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O mês de abril foi de grande expansão no consumo de gás natural

O mês de abril/12 foi de grande expansão no consumo de gás natural. Segundo dados da Abegás, formatados pelo GasNet, foram 58,7 milhões de m³/dia, 15,6% acima de março e 35,1% a mais que abril/11. Embora o grande aumento tenha sido no segmento de geração elétrica, um destaque (não evidenciado nas tabelas) foi o consumo de gás como matéria prima industrial, um uso mais nobre que a combustão.




 Vendas de Gás das Distribuidoras    (em mil m³/dia) 
 UFEmpresasNOVDEZJANFEVMARABRMédia 12
meses
abr/2012 mar/2012abr/2012 abr/2011 
 AMCigás2.178,382.272,532.089,962.225,452.384,642.583,582.223,098,34%88,21% 
 CECegás2.008,651.895,38422,43410,71999,061.024,621.168,352,56%129,72% 
 RNPotigás385,89351,41372,19377,85377,99362,17382,32-4,19%-9,64% 
 PBPBGás367,39346,73355,56359,46358,38350,14352,28-2,30%2,13% 
 PECopergás3.101,793.002,722.085,303.001,021.854,341.147,602.572,93-38,11%10,44% 
 ALAlgás 498,72477,11503,58530,45509,44501,13480,69-1,63%28,48% 
 SESergás277,38248,97251,56261,95273,11265,27268,01-2,87%9,37% 
 BABahiagás3.948,413.949,243.832,023.760,563.718,943.696,473.752,95-0,60%-3,04% 
 PIGaspisa0,000,000,000,000,000,000,000,00%0,00% 
 MGGasmig2.847,712.738,002.967,603.143,273.570,854.030,703.105,1812,88%38,11% 
 MSMS Gás264,26246,99321,61336,71276,421.505,23372,21444,54%595,19% 
 MTMTGás6,067,446,066,326,626,536,21-1,38%61,63% 
 DFCEBGás11,669,938,969,2810,559,7311,03-7,77%-27,39% 
 GOGoiasGas3,493,523,143,413,923,843,46-2,04%18,15% 
 ESPetrobras Dist.2.674,492.799,072.648,052.919,122.712,602.844,252.826,314,85%-8,56% 
 RJCEG5.946,335.990,375.568,956.516,607.700,969.855,506.698,6727,98%42,56% 
 RJCEG Rio5.203,965.443,224.113,485.204,165.747,547.029,364.953,8322,30%213,04% 
 SPGasNatural Fen.1.509,681.413,171.391,521.378,101.372,561.392,331.423,381,44%5,57% 
 SPComgás13.261,9811.997,2512.509,5313.474,8113.627,6015.383,0013.383,4812,88%14,07% 
 SPG.Brasiliano960,221.009,351.040,83899,19733,96730,26872,43-0,50%25,53% 
 PRCompagas1.024,29920,42892,19989,911.000,062.401,441.126,65140,13%137,85% 
 SCSCGás 1.869,961.720,121.711,271.792,211.827,001.856,141.831,111,60%1,64% 
 RSSulgás1.804,041.773,181.567,131.687,01273,111.743,431.688,95538,37%-2,19% 
  Total50.154,7648.616,1244.662,9249.287,5649.339,6358.722,7249.503,5419,02%35,07% 


 Vendas de Gás das distribuidoras por segmento em abril de 2012(em mil m³/ dia) 
 UFEmpresasTOTALIndustrialAutomotivoResidencialComercialCogeraçãoGeração
Elétrica
Outros
(inclui GNC)
 
 AMCigás2.583,584,876,590,000,000,002.572,120,00 
 CECegás1.024,62236,90155,220,813,5814,89602,080,00 
 RNPotigás362,17206,68151,720,003,240,530,000,00 
 PBPBGás350,14262,2585,141,001,750,000,000,00 
 PECopergás1.147,60787,67161,752,309,2240,71145,950,00 
 ALAlgás 501,13384,7899,315,516,644,890,000,00 
 SESergás265,27170,0685,862,402,261,750,002,94 
 BABahiagás3.696,471.684,02202,223,0238,721.236,240,050,00 
 PIGaspisa0,000,000,000,000,000,000,000,00 
 MGGasmig4.030,702.634,32113,360,0024,800,001.258,220,00 
 MSMS Gás1.505,23153,6419,050,862,982,57697,89628,24 
 MTMTGás6,530,006,530,000,000,000,000,00 
 DFCEBGás9,730,009,730,000,000,000,000,00 
 GOGoiasGás3,840,003,840,000,000,000,000,00 
 ESPetrobras Dist.2.844,252.650,54113,325,525,5040,720,005,79 
 RJCEG9.855,501.648,302.189,30295,10244,70163,605.314,500,00 
 RJCEG Rio7.029,361.784,00444,307,304,961,104.787,700,00 
 SPGasNatural Fen.1.392,331.325,0844,3711,4011,480,000,000,00 
 SPComgás15.383,0010.144,00779,00455,00289,00990,002.688,0038,00 
 SPGas Brasiliano730,26654,3124,422,344,080,000,0045,11 
 PRCompagas2.401,44505,0989,5110,7312,61257,110,801.359,93 
 SCSCGás 1.856,141.486,07353,501,2115,360,000,000,00 
 RSSulgás1.743,431.226,50218,632,3322,79273,180,000,00 
  Total 58.722,7227.949,085.356,67806,83703,673.027,2918.067,312.080,01 

Fonte: Abegás / GasNet


Sustentabilidade e o pragmatismo energético


Uma boa dose de razão deve aflorar nas discussões sobre a matriz energética brasileira, e que venha a ser dado o peso equivalente para as quatro dimensões: segurança energética, meio ambiente, modicidade tarifária e o desenvolvimento econômico e social

(*) Fernando Luiz Zancan, da ABCM

O acordo de Copenhagen, estabelecido em 2009, identificou duas questões cruciais para a humanidade: primeiro, a necessidade de as nações atenderem aos desafios das mudanças climáticas; segundo, a necessidade de os países menos desenvolvidos reduzirem a miséria e a pobreza. Estudos mostram claramente que a redução da miséria está ligada ao maior consumo de energia elétrica e ao crescimento do IDH das nações. O desafio é enorme no mundo, segundo a Agência Internacional de Energia - IEA. Existem 2,56 bilhões de pessoas vivendo com menos de US$ 2 por dia, 1,3 bilhão sem acesso à energia, 2 bilhões com consumo limitado, e ainda 2,7 bilhões cozinhando seus alimentos com energias poluentes.

Antes de Copenhagen, momentum das mudanças climáticas, a ONU havia definido suas Metas do Milênio, visando reduzir a miséria mundial com apoio financeiro dos países desenvolvidos, pois a primeira meta da ONU de reduzir à metade a extrema pobreza, de 1990 a 2015, tinha sido atingida. Praticamente sem o dinheiro prometido, a miséria diminui em todo o mundo, mas foi na China que isso ocorreu de forma significativa. A China reduziu de 84% em 1981 para 13% em 2008, o número de pessoas que viviam com menos de 1,25 US$/dia, tirando, segundo o Banco Mundial, 662 milhões da pobreza.

A redução da miséria na China passou por um programa de universalização do acesso à energia elétrica através da implantação de infraestrutura básica. O consumo de energia elétrica, de 1985 a 2003, cresceu cerca de 1.500 TWh (80% a carvão). Essa evolução foi movida a carvão. Durante o período 1980-2008, o consumo anual de carvão cresceu de 626 milhões para 2,7 bilhões e agora chega a 3,4 bilhões. Hoje, um chinês consome cerca de 2700 kWh/per capita, um pouco mais que o um brasileiro e metade que um cidadão num país desenvolvido, como a Espanha. Essa revolução gerou emprego e renda, e transformou a China numa potência mundial.

No ano da Rio+20, o mundo está diferente. O alarmismo climático começa a ser reduzido por seus mais contundentes defensores. A recessão bate à porta dos países europeus. As palavras de ordem são desenvolvimento e emprego. Até o discurso ambiental muda, focando-se mais nos empregos verdes do que nas mudanças climáticas, visando surfar na onda da sustentabilidade. Mas, pragmaticamente, a energia fóssil continua sendo aquela que suporta o desenvolvimento do planeta e que tira as pessoas da miséria.

Na indústria do carvão, são 7 milhões de empregos no mundo, além dos empregos relacionados na indústria do cimento, aço, geração de energia e transporte - uma enorme cadeia produtiva de emprego e renda. A tecnologia associada a essa indústria cada vez mais diminui o impacto ambiental a custos suportados pela sociedade. Não esqueçamos os mais pobres e sua Sociedade, que deve poder pagar pela a energia consumida. O combustível esquecido e estigmatizado é o que mais cresce no século XXI, passando a ser o combustível da sustentabilidade.

Mesmo os mais aquinhoados e tidos como verdes continuam consumindo e fazendo usinas termelétricas a carvão, vide os 12.000 MW em construção na Alemanha, que usa as melhores tecnologias para a redução de emissões, incluindo o CO2. Nesse verde e imenso Brasil em desenvolvimento, de invejável matriz de energia renovável, por conta de uma política energética focada em reduzir o CO2, coloca-se a sua maior fonte energética fóssil no limbo. Sob o estigma de caras e sujas, as térmicas, despachadas ao nosso comando, são a garantia de energia firme para o desenvolvimento sustentável do nosso país.


Hoje, no momento em que estamos com falta de água no sul, com hidrelétricas paralisadas e presos por um fio ao sudeste, roga-se a Deus para que chova e que fique pronta uma nova linha de transmissão em 2013. Estão fazendo falta os 700 MW a carvão, que estariam em construção e gerando 3 mil empregos no município de Candiota/RS numa região pobre se, em 2009, sob o momentum de Copenhagen, não houvesse sido cancelado o leilão A-5.

Creio que uma boa dose de razão deve aflorar nas discussões sobre a matriz energética brasileira, e que venha a ser dado o peso equivalente para as quatro dimensões: segurança energética, meio ambiente, modicidade tarifária e o desenvolvimento econômico e social. Faço votos de que, no mundo da Rio+20, os dignitários dos países que mais crescem do mundo, como a China e a Índia, tragam o exemplo de como usar seus recursos intelectuais e naturais para tornar seus países mais sustentáveis, com políticas não discriminatórias aos combustíveis fósseis, especialmente ao mais importante para suas sociedades, o carvão mineral.


(*) Fernando Luiz Zancan é presidente da Associação Brasileira de Carvão Mineral


Fonte: Newsletter CanalEnergia, maio/12

Reservas de petróleo e gás do país poderão chegar a 30 bilhões de barris


A incorporação das reservas ainda não provadas do pré-sal e os 5 bilhões de barris repassados pela União na cessão onerosa elevarão as reservas brasileiras de petróleo e gás para 30 bilhões de barris, nos próximos anos, disse em 15/05/12 o gerente executivo de Desenvolvimento da Produção da Petrobras, Osmond Coelho Júnior, no 24º Fórum Nacional, no Rio de Janeiro. Em 2011, as reservas totalizaram 15 bilhões de barris.
O gerente declarou ainda que a área total do pré-sal atinge 150 mil quilômetros quadrados, “três vezes o tamanho do estado do Rio de Janeiro”, com largura de 200 quilômetros. Esse depósito do pré-sal foi batizado pelos técnicos da Petrobras de “picanha azul”, revelou.
Para que a empresa possa explorar todo esse potencial, Coelho Júnior ressaltou a importância dada pela empresa à inovação tecnológica. “A Petrobras enxerga pesquisa e desenvolvimento como um passo inicial para capacitar a engenharia e ter os benefícios do conhecimento mais à frente”. Ele acrescentou que o objetivo é suprir a estatal de soluções para as suas demandas.
Em 2010, o investimento da estatal em pesquisa e desenvolvimento somou US$ 1 bilhão, o equivalente a 0,8% da receita bruta daquele ano. Em 2011, o valor subiu 50%, atingindo US$ 1,5 bilhão, o que correspondeu a 0,9% da receita bruta.
Coelho Júnior ressaltou também o aspecto da sustentabilidade. Como se trata de uma indústria poluidora, ela “tem que trabalhar a sustentabilidade como pano de fundo”, admitiu. Destacou que para continuar avançando nas tarefas, o conceito estabelecido pela presidenta da Petrobras, Graça Foster, é “vazamento zero”.
O gerente executivo disse que o pré-sal pode alavancar o desenvolvimento tecnológico da Petrobras. Os desafios nessa área incluem a padronização de projetos, a concepção de sistemas mais simples, aumento da competitividade em relação aos projetos de companhias estrangeiras, conteúdo nacional e sustentabilidade.

Fonte: Agência Brasil/TN Petróleo, maio/12

Petrobras anuncia reservas de 1,2 bilhão de barris no pré-sal

Petróleo é leve e de boa qualidade. Campo está a 195 quilômetros da costa

A Petrobras informou em fins de maio/12 que a área chamada de Pão de Açúcar, localizada na camada pré-sal da Bacia de Campos, tem reservas recuperáveis estimadas em 700 milhões de barris de petróleo leve, de boa qualidade e outros 545 milhões de barris equivalentes de gás natural (85 bilhões de m3), totalizando 1,2 bilhão de barris.

Os primeiros indícios de óleo na área do Pão de Açúcar, que fica no bloco BM-C-33, foram descobertos pela Petrobras em 2009, mas só agora foi possível determinar o tamanho da reserva. O bloco é operado pela Repsol Sinopec Brasil (de espanhóis e chineses), que tem 35% de participação no consórcio, além da Statoil com 35% e da Petrobras (30%).
A área fica a 195 quilômetros da costa do Estado do Rio de Janeiro e a uma distância do nível do mar ao solo de cerca de 2.800 metros, ou seja, em águas ultraprofundas. No mesmo bloco BM--C-33 foram descobertas também há algum tempo duas acumulações, batizadas de Salt e Gávea.
O consórcio vai encaminhar o seu Plano de Desenvolvimento da Exploração à Agência Nacional do Petróleo. Técnicos da Petrobras explicaram que só a área do Pão de Açúcar pode ser classificada como um campo gigante. Segundo a Petrobras, a partir de 500 milhões de barris, o campo pode ser considerado gigante.
Os técnicos explicaram também que um aspecto positivo é que a camada de sal é de 300 metros de extensão nessa área da Bacia de Campos, bem menor que os cerca de dois mil metros de espessura nos blocos do pré-sal na Bacia de Santos. No pré-sal no campo de Jubarte, também em Campos, a camada de sal é igualmente pequena.

Fonte: Ramona Ordoñez, O Globo, maio/12