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Corrupção altera leis de mercado e prejudica empresas honestas



Érika Marena entende que a corrupção gera três vítimas principais: a democracia, o mercado e os cofres públicos (Foto Marcos Quint)
A corrupção modifica artificialmente o mercado, ao beneficiar empresas que adotam práticas ilícitas ou condutas antiéticas e ao prejudicar as que optam pela honestidade. A afirmação, em linha com o pensamento do presidente da FIESC, Glauco José Côrte, foi feita pela delegada da Polícia Federal em Santa Catarina Érika Mialik Marena, durante o Seminário Compliance e Direito Digital, realizado na quinta (8) pela FIESC, em parceria com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/SC). 




"A dinâmica da economia que deveria ser ditada por fatores como empreendedorismo, oferta e procura, competência na gestão empresarial, muitas vezes é influenciada por fatores de sucesso artificialmente criados pela corrupção", destacou a delegada, que também atuou na Lava Jato.

"Compliance e direito digital estão assumindo espaços de relevante importância no cenário político, econômico e ético do País, envolvendo indústrias, empresas em geral, setor público, órgãos de controle e toda a sociedade brasileira", destacou o presidente da FIESC, Glauco José Côrte. O empresário lembrou que a Federação das Indústrias de Santa Catarina colocou em vigor um código de conduta, que reforça os objetivos do Pacto Empresarial pela Integridade e contra a Corrupção, com princípios de respeito e transparência às pessoas, aos negócios e ao meio ambiente. "As empresas signatárias do Pacto comprometem-se a elaborar e aprovar códigos de conduta que expressem, de maneira inequívoca, as políticas adotadas em relação a sistemas de integridade e combate à corrupção", explicou.

"Grupos empresariais podem ser fortalecidos em contratos com o poder público, massacrando empresas menores da mesma área que optam por não pagar propina; ou então organizações que optam pela honestidade são simplesmente catapultadas no mercado por que não aderem a um esquema de cartelização ou de pagamento de propina", afirmou Érika. Ela entende que "a corrupção faz com o mercado seja artificialmente moldado pelo conluio, pelo acerto, entre empresas e funcionários públicos ou agentes políticos corruptos". Assim, ela constata que "os privilégios não são necessariamente apenas um contrato com o poder público, mas podemos pensar em concessão de subsídios, obtenção de empréstimos em bancos estatais, alteração de algum dispositivo legal que regulamente determinada área, recebimento de investimentos de um fundo de pensão estatal", afirmou.

Érika Marena destacou que a corrupção aumenta a desigualdade social e, além do mercado, atinge também a democracia e os cofres públicos. Ela compreende que uma eleição estará viciada se os candidatos usarem recursos indevidos, como caixa dois. Na sua opinião, a possibilidade de mudanças efetivas está nas mãos de cada cidadão, que não deve mais "tolerar essa cultura de punição e impunidade que existe no Brasil". Ela observa, entretanto, que é necessária uma mudança cultural e que as pessoas devem adotar posturas éticas nos pequenos atos de seu dia a dia. "A Lava Jato tomou uma proporção inimaginável, mas depende de cada um de nós exigir um serviço público eficiente, um gasto eficiente do dinheiro", assegurou.

Para o presidente da OAB/SC, Paulo Marcondes Brincas, o Brasil está mudando, rápida e profundamente. No seu entendimento, "o ambiente de negócios [no País] sempre foi marcado por uma interdependência do Estado com a atividade privada; a promiscuidade do que é público e do que é privado sempre foi uma marca, quase que cultural, no nosso ambiente de negócios". Por isso, ele considera que "o que tem ocorrido no Brasil nos últimos tempos mostra o quanto isto está por acabar; cabe a cada um de nós pensar de que forma vamos reconstruir o país".

Brincas destacou a contribuição da Federação das Indústrias ao desenvolvimento de Santa Catarina. "Quero cumprimentar a FIESC pela importância do seu trabalho para o Estado e para a população catarinense", disse. "Este evento é apenas mais um exemplo dessa contribuição e quero que todos saibam do reconhecimento, admiração e respeito de toda a sociedade catarinense, em particular da OAB, em relação a esse extraordinário trabalho realizado pela FIESC", disse.

Bill Gates une-se a investidores bilionários e lança fundo para investir em energia limpa

Bill Gates está liderando a criação de um fundo de investimentos de mais de um US$ 1 bilhão para fomentar a inovação no setor de energia limpa e combater as mudanças climáticas.
O cofundador da Microsoft, juntamente com um time de astros do mundo dos negócios, anunciou nesta terça-feira (dia 13) a criação do Breakthrough Energy Ventures (BEV), que deve começar a atuar em 2017. Com duração prevista de 20 anos, o fundo visa a investir no aproveitamento comercial de novas tecnologias que reduzam emissões de gases de efeito estufa em setores como geração e armazenamento de eletricidade, transporte, processos industriais, agricultura e eficiência de sistemas energéticos.
“Estamos abertos a tudo que contribua para a obtenção de energia limpa, barata e viável” Bill Gates
Gates assumiu a presidência do BEV e já antecipou estar ativamente envolvido na concretização do projeto.
O conselho diretor do BEV contará com: Jack Ma, fundador do Alibaba; Mukesh Ambani, presidente da Reliance Industries; os investidores de risco John Doerr e Vinod Khosla; John Arnold, ex-gestor de um hedge fund de energia; e Hasso Plattner, cofundador da SAP. Somadas, as fortunas dos membros da diretoria chegam a quase US$ 170 bilhões, segundo estimativas de patrimônio pessoal divulgadas por Bloomberg e Forbes.
No ano passado, Gates havia anunciado a intenção de investir pessoalmente mais de US$ 1 bilhão em tecnologias para geração de energia limpa. Ele também estava entre os 28 indivíduos e famílias afluentes que subscreveram o Breakthrough Energy Coalition, grupo que se comprometeu a fazer investimentos neste setor. O novo fundo, do qual vários deles fazem parte, é um passo concreto na direção de efetivamente desembolsar o capital.
Gates se diz surpreso com o fato de haver pouca discussão sobre inovações tecnológicas para solucionar o problema da mudança climática, uma vez que novos progressos com energia limpa poderiam limitar possíveis desvantagens econômicas decorrentes da substituição de combustíveis fósseis emissores de carbono. “Isso tudo se dá dentro da mecânica normal do mercado, à medida que se substitui fontes de energia por novos métodos”, explica o fundador da Microsoft. 
"A expectativa é que o tamanho inicial do fundo seja incrementado com a entrada de novos investidores, e é possível que a Breakthrough Energy Ventures lance recursos adicionais no futuro"
Recentemente, porém, muitos dos que apostaram neste mercado acabaram amargando prejuízos. Um estudo estima que no período entre 2006 e 2011, as firmas de capital de risco investiram acima de US$ 25 bilhões em tecnologias de energia limpa e perderam mais da metade desse dinheiro. Isso acabou limitando o investimento institucional na área, um malogro que Gates e seus colegas investidores acreditam poder ser revertido mediante vultosos investimentos privados de longo prazo.
Gates reconhece que investir em energia é mais complicado do que investir em tecnologia da informação: “As pessoas acham você pode simplesmente botar US$ 50 milhões lá, esperar dois anos e ver os resultados. Nesta mundo da energia não é assim que as coisas funcionam”.
Ele acrescenta, porém, que este é um campo de investimento pouco explorado. “É um mercado tão grande que o retorno, caso você de fato forneça uma fatia importante da energia mundial, o retorno disso será enorme, enormemente grande.” Pelas estimativas do BEV, o mercado global de energia corresponde a US$ 6 trilhões, com a demanda energética devendo crescer em um terço até 2040.
A iniciativa do BEV casa bem com o entusiástico interesse de Gates por pesquisas científicas e sua experiência com investimentos em tecnologia energética. O empresário realizou extensos investimentos em diversas empresas do setor ao longo dos anos, como a start-up de energia nuclear TerraPower, que ajudou a lançar e da qual é presidente. A promessa recente de investir US$ 1 bilhão inclui investimentos feitos subsequentemente, além deste fundo e outras apostas futuras.
Numa primeira fase, os recursos do BEV devem se concentrar em tecnologias para armazenamento de energia, já que métodos de armazenamento mais baratos e eficientes podem propiciar maior sustentação para fontes de energia limpa intermitentes, como a solar e a eólica. 
"Uma das teses que movem o fundo é a de que somente os governos dispõem de recursos para investir em pesquisa de base na escala necessária para se alcançar saltos tecnológicos, por meio de laboratórios estatais e concessão de verbas de pesquisa para universidades".
A alocação de verbas públicas nas áreas de tecnologia para baterias e materiais para geração de energia solar, por exemplo, forneceu um importante impulso para essas áreas, possibilitando que num estágio posterior o setor privado investisse no uso comercial dessas tecnologias.
“É preciso investimento para que essas coisas não fiquem confinadas aos laboratórios acadêmicos de Stanford, Berkeley ou do MIT, por exemplo, entre tantos outros lugares. Eles estão fazendo muita pesquisa”, afirma Arun Majumdar, professor da Universidade de Stanford que atuou como subsecretário de Energia dos Estados Unidos e está prestando consultoria ao BEV.
No ano passado, Gates anunciou uma iniciativa chamada Mission Innovation, que prevê que 22 países mais a União Européia dupliquem investimentos em pesquisa voltada para energias limpas nos próximos cinco anos. Os Estados Unidos são um dos países signatários da iniciativa, mas o presidente eleito Donald Trump e seus indicados são manifestamente céticos quanto às mudanças climáticas, o que põe em dúvida se esses investimentos serão mesmo realizados.
“O diálogo com o novo governo, em relação a como eles encaram as pesquisas no setor energético, será importante”, diz Gates. “Felizmente, a ideia de que pesquisa é um bom negócio transcende divisões partidárias”. 

O maior grupo de investidores bilionários já reunido?

Gates e seus parceiros reuniram-se pela primeira vez em agosto, por dois dias, no hotel Four Seasons de Seattle. O evento contou com palestras de Jack Ma e Hasson Plattner, e foram decididas as diretrizes do fundo. Um dos tópicos discutidos, segundo John Arnold, foi se é possível contar com uma boa malha de empresas para sustentar o projeto, e em quanto tempo os investimentos poderiam começar.
“O fato de sermos um fundo de capital paciente, com 20 anos de prazo e sem a necessidade de ganhos imediatos, permite que tenhamos uma perspectiva mais ampla e possamos financiar tecnologias que não se adequam ao modelo tradicional de investimento de risco que temos atualmente”, diz Arnold.
A lista com os nomes dos 20 investidores iniciais do fundo é ainda mais abrangente como catálogo dos ricos e poderosos do mundo, contando com o Príncipe Alwaleed bin Talal, da Kindom Holding; Jeff Bezos, da Amazon; Richard Branson, da Virgin; Ray Dalio, da Bridgewater Associates; Patrice Motsepe, da African Rainbow Minerals; Xaviel Niel, do Iliad Group; Masayoshi Son, do SoftBank; além de Zhang Xin e Pan Shiyi, da Soho China.
No momento, os diretores estão recrutando uma equipe de gestores para o fundo, cujo núcleo Gates espera que seja definido dentro de no máximo três meses.
O fundo não cobrará tarifas administrativas para além dos custos operacionais, e provavelmente começará com uma sede temporária no coração do setor de investimentos de risco nos Estados Unidos: Sand Hill Road, em Menlo Park, Califórnia. A expectativa é que o tamanho inicial do fundo seja incrementado com a entrada de novos investidores, e é possível que a Breakthrough Energy Ventures lance recursos adicionais no futuro.
Segundo Gates, o sucesso do empreendimento depende da angariação de um capital bem maior do que o US$ 1 bilhão injetado no fundo. O empresário pretende tratar pessoalmente com empresas de energia e outros potenciais parceiros estratégicos para convencê-los a investir e criar as condições estruturais para avanços tecnológicos promissores.
Kevin J. Delaney

Os principais hábitos do sucesso

Considero ter construído uma carreira bem-sucedida. Anotei e, agora, divido com vocês o que considero os principais hábitos que suportaram minha carreira e me socorreram nas horas difíceis:
APRENDER COM A EQUIPE
Meus colaboradores, subordinados diretos, foram sempre considerados meus professores.

AUTODIDATA
Sempre pesquisei o que não  dominava.
AMIGOS COM AUTORIDADE
Cultivei amigos na empresa, sem que isso prejudicasse a minha autoridade.
PLANEJAMENTO
Estabelecer meu norte sempre foi meu guia.
AO LADO DOS COMPETENTES
Procurei me cercar de pessoas competentes, sem medo de ser superado.
MUDAR É PRECISO
Nunca confrontei a cultura da empresa, mas sempre procurei demonstrar, por meio de argumentos sólidos, a necessidade de mudar.
DIÁLOGO FRANCO
Críticas, advertência e elogios sempre frente a frente com o colaborador.
APRENDER COM O DESEMPENHO
Avaliação de desempenho é um instrumento de aprendizado.
DE BEM COM A VIDA
Sempre fui feliz no trabalho, pois o contrário é insuportável.
TEMPOS DE PAZ
Jamais guardei rancor – este é um sentimento destrutivo.
CONQUISTAS COMPARTILHADAS
Quando era promovido, dividia a felicidade com meu grupo, afinal de contas devia a eles, em grande parte, o sucesso da minha trajetória.
DESEMPENHO DESTACADO
Ressaltei sempre o trabalho individual frente ao grupo.
VIDA PRIVADA
O respeito deve ser total pela vida privada dos meus colaboradores.
CURIOSIDADE SEMPRE
Procurei sempre, de forma incessante, o conhecimento.
NÃO SEI
Respondia às perguntas quando tinha certeza da resposta. Caso contrário, dizia “não sei”. Não é vergonha não saber.
PORTAS ABERTAS
Minhas portas estavam sempre abertas: a agenda não era a prioridade, mas as pessoas, sim.
CERTOS ERROS
Admitia o erro como forma de aprendizado, mas procurava orientar e corrigir as origens das falhas.
ABERTO ÀS CRÍTICAS
Estava aberto às críticas do meu modo de gestão. Às vezes, não gostava do que ouvia, mas procurava reavaliar o meu comportamento.
PRIORIDADES
Na minha lista de prioridades estão a ética, a transparência, as atitudes de apoio em momentos difíceis e a advertência na hora certa.
Cometi erros e falhei, mas o conjunto desses hábitos sempre veio em meu socorro e se tornou a base do que denomino uma carreira bem-sucedida.

Produtores de etanol propõem ao governo mandatos inspirados nos EUA

Os produtores de etanol do Brasil apresentaram ao governo federal propostas que estimulem e deem mais previsibilidade ao setor, entre elas diferenciais tributários e o estabelecimento de mandatos para o uso do biocombustível baseados em limites de emissões de gases, em um modelo inspirado no padrão dos Estados Unidos.
Segundo a presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Elizabeth Farina, entre as propostas que serão debatidas com o governo nos próximos 60 dias está o estabelecimento de mandatos de longo prazo para o setor, cujas metas seriam definidas com base nas emissões de gases de efeito estufa (GEEs) e na intensidade carbônica dos diferentes combustíveis utilizados nos motores de veículos leves (Ciclo Otto), e que seriam reduzidas ano a ano.
Ela explicou que, pelo modelo proposto pelas empresas no âmbito do programa de longo prazo RenovaBio lançado nesta terça-feira, os agentes teriam metas individuais, não podendo ultrapassar o volume de emissões definido pelo governo.
"Ou seja, as distribuidoras terão que, gradativamente, ampliar a participação do etanol em relação à gasolina, de forma a cumprir suas metas anuais. As que ficarem aquém do teto de emissões, poderão vender certificados para aquelas que ultrapassarem o teto. Dessa forma, o próprio mercado de certificados pode contribuir no ajuste das empresas obrigadas pelo mandato", afirmou Farina, ressaltando que o modelo foi inspirado no padrão dos Estados Unidos, hoje os maiores produtores globais de etanol.
O plano, que surge após o setor ter sido afetado por anos de políticas públicas prejudiciais ao etanol, como o controle de preços de combustíveis, ajudaria a manter a previsibilidade na demanda do biocombustível e o papel na matriz energética de combustíveis renováveis, que geram menos emissões do que os combustíveis fósseis.
"Como você teria um limite de emissões, no fundo você gera mais competitividade para os combustíveis limpos", disse a dirigente da Unica, que participou de reunião com o presidente Michel Temer, nesta terça-feira.
"Na proposta que trouxemos, essa vinculação é com as emissões para a redução que o Brasil se comprometeu a atingir até 2030", completou.
O setor também voltou a defender um diferencial tributário para o etanol.
"No que diz respeito ao nosso setor, queremos discutir o que o mundo já discute, que é a questão de diferenciais tributários, que estimulem a produção de energia limpa e renovável. O mundo caminha nessa direção", disse o presidente do Fórum Nacional Sucroenergético, André Rocha, que também participou da reunião no Palácio do Planalto.
Os representantes do setor disseram que as propostas serão debatidas com o governo pelos próximos 60 dias, para depois, serem submetidos a uma consulta pública.
A reunião com Temer ocorreu logo após o lançamento oficial do programa RenovaBio, iniciativa que visa traçar políticas de longo prazo para o setor de biocombustíveis.
Leonardo Goy

Empreender é construir. O que você está construindo?

Diferente do sentido que encontro no dicionário (que destaca a decisão de realização e classifica a tarefa como trabalhosa), para mim empreender é construir. E aí me agrada o sentido de “criar (algo), juntando materiais variados em determinada forma, seguindo determinado projeto”. Fazemos isso na empresa em que trabalhamos ou em um novo negócio que criamos.
Todas derivações de ‘construir’ tiradas do dicionário Houaiss me agradam também: erguer com materiais duradouros, edificar, fabricar, produzir e ocupar espaço. Ou por derivação, fazer um trabalho de criação mental, elaborar, formar passo a passo, de degrau em degrau, preparar ou inventar.
Se empreender é construir, precisamos de uma base, de estudo, de projeto, de planejamento, de materiais, de formação e execução. Daí também tiramos a importância de analisar a adequação do projeto e avaliar as condições de sustentabilidade em interação com o meio ambiente (natural, social e de negócios).
Se empreender é construir, a decisão nasce bem antes do ato de ‘empreender’ (no sentido de tomar a decisão para realizar a tarefa empreendedora). Nasce agora, enquanto você estuda e realiza sua formação profissional, durante sua carreira com carteira assinada, nos seus relacionamentos cotidianos, nos projetos que desenvolve e nas entidades que frequenta.
O comportamento dos empresários brasileiros mudou. Atualmente, os donos de micro e pequenas empresas estão buscando conhecimento para iniciar e gerenciar negócios. Quanto mais informação, mais competitiva será a empresa. Isso é o que mostra a Pesquisa internacional Global Entrepreneurship Monitor (GEM) – veja link abaixo.
Essa visão de preparação para a construção nos ajuda a ver a o comportamento empreendedor no cotidiano. As empresas, cada vez mais, esperam profissionais empreendedores. Nesse caso, o que você está construindo?
Pense as seguintes questões seja na construção de sua carreira dentro da empresa, seja para abrir um novo negócio:
Como, pessoalmente, está planejando o desenvolvimento dessa carreira? Não esqueça que o departamento de treinamento e desenvolvimento da empresa não é responsável pelo seu desenvolvimento, mas você mesmo é o agente desse processo.
Cuidou de preparar a base? Bons empreendimentos não nascem apenas da coragem, da iniciativa e das boas intenções.
Já tem um projeto? Vai começar pelo telhado, pela janela ou pelas fundações? Em qual estágio desse projeto você está?
Quais são os pilares dessa construção? O material é firme e de boa qualidade?
Analisou o ambiente? Quais são as oportunidades e os riscos? O projeto se sustenta no longo prazo? Como está a sua rede de relacionamento?
Quando vai lançar seu projeto? Decidir envolve riscos, exposição e reação. Não espere que o mundo vá te abrir passagem. esteja preparado para ganhar e perder batalhas, mas fique de olho na realização do objetivo maior.
Do post anterior A carreira é uma escolha previsivelmente irracional?, não se esqueça “quantas vezes você achou que tomou a decisão certa, mas sem ter uma base racional para saber se de fato estava certo? Entender como somos previsivelmente irracionais é o ponto de partida para melhorar nossas decisões e mudar nossas vidas para melhor, nos ensina o economista e psicólogo americano Dan Ariely.
Para quem já está na estrada do empreendedorismo e se interessa pelo tema:
Pesquisa GEM: dados estratégicos sobre empreendedorismo no Brasil e no mundo
Realizada anualmente, a pesquisa mede a evolução do empreendedorismo no Brasil e em outros países, permitindo a identificação de fatores críticos que contribuem ou inibem a iniciativa empreendedora.
Carlos Faccina

Brasil tem meta de triplicar produção de biocombustíveis até 2030

O Brasil trabalha em um plano que deverá traçar uma meta inicial de triplicar a produção de biocombustíveis do país até 2030, afirmou à Reuters uma fonte com conhecimento do assunto nesta quinta-feira.
A expectativa é que a iniciativa, que vem sendo chamada de RenovaBio, ajude o país a chegar a 2030 com uma produção de aproximadamente 100 bilhões de litros de biocombustíveis por ano, adiantou a fonte, sob a condição de anonimato porque o plano ainda não é público.
A meta é válida para etanol, biodiesel e biocombustíveis em geral. Em 2030 os números já consideram o país produzindo maior volume também de biogás e bioquerosene para aviação, cuja oferta local é hoje praticamente nula.
"Será uma revolução no setor", disse a fonte, que adiantou que o plano deverá focar principalmente uma agenda microeconômica para alavancar investimentos e emprego na área de biocombustíveis.
Na segunda-feira, autoridades do Ministério de Minas e Energia afirmaram que o plano RenovaBio será apresentado aos agentes do setor de biocombustíveis em uma reunião agendada para 13 de dezembro na sede da pasta.
O cronograma do governo prevê a abertura de uma audiência pública sobre o plano em 2017.
A ideia é que após esse processo de consulta o RenovaBio seja submetido a apreciação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que reúne autoridades federais do setor de energia, em meados do ano que vem.

nota novaCana: A expectativa de produzir 100 bilhões de litros de biocombustíveis apresentada pela fonte da Reuters soa como um exagero, uma vez que a previsão mais otimista do governo para que o etanol atinga as metas da COP21 são de 54 bilhões de litros. Já o setor de biodiesel espera alcançar uma produção de 18 bilhões de litros até 2030. Como não existe outro biocombustível capaz de alcançar escala no pipeline, a expectativa é de uma produção em torno de 72 bilhões de litros. Um desafio significativo, mas distante de 100 bilhões de litros.
Luciano Costa

Em carreira, não confunda rota com alvo

Uma das missões mais importantes para o sucesso de um projeto de carreira é a adequação da definição do alvo. Ter clareza nessa elaboração e definição apoiará todo o processo de tomada de decisões que serão exigidas nas várias fases de construção.
Depois de bem definido, é fundamental ter determinação em atingi-lo. Hesitação pode deslocar energia importante e afastar o profissional dos seus objetivos. Mas coerência com o alvo não significa rigidez com a rota definida para alcançá-lo.
É preciso saber enfrentar os obstáculos que surgem para recuar, contornar ou superar ocorrências que são naturais. O caminho não é uma linha reta. Uma demissão nessa jornada é um tombo doloroso que pode nos tirar o foco. Mas oportunidades podem ser perdidas por uma fixação num único caminho. Também somos levados a empreender como opção profissional, frente a uma adversidade, mas sem preparo nenhum.
Se o alvo é um só, as rotas são estratégias. Então é bom conhecer bem seu alvo.
Somos levados a definir uma profissão muito cedo, na fase vestibular, com 18 a 20 anos. Nem sempre temos a maturidade suficiente para tomar uma decisão tão importante. Muitas vezes, já na fase dos 25 a 30 anos, o profissional opta por novas faculdades ou cursos de especialização que buscam um realinhamento com a própria vocação.
Mirar cargos ou empresas pode representar riscos ao considerar que o funil é natural nesses processos, mas ousar e se desafiar pode ser uma excelente mola propulsora. Confiança é combustível que acelera a aproximação ao alvo, mas que eleva em muito o nível de frustração em caso de surgir algum revés.
Procure estabelecer uma visão de futuro que envolva realização profissional e objetivos de construção de patrimônio, combinados com valores pessoais e familiares. Qualidade de vida, saúde e bons relacionamentos são fatores que devem compor essa mira. O alvo que nasce dessa reflexão é imbatível.
Em Como um principiante aos 40 anos de carreira, destaquei que a minha rota envolveu novos desafios em experiências reveladoras. Transitei entre a carreira acadêmica e corporativa, levando de um lado para o outro o que de melhor pude colher. Tive a rara oportunidade de conviver, aprender e contribuir com três setores da sociedade: a empresa, a universidade e o terceiro setor. Hoje me dedico à educação gerencial.
No post, Sua carreira precisa de um painel de controle, reforço a importância de estabelecer indicadores considerando elementos básicos de carreira (como formação, experiência e remuneração) em cruzamento com elementos individuais de análise (idade, estado civil, expectativa e patrimônio, entre outros). A rota desenhada deve levar em conta uma apurada autoanálise e ser colocada de acordo com as condições ambientais que definem as oportunidades e riscos do cenário em sua volta.
Como na condução de um avião até um destino seguro, sua carreira mira um alvo e deverá receber as ações necessárias para levá-lo até lá.
Boa viagem.
Carlos Faccina