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Colombia: Gobierno prepara construcción de 2 plantas de regasificación por $us 600 millones

La Comisión Reguladora de Energía y Gas (Creg) avanza en la estructuración de las condiciones para construir dos plantas de regasificación que se ubicarán en Cartagena y Buenaventura, las cuales pueden costar cada una cerca de US$300 millones. El propósito de dicha infraestructura es permitir que en caso de sequías como las que se presentan con el Fenómeno del Niño se pueda importar este combustible y de esta manera lograr que las plantas térmicas que lo utilizan puedan generar energía sin inconvenientes. Según Mauricio Cárdenas, ministro de Minas y Energía, esta infraestructura es necesaria para mejorar la confiabilidad del sistema de suministro del combustible.
Para Cárdenas el cambió climático resulta preocupante debido a que modifica de manera drástica las condiciones para generar energía. Teniendo en cuenta que las inversiones necesarias para este tipo de proyectos se espera que provenga de los agentes del mismo sector eléctrico, la Creg publicó un documento con la información para que se presenten sugerencias. Además de garantizar el abastecimiento de las plantas térmicas de energía, el gas importado también se puede dirigir hacia el sector residencial y vehicular en aquellos momentos en que se presenten daños en la red de abastecimiento. Así por ejemplo, se podrían solucionar las dificultades que se registraron en las últimas semanas en el departamento de Caldas, que llevó a que se cortara el suministro en el suroccidente colombiano debido a riesgos de daños en la infraestructura.
Directivas de la Asociación Colombiana de Gas Natural (Naturgas), manifestaron que esta decisión es un avance porque siempre habían insistido en que debería haber plantas para garantizar el transporte y distribución del combustible. El gremio insistió que si bien es fundamental la confiabilidad, se debe hacer un análisis de costos frente a los beneficios, en especial porque todas las transacciones y solicitudes del año anterior fueron atendidas. Lo que se espera es que este proyecto permita atender la demanda de gas que prestan los distribuidores del sector para evitar desabastecimientos.

Fonte: Tris Latam, La Republica, Bogotá/Camara Boliviana de Hidrocarburos y Energia

Indústria pressiona e Rio engaveta redução de emissões

Por pressão das indústrias, o governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), engavetou decreto que seria assinado na Rio+20 determinando metas de corte de emissões de carbono no setor. O plano vinha sendo costurado havia mais de dois anos pelas secretarias de Meio Ambiente e de Energia. Prevê redução de 13% do teor de gás dos processos industriais até 2030.
Para isso, seria implementado no Estado do Rio um esquema conhecido como "cap and trade", pelo qual o governo distribui certificados de redução de emissões entre as empresas. Num primeiro momento, os certificados seriam gratuitos; depois, comercializados entre empresas que cumpriram a meta com folga e as que não cumpriram. A Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) não gostou da ideia. Seu presidente, Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira, escreveu a Cabral reclamando dos critérios de distribuição dos certificados. O governador anfitrião da Rio+20 decidiu não assinar o decreto por enquanto. A Firjan patrocina um dos maiores eventos paralelos à Rio+20, o Humanidade.
O secretário de Meio Ambiente do Rio, Carlos Minc, minimizou a decisão de Cabral. "O decreto vai ser assinado daqui a 15 ou 20 dias, assim que resolvermos a questão dos critérios", disse. Minc, porém, disse: "Na hora de fazer stand de sustentabilidade eles puxam pelo pessoal mais avançado do setor. Na hora de soprar no ouvido do governador, é pelo pessoal mais atrasado".
"NINGUÉM DISCORDA"

Eduardo Eugênio, disse que faltou diálogo. "Ninguém discorda de reduzir emissão, só que não pode ser horizontal. Tem que ser uma proposta para cada setor industrial." Para convencer o governo a suspender a proposta, a Firjan apresentou um estudo que apontou as mitigações ambientais possíveis a cada setor: siderúrgico, químico, cerâmico, cimento, refino de petróleo (Petrobras) e outros. Os detalhes não foram passados pela federação. No levantamento, feito pela UFRJ, o setor siderúrgico foi apontado como o maior responsável pelas emissões de CO2 no Estado. Em 2030, as empresas emitirão 55 milhões de toneladas do poluente.
"Nós achamos importante reduzir emissões, mas tem que apontar como fazer e o percentual que cada setor pode alcançar", disse Gouvêa Vieira. "Queremos negociar, mas para funcionar metas e manter as empresas."
Fonte: Claudio Angelo e Venceslau Borlina Filho, Folha de S.Paulo/Sindcomb

Três bancos devem financiar R$ 90 bi em petróleo e gás

Os três grandes bancos federais, Caixa, BNDES e Banco do Brasil, resolveram financiar projetos ligados à indústria de petróleo e gás no Brasil. As três instituições têm carteiras para o setor que somam o montante de R$ 90 bilhões. Para os investimentos foram considerados os projetos em perspectiva, em análise e projetos contratados. A presença das estatais no financiamento do segmento de O&G se dá devido aos investimentos que serão realizados nos próximos anos. O crescimento do setor levou os bancos a criarem áreas específicas e dedicadas a atender a indústria petrolífera.De acordo com a chefe do departamento de gás e petróleo e bens de capital do BNDES, Priscila Branquinho, o banco prevê desembolsar cerca de R$ 34 bilhões para o setor, dos quais R$ 25 bilhões já estão contratados. Os valores consideram financiamentos a estaleiros, petroleiros, embarcações de apoio, transporte e distribuição de gás e refino. “É uma carteira bastante firme e a perspectiva é contratar este ano os projetos que ainda faltam, R$ 9 bilhões, de um total de R$ 34 bilhões”, disse Priscila.
Segundo Paulo Rogério Caffarelli, vice-presidente de atacado e negócios internacionais do BB, a carteira do banco para o setor de O&G somava até o fim do primeiro trimestre, a quantia de R$ 25,2 bilhões. O Banco do Brasil também criou uma equipe especializada para atuar em petróleo e gás dentro da área de atacado do setor.
” Estamos focados em financiamento de projetos, capital de giro e investimentos, além da prestação de garantias, subscrição de títulos de valores mobiliários, petroquímica e distribuição de combustíveis, entre outras operações. O Banco do Brasil trabalha com a perspectiva de contratar este ano R$ 14 bilhões em projetos com recursos do Fundo da Marinha Mercante (FMM), fonte de financiamento de longo prazo”, disse Caffarelli.
A Caixa, também firmou carteira no setor de petróleo e gás, somando R$ 30 bilhões, informou o gerente regional da Caixa, Antonio Gil. Esse projeto financia os setores de óleo e gás, geração de energia elétrica – incluindo pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) e térmicas. “A Caixa tem condição de contratar e desembolsar esses valores (R$ 20 bilhões) este ano”, disse Antonio Gil.
Conforme a superintendente regional do setor de petróleo, gás e investimentos da Caixa, Eugênia Regina de Melo, o objetivo do banco é ser referência no crédito para o setor. A Caixa estima que a contratação de financiamentos para a indústria petrolífera atinja este ano R$ 20 bilhões, quase o dobro do registrado em 2011, de R$ 10,5 bilhões.
Fonte: Margarida Putti, Nicomex

Energy Summit 2012 discute implicações da renovação das concessões de energia elétrica

A IBC anuncia para os dias 12, 13 e 14 de setembro a realização, no Rio de Janeiro, da 13ª edição do Energy Summit – o mais importante encontro do setor elétrico brasileiro. Com a tradição de reunir os principais agentes do setor elétrico, o evento deste ano discutirá as influências do cenário macroeconômico e as implicações da renovação ou relicitação das concessões das empresas de energia elétrica, entre outros temas.
Para David Maciel, gerente de projetos da IBC e responsável pelo programa do Energy Summit, “além dos grandes temas setoriais, o evento deste ano terá algumas novidades como a apresentação dos cases inovadores da GM, que utilizará energia solar na nova fábrica de Joinville, e da Abengoa, com uma usina de geração híbrida solar-gás natural” explica o executivo. No formato dos debates, “novidades também proporcionarão maior interação entre os participantes” conclui.
A agenda do Energy Summit 2012 terá início com dois seminários simultâneos ocupando todo o dia 12: no primeiro seminário serão discutidos temas relacionados à comercialização de energia, cogeração e eficiência energética. A sessão será gratuita para os grandes consumidores de energia, como shopping centers, hospitais, aeroportos, hotéis e indústrias. O segundo seminário será dedicado ao financiamento e investimentos em projetos de energia.
A sessão plenária do Energy Summit terá início no dia 13, quando os principais agentes do setor elétrico se reunirão para debater o cenário macroeconômico, os desafios no planejamento dos leilões de energia, a questão da renovação ou relicitação das concessões das empresas de energia elétrica, além dos desafios políticos da integração energética da América do Sul.
Aspectos mais técnicos ocuparão a agenda do dia 14, quando a plateia poderá se dedicar às questões da micro e mini geração distribuída, perspectivas de mudanças nas regras de comercialização no Mercado Livre, oferta e fornecimento de gás para geração termelétrica, waste-to-energy, inserção das eólicas no Mercado Livre, e expansão da geração solar.
A 13ª. edição do Energy Summit é uma iniciativa da IBC com o patrocínio da Eletrobras, Totvs, Agrekko, Advocacia Waltenberg, Chemtech, Cogeração, Energisa Comercializadora, IBS Energy, IRB-Brasil RE, Plugar e TGM, além do apoio de várias entidades do setor. As informações estão no site www.energysummit.com.br e na central de atendimento da IBC, pelo telefone 11-3017-6808. begin_of_the_skype_highlightingend_of_the_skype_highlighting

AGENDA:

Energy Summit 2012
Data: 12 a 14 de setembro de 2012.
Local: Hotel Windsor Atlântica – Av. Atlântica, 1020, Copacabana, Rio de Janeiro
Organização: IBC, empresa do Informa Group
Informações: 11-3017-6808 begin_of_the_skype_highlighting ou imprensa@informagroup.com.br
www.energysummit.com.br
 
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Falta política pública no setor de energia, aponta CBIE

Um dos temas mais debatidos durante a Rio +20 foi, previsivelmente, a composição da matriz energética brasileira, e sua posição impar no que diz respeito a fontes renováveis. Segundo Adriano Pires, do CBIE, não estamos tirando proveito desta vantagem competitiva, mantendo os preços excessivamente caros para as indústrias. Práticas monopolistas e falta de estímulos seriam as causas.

Falta política pública para incentivar o aumento da oferta de energia e ampliar o uso de fontes renováveis no Brasil. Essa foi uma das bandeiras levantadas por Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE) no debate havido em 20/06/12, no espaço Humanidade 2012, no Forte de Copacabana, onde aconteceram discussões paralelas à Rio+20.
Segundo Adriano Pires, o Brasil não aproveita sua regionalidade e sua vantagem comparativa aos demais países emergentes principalmente no que se refere a energia elétrica. Pires salientou que na energia elétrica o país resolveu atender às pressões ambientalistas, em particular, as ONGs estrangeiras, e abrir mão do nosso potencial hídrico e passar a construir somente usinas a fio d’ água.
O executivo criticou a controvérsia do Brasil possuir uma das energias mais caras do mundo. "É curioso que um país como o Brasil, rico em fontes de energia primária, tenha uma das energias mais caras do mundo. A razão principal para a energia ser cara no Brasil é que o governo não acredita na famosa lei da oferta e da demanda e na concorrência. As políticas públicas no Brasil para o setor de energia tem se caracterizado por não incentivar o aumento da oferta, incentivar práticas monopolistas e encarar o setor como um grande coletor de impostos", explicou.
De acordo com ele além da falta de políticas públicas comprometer as gerações futuras, cria-se uma metodologia de leilões de energia elétrica que não leva em conta as características de cada fonte, nem tão pouco a sua localização. "Temos que estimular a diversidade de fontes, porque quanto mais diversidade tivermos menos estaremos sujitos a crises de oferta", complementa o diretor do CBIE.

Pires pontuou ainda que a nossa matriz elétrica é 90% limpa, entretanto nossa matriz de combustíveis é 80% fóssil. "Nos últimos anos o governo tem estimulado muito isso, ele não parece nada verde quando se trata de combustíveis, não demonstra a menor preocupação com o meio ambiente", finaliza.

Fonte: Maria Fernanda Romero, TN Petróleo

Permissão para limitar as emissões

A EPA (Environment Protection Agency), agência americana cujas decisões têm repercussão mundial, acaba de ter sua posição no caso das emissões poluentes reconhecida pela Justiça do país. Isto dará amparo legal às regulamentações já emitidas, e certamente levará a outros regulamentos que, segundo os industriais, onerarão a geração de energia e a produção. Um forte elemento para os que atribuem as alterações climáticas à ação humana.
Justiça dos EUA reconhece que a agência ambiental do país deve combater os gases de efeito estufa
A Justiça americana desferiu um duro golpe contra os céticos das mudanças climáticas ao reconhecer que a Agência de Proteção Ambiental do país (EPA, na sigla em inglês) tem legitimidade para considerar os gases de efeito estufa como poluentes, perigosos para a saúde pública e responsáveis pelo aquecimento global. Na prática, a medida deverá levar à implantação de uma série de limites para emissões tanto de automóveis como de indústrias, de acordo com a Lei federal do Ar Limpo. A decisão unânime de magistrados em 26/06/12 representou a derrota de grupos de industriais e de 14 estados, liderados por Virgínia e Texas, que contestaram as ações da EPA nos tribunais. Outros 15, incluindo Nova York, Califórnia e Massachusetts, foram ao tribunal para apoiar a agência.
O painel de três juízes do distrito de Colúmbia se baseou em dados científicos para reconhecer os malefícios das emissões de gases-estufa. A decisão considerou que a agência estava "claramente correta" e seguira os procedimentos adequados no desenvolvimento de uma série de regulamentos que visam à redução das emissões no país: "a EPA não é obrigada a provar novamente a existência do átomo a cada vez que se aproxima de uma questão científica".
Para os representantes das indústrias, a agência americana se apoia demais nas avaliações do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU, como se estivesse terceirizando seu poder de decisão ao IPCC. Mas o tribunal de recurso rejeitou essa argumentação, considerada "pouco mais do que um truque semântico". De acordo com os juízes, "a EPA não delegou, explicitamente ou de outra forma, qualquer tomada de decisão. A EPA simplesmente fez aqui o que ela e outros tomadores de decisão muitas vezes precisam fazer num julgamento baseado na ciência: ela procurou e revisou evidências científicas existentes para determinar se a constatação se justificava".
A decisão dos magistrados já está repercutindo. O governo Obama, ambientalistas e Democratas celebraram, classificando o resultado como uma "vitória retumbante para a ciência". Por outro lado, grupos industriais e muitos Republicanos prometeram reverter o resultado, tanto na Justiça quanto no Congresso. No meio da polêmica, o calendário criado pela agência para a execução de suas regras, limitando as emissões dos grandes poluidores, volta a ganhar força.
Entre 2009 e 2010, o Congresso americano tentou criar leis sobre os limites de emissões de dióxido de carbono. Os defensores da proposta argumentaram que a imposição das regras da EPA era uma medida cara e desajeitada. A Câmara chegou a aprovar um projeto de lei, mas a iniciativa parou no Senado.
- Esta decisão garante que a regulamentação das emissões terá lugar, com o Congresso criando leis ou não - disse Paul Bledsoe, conselheiro do Centro de Política Bipartidário, um grupo sem fins lucrativos especializado em questões energéticas e ambientais, ao "New York Times". - Será que a indústria vai pressionar o Congresso para desenvolver uma abordagem menos onerosa agora que a regulamentação é inevitável?
Por outro lado, o deputado republicano Fred Upton, presidente do Comitê de Energia e Comércio, afirmou que os legisladores devem agir agora para reverter as regras da EPA que impõe limites de emissões: “A regulação das emissões de carbono ameaça impulsionar os preços de energia para o alto, destruir empregos e o processo da nossa recuperação econômica.”
A indústria americana, no entanto, já se mobiliza para mitigar seus prejuízos. A Aliança de Fabricantes de Automóveis ressaltou que as montadoras têm feito investimentos para melhorar a eficiência dos carros. Eles consomem cada vez menos combustível e, assim, lançam menos dióxido de carbono. Em nota, as fábricas alegam que a redução de emissões está entre suas prioridades. Mesmo assim, Jay Timmons, presidente e da Associação Nacional de Fabricantes, classificou a decisão judicial como "um revés para as empresas que enfrentam os regulamentos prejudiciais da EPA".
Ambientalistas, por sua vez, ressaltam que há tempos defendiam medidas de controle da liberação de gases-estufa pelos Estados Unidos, que estão entre os maiores emissores do mundo.
Fonte: O Globo

Energia solar transforma CO2 em combustível para carros

Carros elétricos não são aviões, mas eles certamente já teriam decolado se a tecnologia das baterias não estivesse praticamente estacionada nos últimos anos. Mas está tomando corpo uma ideia que parece estranha à primeira vista, mas que tem potencial não apenas para explorar a energia solar, como também para alimentar os carros a combustão atuais com um combustível que será, essencialmente, gerado por eletricidade.
A ideia consiste em armazenar a eletricidade em combustíveis líquidos, que poderão então ser queimados por motores a combustão normais. Ou seja, os carros poderiam ser indiretamente alimentados por eletricidade, sem que precisassem ser convertidos em veículos elétricos.
E o alcance disso pode ser ainda maior, uma vez que a fonte para a produção desse combustível líquido é o dióxido de carbono, que todo o mundo gostaria de varrer para debaixo do tapete - ao menos a parte gerada pelo homem - para tentar evitar o aquecimento global. Uma demonstração de que isto é tecnicamente possível foi realizada pela equipe do Dr. James Liao, da Universidade da Califórnia em Los Angeles (EUA).
CO2 vira combustível
Liao e seus colegas desenvolveram uma técnica que usa eletricidade para converter dióxido de carbono em isobutanol. Se for usada energia solar, o processo essencialmente imita a fotossíntese, convertendo a luz do Sol em energia química.
A fotossíntese é um processo que ocorre em duas etapas - uma etapa com luz e uma etapa às escuras. A reação clara converte a energia da luz em energia química, enquanto a reação escura converte CO2 em açúcar. "Nós conseguimos separar a reação com luz da reação escura e, em vez de usar a fotossíntese biológica, nós usamos painéis solares para converter a luz do Sol em eletricidade, depois em um intermediário químico, e então usamos esse intermediário para alimentar a fixação do dióxido de carbono para gerar o combustível," explica Liao.Segundo ele, seu esquema pode teoricamente ser mais eficiente, em termos da energia produzida, do que a fotossíntese natural.
Biorreator
Nem tudo é artificial nesse novo método. Os cientistas modificaram geneticamente um microrganismo litoautotrófico, conhecido como Ralstonia eutropha H16, para produzir isobutanol e 3-metil-1-butanol no interior de um biorreator.
O biorreator usa apenas dióxido de carbono como fonte de carbono, e apenas eletricidade como entrada externa de energia. O desenvolvimento agora anunciado é um passo significativo em relação a uma pesquisa anterior divulgada pelo grupo, quando eles demonstrar o papel promissor das bactérias para a produção de um combustível alternativo.
Teoricamente, o hidrogênio produzido por energia solar pode ser usado na conversão do CO2 para sintetizar combustíveis líquidos com alta densidade de energia, também usando os microrganismos geneticamente modificados. Mas as demonstrações em laboratório não têm conseguido passar para escalas maiores devido à baixa solubilidade, pequena taxa de transferência de massa e, sobretudo, pelas questões de segurança envolvendo o hidrogênio.
"Em vez de usar hidrogênio, nós usamos o ácido fórmico como intermediário. Nós usamos eletricidade para produzir ácido fórmico, e então usamos o ácido fórmico para induzir a fixação do CO2 nas bactérias, no escuro, para produzir isobutanol e alcoóis," explica Liao. "Nós demonstramos o princípio, e agora queremos aumentar sua escala. Este é o nosso próximo passo," conclui o pesquisador.
 
Fonte: Inovação Tecnológica