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Vale a pena utilizar vídeos na publicidade online?

Mais de 80% da população brasileira assiste a vídeos na internet, segundo a ComScore. Neste contexto, análise da Media Mind aponta que as agências já incluem em suas campanhas anúncios que exploram essa mídia. Parece que falta pouco para a publicidade com vídeos online ocupar realmente uma posição de destaque. Porém, ainda há muito potencial a ser explorado. O formato pre-roll, muitas vezes, não passa de uma repetição da versão exibida na TV. Para estimular os consumidores com criatividade, basta seguir algumas dicas.

Planeje e analise a audiência

Quem vê vídeos na internet costumar ser disperso. Então, antes de tudo, planeje. Anunciar nos principais publishers custa caro. Por essas razão, deve-se buscar por outras fontes de audiências. Os mercados de Ad Exchange e as redes de audiência ampliam o alcance das campanhas e conseguem reduzir o custo por usuário único.

Mensure de modo eficiente
A GRP (Gross Rating Points ou Pontos de Audiência Bruta) determina o alcance da audiência. Devemos priorizar e aprimorar essa métrica. Já existem algumas soluções de GRP disponíveis, como a OCR da Nielsen e a vGRP da ComScore.

Ofereça interatividade
Deixar os usuários escolherem o vídeo e exibir conteúdo mais interessante ao redor do anúncio são estratégias capazes de conquistá-los. Uma pesquisa da MediaMind relevou que os internautas são 200% mais propensos a engajarem com um anúncio interativo com vídeo que com um banner interativo. Aprimorar a relevância do anúncio melhora a experiência do usuário e a performance da campanha.

Crie anúncios sob medida
Em vez de repetir o mesmo anúncio com formato mid-roll, utilize a Otimização Criativa Dinâmica. Entregar um vídeo de acordo com a localização do internauta é tão simples quanto trocar o criativo baseado no idioma dele. De acordo com interação do usuário com um anúncio visualizado previamente, é possível mostrar informações sobre o produto, oferecer um desconto e exibir a localização da loja mais próxima.

Mantenha o anúncio atualizado
Sequenciar a mensagem publicitária fideliza o usuário, proporciona resultados mais robustos e reduz custos. Existe a possibilidade de iniciar a campanha com um pre-roll para sensibilizá-lo e engajá-lo a partir de um mid-roll interativo. Como costuma navegar por diversas páginas ou sites, redirecioná-lo a um banner rich media permite que ele aprenda mais sobre o produto. A exibição de outro banner na sequência evoca a lembrança da marca.

Simplifique os processos
As campanhas podem ser armazenadas, gerenciadas e analisadas por apenas um ad server. Essa opção torna mensuração, atribuição e otimização mais simples. Além disso, os dados são disponibilizados em tempo real para a realização de mudanças rapidamente. Comparações com parâmetros similares em múltiplos canais por meio de todo mix de mídia também podem ser feitos.

Utilize vídeos online
Ainda restam dúvidas? Aproveite as inovações não apenas para encantar sua audiência, mas também para obter os melhores resultados.

Fonte: Proxxima

Você sabe mesmo quem é o seu cliente?

Vamos começar com uma situação bastante simples. Imagine um produto como fralda descartável. Quem é o cliente? O pai, que é quem paga? O bebê, que usa? Ou a mãe, que escolhe a marca? Não adianta responder os três, pois a importância de definir quem é o cliente é justamente para poder desenhar estratégias certeiras para atingir o mercado.

Pois bem, a resposta não é simples. Você pode muito bem argumentar que é o bebê, pois se a fralda assa, ou vaza, ela não serve, então no final das contas, é quem usa que determina o que é bom e o que não é. Por outro lado, você pode perfeitamente argumentar que a compra só é feita por quem realiza a transação financeira, ou seja, o pai, pois ele é quem financia (sem entrar no mérito da discussão da autonomia financeira da mulher de hoje. A diferenciação aqui é só para designar personagens diferentes neste exemplo) e muitas vezes, é ele quem sai de noite para comprar as fraldas na farmácia ou no supermercado. Se a mãe escolhe uma fralda muito cara, ele tem o poder de veto e decidir não comprar. Então é fácil justificar que é o financiador quem toma a decisão.

Mas a resposta certa é a mãe. Pois ela é quem toma a decisão da compra. Ela quem determina qual marca comprar e quando comprar. O bebê e o pai podem influenciar a decisão dela, mas a decisão final é sempre dela. Então aqui vem a lição básica deste artigo: O cliente é sempre quem toma a decisão da compra.

Vamos agora complicar um pouco as coisas. Vejamos o laboratório farmacêutico. Eles fabricam remédios que são consumidos por pessoas que vão às farmácias. Quem é o cliente? A pessoa ou a farmácia? Usando o princípio da decisão da compra, você pode argumentar que é a farmácia, pois ela que escolhe comprar o medicamento do laboratório, ela que paga e ela que coloca à disposição do consumidor final. Você também pode dizer que o cliente é o consumidor final, pois ele tem a decisão de entrar na farmácia e efetuar a compra e ele poderia decidir entrar em outra farmácia, então é dele a decisão de compra. Se a discussão fosse sobre o cliente da farmácia, então esta lógica estaria certa, pois o cliente pode escolher para qual farmácia ir, só que a discussão é em torno do medicamento e o consumidor já sabe o que vai comprar, independentemente de qual farmácia.

Acontece que a resposta certa é: Nenhum dos dois. O cliente do laboratório farmacêutico é o médico. A maioria dos medicamentos vendidos no Brasil devem (ou deveriam) ser vendidos sob prescrição médica, ou seja, somente se o consumidor trouxer uma receita na qual o médico faz o pedido do medicamento é que o farmacêutico pode vender-lhe o remédio. Portanto a decisão do medicamento é do médico. O paciente já chega na farmácia com o pedido pronto e não pode mudar o produto. O consumidor só pode escolher em qual farmácia comprará. A farmácia, por sua vez, é um canal de distribuição, pois ela não escolhe o produto, o farmacêutico é obrigado a disponibilizar o produto pela demanda do mercado.

Nem todos os pontos de venda adotam a lógica da farmácia. Este ponto entrega o produto e realiza a transação comercial. Outros atuam como meros distribuidores, pois apenas entregam o produto que já havia sido comprado antes. Em outros casos ainda, o ponto de venda distribui, realiza a transação e ainda executa o processo da venda do produto, ou seja, precisa convencer o consumidor a comprar, como as concessionárias de veículos. E há casos em que todo o processo acontece no ponto de venda, incluindo os serviços complementares e de pós venda, exceto a produção em si, caso de aplicativos de software. Dependendo do caso, a empresa pode ter dois tipos de relação com o ponto de venda, como distribuidor ou como cliente. Quanto mais o ponto de venda influenciar na decisão de compra do consumidor, mais ele deve ser tratado como cliente. Então sua empresa precisa tratar de dois clientes diferentes, para um deles, usa-se estratégia de marketing (consumidor final), para outro, usa-se estratégia de vendas (distribuidor).

Vejamos um último caso: empresas de internet que intermediam a relação de muitos de um lado com muitos do outro lado. Por exemplo, sites de compra em grupo. De um lado, são vários clientes pessoa física que fazem as compras dos produtos oferecidos. Do outro, várias empresas que colocam seus produtos para serem oferecidos no site. Quem é o cliente do serviço de internet? Pode-se muito bem justificar que é o consumidor final, pois é ele quem toma a decisão de comprar o produto oferecido no portal. Também não é erro dizer que é a empresa, pois ela que toma a decisão de usar o serviço do site para oferecer seus produtos.

Neste caso, se ambos são favorecidos por um serviço de intermediação, o cliente deve ser a quem você serve. Neste caso, o site pode ser o canal de vendas de produtos das empresas ou pode ser uma forma do consumidor encontrar outras pessoas com interesse nos mesmos produtos para aumentar seu poder de barganha na negociação dos preços. Um site de compra em grupo tem mais esta segunda característica, portanto o cliente é o internauta. Embora o modelo de receita seja baseado em um percentual da transação realizada, o cliente é sempre aquele que se beneficia pela proposição de valor apresentada, no caso, o poder de barganha de um grupo. Não corra o risco de tentar tratar ambos como clientes, pois se fizer isso, vão surgir dilemas de conflitos de interesse, ou seja, se ao invés de buscar atender os interesses dos internautas, você procurar atender as empresas, pode gerar descontentamento ou desconfianças dos internautas e acabar perdendo a identidade do negócio.

E assim, posso continuar dando exemplos em que não é simples definir quem é o cliente. Quem é o cliente de uma empresa de coleta de lixo, o cidadão ou a prefeitura? Quem é o cliente de roupa íntima masculina de luxo, o homem ou sua esposa/namorada? Quem é o cliente do piso de madeira importado, o dono da casa ou o arquiteto? Quem é o cliente do hotel, o hóspede ou a agência de viagem? Se você acha que sabe quem é o seu cliente, pare para pensar novamente e veja se sua estratégia de comunicação está orientado para quem realmente é o seu cliente. Uma decisão errada sobre isto pode ser fatal para seu negócio.


Marcos Hashimoto é professor na ESPM

29 dúvidas cruciais dos empreendedores

Ser um empreendedor não é tarefa fácil. Muitas dúvidas podem surgir durante o processo de administração de uma empresa e não importa se você sabe ou não o que fazer, precisará resolvê-las. Confira 29 perguntas cruciais dos empreendedores e administre melhor a sua companhia:

1. Como reestruturar as minhas dívidas?
Procure inicialmente alongar o prazo e concentrá-las ao máximo, se possível num único agente financeiro, para facilitar a negociação. Mostre às instituições credoras seus planos de crescimento e indicadores da capacidade de no futuro cumprir os compromissos. Veja se há ativos que possam ser vendidos para capitalizar o negócio e, portanto, minimizar o custo dos empréstimos. Considere também a possibilidade de entrada de um sócio.

2. Como administrar as minhas ansiedades?
Antes de abrir um negócio, deve-se definir quanto tempo e dinheiro você está disposto a investir. Tenha em mente que o tempo para as coisas acontecerem em geral é muito maior do que esperamos. Empreendedores de sucesso costumam ser os que administram melhor as ansiedades. Não existe uma fórmula para isso, mas vale a pena sempre lembrar daquilo que já foi conquistado e não perder de vista os objetivos maiores.

3. Como administrar a ansiedade de meus familiares?
Empreender implica sacrifícios. Antes de começar o negócio, tente especificar tudo o que você e seus familiares estão dispostos a sacrificar. Prevejam como serão as coisas durante o período de investimentos, o que pode acontecer de melhor e pior, e qual é o plano de contingência. Solidariedade será fundamental nos períodos que virão.

4. Estou desconfiado do meu sócio. O que fazer?
Sociedades são casamentos que têm a confiança como condição fundamental. Há várias formas de proteger o patrimônio quando se constitui a empresa, mas, se há desconfianças, devem ser discutidas abertamente. Caso não desapareçam, é melhor desfazer a sociedade.

5. Que riscos a tecnologia digital pode trazer e como devo me proteger?
Os riscos existem e serão cada vez maiores. Vão desde a invasão de hackers a arquivos da empresa até aspectos jurídicos associados à utilização de tecnologia, como por exemplo contratos de licença de software. Existem empresas especialistas na gestão desses riscos, bem como escritórios de advocacia com essa especialização.

6. É possível seguir o plano de negócios à risca?
Um plano de negócios é feito para ser seguido à risca. Mas um dos atributos de empresas vencedoras é a flexibilidade para se adaptar a mudanças no mercado.

7. Como separar as finanças pessoais das finanças da empresa?
Os sócios-executivos devem ser remunerados apenas quando houver condições para isso. Os salários dos sócios devem estar alinhados com o mercado e condizentes com o tamanho da organização. Não caia na tentação de fazer a empresa ser a financiadora de sua vida pessoal. Mais cedo ou mais tarde isso provocará endividamento e entraves ao crescimento.

8. Não consigo tirar férias porque sou apaixonado pelo meu trabalho. Isso é normal?
Sim, mas é fundamental tirar férias, descansar e relaxar para recuperar as energias e desenvolver a capacidade de pensar "fora da caixa". Se você não percebe os benefícios pessoais de tirar férias, faça isso em prol do negócio.

9. O que é capital inicial?
É o capital de giro necessário para iniciar as atividades de seu negócio e "rodar" as operações até começar a gerar receita suficiente para equilibrar este capital.

10. Como calcular e gerenciar o capital de giro?
Existem várias formulas. Uma delas é baseada no número de dias de giro do estoque, somado aos dias das contas a receber menos os dias das contas a pagar. O resultado, multiplicado pelo valor das vendas, dará uma das indicações da necessidade de capital de giro. Exemplo: o giro de estoque é de 15 dias, contas a receber, 35, e contas a pagar, 30, totalizando 20. Se as vendas forem de R$ 1.000, o resultado é R$ 20.000. Esse capital não deve sair da operação e muito menos ser distribuído aos sócios. Muitas empresas entram em grandes níveis de endividamento por não terem essa disciplina.

11. O que é financiamento para capital de giro?
Vários bancos oferecem linhas de financiamento específicas para cobrir a necessidade de capital de giro. O empreendedor precisa ter muito cuidado com esse tipo de empréstimo, que deve ser tomado apenas se houver um horizonte de crescimento e equilíbrio financeiro.

12. O que é sucessão de responsabilidades?
Quando compra um negócio, o novo dono é sucessor das responsabilidades do antigo. Em algumas aquisições, buscam-se soluções alternativas, como ficar apenas com a fábrica e as máquinas, sem herdar o passivo trabalhista, por exemplo. Mas mesmo que esteja prevista em contrato, dificilmente uma operação como essa irá descaracterizar a sucessão trabalhista. Em suma, quem compra a empresa compra o pacote todo.

13. O que são negócios escaláveis?
São negócios passíveis de serem replicados e por isso capazes de crescer de modo agressivo. É o que acontece, por exemplo, com a criação de novas unidades usando o mesmo modelo de negócio.

14. O que é acordo de acionistas?
Um acordo de acionistas é um contrato que rege as relações entre eles em relação a pontos importantes, como saída de sócios, entrada de novos, transferência de participações, venda da empresa e direito de preferência, entre outros.

15. O que são fundos de investimento?
Os fundos de investimento privado (private equity ou venture capital) gerenciam capital de investidores dispostos a comprar participação nas empresas para ajudá-las a crescer e, depois que isso acontece, obter lucro com a venda de sua parte.

16. Como abordar fundos de investimento?
A empresa deve ter um plano de negócios consistente e uma estratégia clara de crescimento para mostrar de que forma usaria o capital investido pelo fundo. Com isso, o investidor saberá como fará sua saída estratégica depois do período de investimento.

17. Quais as diferenças entre os regimes tributários: Simples, Lucro Presumido e Lucro Real?
O Simples nacional é um regime facilitado para arrecadação pelas microempresas e empresas de pequeno porte. Por meio dele, são pagos em uma única guia de recolhimento oito tributos: seis federais, ICMS estadual e ISS municipal. O Lucro Presumido, baseado numa estimativa de lucro, é geralmente usado por empresas médias. Quando o faturamento for superior a R$ 48 milhões, aplica-se o Lucro Real, baseado na apuração real do lucro.

18. Quais as diferenças entre Estatuto Nacional da ME/EPP e o Simples nacional?
O Estatuto Nacional da Microempresa define que a ME deve ter, em cada ano-calendário, receita bruta igual ou inferior a R$ 360 mil. No caso da Empresa de Pequeno Porte, a receita deve ser superior a R$ 360 mil e igual ou inferior a R$ 3,6 milhões. A partir de 2012, há um limite extra para exportação de mercadorias no valor de R$ 3,6 milhões. Dessa forma, a EPP poderá auferir receita bruta até R$ 7,2 milhões, desde que não extrapole, no mercado interno ou em exportação, o limite de R$ 3,6 milhões. Ambas podem pagar o Simples nacional, salvo algumas exceções.

19. Tendo optado pelo sistema Simples, o que devo declarar à Receita?
Devem constar da Declaração Anual do Simples Nacional informações como receita bruta, número de empregados, despesas gerais (luz, água, contador, compras) e o que foi recolhido de imposto pelo Simples. Também é preciso fornecer dados dos proprietários da empresa. O Simples nacional exige recolhimento mensal, mediante documento único de arrecadação, dos seguintes tributos:

- Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ);
- Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI);
- Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL);
- Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins);
- Contribuição para o PIS/Pasep;
- Contribuição Patronal Previdenciária (CPP);
- Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS);
- Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS).

20. O que é ICMS e sobre o que se aplica?
O ICMS é um imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual, intermunicipal e de comunicação. Basicamente, o tributo incide sobre qualquer movimentação de serviços ou produtos. No entanto, transações relativas a livros, jornais e revistas, ouro quando ativo financeiro, operações e prestações que destinem mercadorias ao exterior e algumas outras não estão sujeitas à tributação. Por ser um imposto de competência dos Estados, pode variar de um para outro.

21. O que são canais de venda e como escolhê-los?
Canais de venda são as formas utilizadas para fazer os produtos chegarem ao consumidor final. Podem ser revendas, lojas de varejo, distribuidores, sites de vendas, entre outros. A escolha dos canais de venda deve estar alinhada com a estratégia e política de distribuição da sua empresa.

22. O que é “coaching”? Devo contratar?
É um processo de educação pessoal com vistas a determinadas metas profissionais. Quando conduzido por profissionais sérios, ajuda no seu crescimento. Esteja preparado para algo que o fará repensar aspectos importantes de sua vida. Os momentos mais indicados para um "coaching" são os que antecedem mudanças e desafios.

23. O que é “tag along” e “drag along”?
“Tag along” é um mecanismo de proteção dos acionistas minoritários que garante o direito de vender suas ações a um novo investidor que tenha assumido o controle da companhia. “Drag along” é um mecanismo de proteção ao investidor minoritário que dá a ele o direito, em determinadas condições, de arrastar os outros acionistas a uma venda da totalidade das ações da companhia. O mecanismo pode ser aplicado em função do tempo de existência da empresa, valor mínimo da venda etc. As condições são definidas no acordo de acionistas.

24. O que é um conselho de administração?
Representando os acionistas, a responsabilidade do conselho de administração é buscar que os administradores da companhia cumpram corretamente o seu mandato, aproveitando as oportunidades de mercado com decisões éticas e que garantam a sobrevivência da empresa. Deve representar da melhor forma possível os interesses da companhia e de seus acionistas.

25. Quais as diferenças entre uma Ltda. e uma S.A.?
A S.A. tem o capital dividido em ações, enquanto a Ltda. possui capital dividido em quotas. Essa diferença altera o modo como os sócios respondem por suas responsabilidades. Os sócios (acionistas) da S.A. não respondem pelas responsabilidades da empresa, salvo algumas exceções. Numa Ltda. os sócios estão sujeitos a responder por dívidas trabalhistas, tributárias ou relativas aos consumidores. A Comissão de Valores Mobiliários regula e fiscaliza as S.A.s, mas não as sociedades limitadas.

26. Como calcular o retorno sobre o investimento (ROI) e qual o prazo ideal?
O cálculo do ROI (Return on Investments) ajuda a quantificar o que ocorreu com o capital investido. O ROI representa, basicamente, a relação entre o lucro/prejuízo obtido sobre o capital investido. Assim, se o investidor aportou 1 e obteve 2 de volta, significa que teve lucro e multiplicou seu capital por 2. Não existe um prazo ideal. Isso depende da expectativa dos investidores, suas possibilidades financeiras e do valor que pretendem criar para o seu negócio.

27. O que é Análise Swot e como desenvolver?
A análise Swot procura identificar as forças (strengths), fraquezas (weaknesses), oportunidades (opportunities) e ameaças (threats) inerentes a um negócio. Esses aspectos são colocados numa tabela que facilita traçar estratégias para proteger-se de riscos e aproveitar as oportunidades. (Baixe a ferramenta Análise SWOT no Movimento Empreenda.)

28. O que é análise EVA?
Eva significa "economic value added", valor econômico agregado. É o cálculo que permite, por meio da análise do impacto de investimentos feitos ou a serem efetuados na empresa, avaliar se são ou não viáveis. É uma abordagem indicada para previsões de longo prazo.

29. O que é Ebitda?
Significa "earns before income tax, depreciation and amortization" – ou seja, os ganhos reais, descontado o pagamento de impostos, depreciação e amortização.

Fonte: Pequenas Empresas, Grandes Negócios

8 erros imperdoáveis no escritório

Cometer falhas é comum, mas certos erros são imperdoáveis no ambiente corporativo. Por mais excelente que seja o desempenho profissional dos seus colaboradores nas tarefas, alguns deslizes de comportamento podem comprometer seriamente a imagem no escritório e até mesmo ser suficientes para a demissão. Evitar tais problemas não é tarefa apenas de profissionais novos, mas algo que até os trabalhadores mais eficientes devem permanecer atentos.

Confira oito erros imperdoáveis no escritório e como eles podem prejudicar a trajetória profissional dos seus colaboradores:

8 erros imperdoáveis no escritório: 1. Conduta sexual imprópria
Mesmo que as duas pessoas envolvidas estejam de acordo, os relacionamentos pessoais devem ser mantidos a distância máxima do escritório para que nem o trabalho, nem os relacionamentos sejam prejudicados.

8 erros imperdoáveis no escritório: 2. Passar por cima dos outros
Ser bem-sucedido é objetivo de todo profissional, porém a carreira não deve ser colocada acima do bem-estar de outros seres humanos, em hipótese alguma. A pessoa pode até chegar à posição que deseja, mas estará lá sozinha e, se cair, não receberá a ajuda dos “colegas” para se reerguer.

8 erros imperdoáveis no escritório: 3. Se colocar como o centro
Sabe aquela pessoa que sempre transfere todas as situações, boas e/ou ruins, para si, como se fosse o centro de tudo? Os colegas e superiores podem até aquentá-la por certo tempo, mas mais cedo ou mais tarde algum comportamento será suficientemente egocêntrico para que ela seja dispensada ou advertida. Comportar-se de tal maneira, sem dividir projetos, conquistas e tarefas, pode prejudicar o desempenho individual e da equipe de maneira profunda, abrindo mais espaço para erros e falhas na comunicação.

8 erros imperdoáveis no escritório: 4. Falta de atenção
Detalhes podem ser pequenos, mas definitivamente não são insignificantes. Pelo contrário, falta de atenção aos detalhes pode custar o emprego. Não apenas no trabalho, mas também em conversas, maneira de vestir e reações, os detalhes são aquilo que fazem um profissional se destacar ou se rebaixar entre os outros colegas do escritório.

8 erros imperdoáveis no escritório: 5. Falta de controle emocional
Se um funcionário pode cometer erros imperdoáveis, não pense que os outros, inclusive seus subordinados, também não podem. Lembre-se de que quem comete erros não precisa de alguém explodindo de raiva, sem controle emocional em seus ouvidos. Além da raiva, a frustração e outros sentimentos negativos devem ser cuidadosamente expressados no ambiente de trabalho.

8 erros imperdoáveis no escritório: 6. Braço curto
O famoso braço curto, ou preguiçoso, está presente em quase todos os escritórios e é um verdadeiro atraso para qualquer processo. Em geral esse tipo de pessoa pensa que ninguém nota a falta de cuidado e capricho em seus trabalhos.

8 erros imperdoáveis no escritório: 7. Olho gordo
A inveja ou famoso olho gordo transparece em detalhes, como na reação a determinado comentário, especialmente se ele for um elogio para a vítima da inveja. Verifique se seus funcionários adotam a postura adequada quando sentem-se ameaçados por um colega.

8 erros imperdoáveis no escritório: 8. Ego exagerado
Todos precisam de auto-estima e confiança, mas o ego exagerado ofusca qualquer um. Além de atrapalhar seus colegas e prejudicar o relacionamento entre a equipe, o funcionário acaba perdendo o respeito dos colegas e até mesmo a credibilidade profissional. 

Como tomar boas decisões com a internet

Imagine tudo o que você seria capaz de fazer se pudesse perguntar a cada pessoa que entra em sua loja como e por que ela veio, qual seção que mais gosta, quais os produtos que mais interessaram a ela e por que saiu da página? E não apenas em uma amostra, mas para 100% das pessoas que visitaram o site? Na internet, isso é possível. Em tempo real e sem pagar nada.
A web quebrou a barreira do focus group, permitindo-nos compreender de imediato, de forma gratuita e anônima, o comportamento do usuário antes, durante e depois de visitar um site. Para as pequenas empresas, isso representa uma oportunidade sem precedentes, tendo em vista que elas geralmente não dispõem de recursos ou orçamento para realizar uma pesquisa aprofundada de mercado.

Hoje estão disponíveis ferramentas de análise de tendências e de tráfego, entre elas o Google Trends e o Google Analytics, que nos permitem analisar o comportamento do usuário e, assim, tomar decisões de negócio mais bem informadas.

Ferramentas de tendências de busca

Por meio dessas ferramentas é possível entender como as pessoas encontram sua marca, seu produto ou categoria de serviço na web. Ao analisarmos as palavras-chave que os usuários digitam no motor de busca, podemos entender ao que eles normalmente associam seu produto ou categoria. Também somos capazes de compreender o interesse por áreas geográficas ou em intervalos de tempo específicos, permitindo, por exemplo, identificar uma sazonalidade.

Em outras palavras, com essa ferramenta, você pode:

• Identificar as buscas em crescimento. Observe o que os compradores querem e antecipe-se ao comportamento do mercado e às tendências de pesquisa da temporada.

• Antecipar a demanda. Estudar como evoluíram as tendências da pesquisa em sua indústria para prever a demanda futura e desenvolver estratégias adequadas e orçamento.

• Localizar nichos geográficos para atingir os usuários em diferentes regiões e cidades. Saber onde encontrar clientes potenciais e comparar volumes de busca em diferentes regiões e cidades.

Por exemplo, o gráfico abaixo mostra a tendência de pesquisa pelo termo “Carnaval”, por meio do qual podemos identificar padrões sazonais de pesquisa e, assim, estabelecer os orçamentos para cada período em função da intensidade do tráfego de busca. É importante ressaltar que essa ferramenta não apresenta números absolutos de busca.

Ferramentas de análise de tráfego

Ferramentas de análise de tráfego permitem compreender de onde os usuários partem, o que fazem e quando deixam um site específico. Assim, podemos identificar perfis de compradores com base em seus interesses.

Com o Google Analytics, por exemplo, é possível reunir dados relevantes, tais como:

• Como os usuários encontraram sua página. Os seus visitantes chegam até você por meio de outra página na web que contém o seu link? De um diretório? Da página de busca? Das suas campanhas no AdWords?

• Visitantes por localização. Apresenta dados sobre a localização geográfica de seus visitantes. Por exemplo, se sua empresa fornece um determinado serviço na “região A” e você percebe que seu site recebe muitos visitantes da “região B”, talvez deva considerar uma expansão.

• Quais seções visitaram dentro do seu site. Quais são as áreas mais populares da sua página? Essa informação pode ajudá-lo a decidir como redesenhar seu site, promover as páginas mais bem-sucedidas, melhorar aquelas que recebem menos tráfego e analisar as causas de isso acontecer.

Com esses dados, você poderá entender como melhorar a experiência do usuário em sua página na web, bem como os benefícios que seu site oferece e seus esforços de marketing online.

A internet nos fornece dados muito valiosos. Para uma pequena empresa, o desafio não é mais apenas acessá-los, mas interpretá-los de maneira correta e agir de acordo.

Fonte: Pequenas Empresas, Grandes Negócios

9 dicas para vender uma franquia em funcionamento

O faturamento caiu, a motivação acabou, o sócio já não fala a mesma língua... São diversas as razões que podem levar um empreendedor a colocar sua franquia à venda. Mas o que essa decisão implica? Quando vender? Quanto cobrar? O que cobrar do franqueador?
Três especialistas em franchising – Paulo Ancona Lopes, da consultoria Vecchi Ancona; Luiz Henrique Stockler, diretor-executivo da Ba}Stockler; e Daniel Zanco, sócio-diretor da Universo Varejo – listam os nove pontos que merecem atenção ao vender uma franquia em funcionamento.

1.Quem decide sobre a venda é você
Ainda que alguns franqueadores possam sacar um franqueado com baixo desempenho por meio de decisão judicial ou cláusulas contratuais, em geral quem decide sobre a venda da franquia é o proprietário da mesma – ou seja, você.

2. Venda no auge
Tanto para o franqueado quanto para o franqueador, o ideal é que o negócio seja vendido ainda saudável. Com o negócio no vermelho ou em decadência, o franqueado pode sair no prejuízo por conta da desvalorização. Mas a melhor decisão é passar o negócio para frente, se ele não se sente satisfeito.

3. O franqueador dá o aval
Ainda que o franqueado seja o dono da unidade, ele não poderá vendê-la para quem quiser. O novo proprietário precisa ser aprovado pelo franqueador, que gere a rede, ainda que o candidato esteja disposto a pagar o preço cobrado pelo vendedor.

4. Procure interessados na rede
Antes de anunciar em jornais, internet etc., fale com seu franqueador. Ele pode atrair um potencial comprador com maior agilidade e todos os lados se beneficiam. “O franqueador recebe contatos de interessados na aquisição de unidades novas da marca e pode identificar nesse grupo pessoas com perfil pessoal e financeiro para assumir uma unidade em funcionamento”, observa Zanco.

5.Cumpra o que está na lei

Uma franquia deve seguir os aspectos legais e contábeis comuns a qualquer negócio. Além disso, o contrato de franchising vigente deve ser rescindido, enquanto o de locação é transferido ao novo ocupante. Também há a transferência de funcionários, a sucessão de responsabilidades trabalhistas e tributárias e a notificação de avalistas sobre as mudanças.

6. Seja transparente
Quem compra deve levantar todos os números e dados e se certificar de eventuais pendências, que podem servir como elementos de negociação. Não tema! Se o negócio não vai bem, isso não significa que ele seja ruim. O interessado em comprar a franquia pode enxergar oportunidades, mas para isso é preciso que o vendedor crie condições favoráveis para que a transação aconteça.

7. Dê seu preço
O valor de um negócio à venda pode ser calculado com base em resultados históricos, previsões futuras, análises contábeis, força da marca, entre outros. No caso das franquias, a forma mais usual é uma conta que considera os 24 meses de faturamento médio anterior mais o valor dos equipamentos que compõem a loja. Ainda assim, os consultores explicam que o valor é subjetivo e o vendedor deve estabelecer um preço mínimo. Os clientes fidelizados ao longo do tempo também entram na conta. “De toda forma, quem vende deve tentar ao menos reaver boa parte de seu investimento”, aponta Ancona.

8. Certifique-se sobre o que pode acontecer com os funcionários
Dependendo do modelo de repasse, os funcionários podem ou não ser reaproveitados pela nova direção. Se há compra da franquia atual, todos os funcionários que eram contratados permanecem na empresa que já estavam. Quando há o repasse apenas do negócio, assumindo uma outra razão social do novo franqueado, o antigo empregador deverá rescindir contratos trabalhistas e cabe ao novo franqueado assumir ou não esse time. Se assumir, será como um contrato de trabalho novo. De todas as formas, o comprador pode exigir uma cláusula de riscos trabalhistas passados no contrato para se precaver de possíveis processos.

9. Cobre de seu franqueador o que cabe a ele
É dever do franqueador orientar o franqueado sobre as condições de mercado e o valor da unidade, ajudar a divulgar a venda, aprovar o comprador, treiná-lo e fornecer suporte no início da nova operação.

Fonte: Pequenas Empresas, Grandes Negócios

É hora de ser um empreendedor!

Ao comprar algo de valor é necessário realizar uma pesquisa minuciosa sobre todas as condições para fazer esse investimento. Essa mesma preocupação deve ser redobrada quando se adquire um negócio.

Ingressar no mundo das franquias nada mais é do que ser dono de um negócio que não começou do zero. Já nasce com uma marca, com uma estrutura operacional testada, entre outros alicerces. Por isso, o risco é bem menor do que se aventurar sozinho no empreendedorismo.

Ao contrário do que muita gente pensa, mesmo com toda essa estrutura tornar-se um franqueado não é um bilhete de loteria premiado. É preciso muito trabalho e dedicação.

Também é necessário seguir as regras preestabelecidas pela franqueadora antes de qualquer iniciativa. Atualmente, muitas redes já incorporam práticas bem sucedidas oriundas da experiência de um franqueado, mas isso não pode acontecer de forma desordenada. Entre os principais pilares do sistema de franchising estão a disciplina e o padrão.

Depois de entender bem esse funcionamento o candidato a franqueado deve fazer uma minuciosa pesquisa sobre o setor no qual deseja atuar e principalmente sobre o desempenho da marca escolhida.
Ouvir os franqueados – atuais e ex- da marca é muito importante e um direito do candidato a franquia.

Passada essa etapa, é hora de mergulhar de cabeça no negócio. É muito difícil a franquia ir adiante se não for gerenciada pelo próprio dono, principalmente, no início.

O rendimento proporcionado por uma franquia varia muito e está diretamente ligado ao capital investido, à qualidade da gestão e da equipe envolvida.

Hoje existe um leque muito amplo de opções disponíveis no Brasil. São mais de 2 mil marcas em plena expansão, que atuam nos mais variados segmentos da economia e buscam empreendedores em praticamente todos os estados do Brasil.

O momento sócio-econômico do nosso País e a característica empreendedora do povo brasileiro revelam uma combinação perfeita para o desenvolvimento das franquias no Brasil.

Ricardo Camargo é diretor executivo da ABF.