocultura, bovinocultura e avicultura sustentáveis, o meio ambiente, evidentemente, deve ter importância redobrada tendo em vista a melhoria na qualidade de vida da população rural e o impacto positivo que ações dessa envergadura proporcionam ao uso racional das bacias hidrográficas, aquíferos, solo e atmosfera.

No Estado de Santa Catarina estima-se que cerca de 60% dos dejetos vão direto para os rios, contaminando a água e colocando em risco os aquíferos de onde sai água para abastecer os moradores da região. Com manejo inadequado, os dejetos causam desconforto à comunidade regional e prejuízos socioeconômicos, turísticos e ambientais.

O TAC Suinocultura – Amauc para ajuste de condutas no Estado de Santa Catarina (2004) é um exemplo de ações que precisam ser tomadas para a proteção dos mananciais, bacias e aquíferos, mas a sustentabilidade de programas que viabilizem o retorno financeiro para o tratamento dos dejetos é um dos principais fatores para que o meio ambiente tenha um tratamento adequado.

Diversos desafios ainda permanecem para que o real aproveitamento do biogás seja efetuado através da geração de energia elétrica, entretanto experiências como a do Condomínio de Agroenergia para Agricultura Familiar do Ajuricaba (Marechal Candido Rondon/PR) caminham a passos largos para um desfecho que permita o ganho efetivo do pequeno produtor com ações socioambientais que significam, também, disciplina e trabalho árduo no manejo rural.

É estimulante ver o papel dos produtores rurais com ações diárias em Ajuricaba que contribuem decisivamente para a produção de gás (266 mil mano) e que através do trabalho da Plataforma Itaipu de Energias Renováveis está chegando a níveis de pureza que proporcionarão a geração de energia elétrica com competitivos fatores de capacidade.

É necessário que o marco regulatório para o biogás seja, finalmente, desenvolvido e publicado tendo em vista a insegurança jurídica que a falta de tal Diploma Legal representa para iniciativas fundamentais como as que estão sendo realizadas no oeste do Estado do Paraná e Santa Catarina, além de outras tantas experiências que não tiveram a sua continuidade pela falta de apoio e visão do papel estratégico dessa fonte de energia para a economia nacional.

Ainda, a busca de soluções para que a conexão efetiva das Micro Centrais de Geração sejam uma realidade passam por ações de parceria e entendimento como as já existentes entre Itaipu, Copel e Sanepar, mas também precisam de normatizações especificas da Agência Nacional de Energia – ANEEL e que, de fato, proporcionem segurança na remuneração adequada aos pequenos produtores rurais.

A criação de ICGs (Instalações de Transmissão de Interesse Exclusivo de Centrais de Geração para Conexão Compartilhada) específicas seria uma forma lucida de buscar uma solução para os altos custos para a conexão e da operação padrão de se conectar esses produtores em Baixa Tensão.

O biogás é uma realidade com segurança e viabilidade de geração distribuída comprovada. É necessário agora um salto maior para que a sustentabilidade e a solução para os efeitos danosos representados pelos dejetos no meio ambiente sejam, de fato, uma prioridade para todos nós.

(*) Daniel Araujo Carneiro é consultor e advogado 

Fonte: CanalEnergia