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O tremendão do biodiesel


Como o empresário gaúcho Erasmo Carlos Battistella, que há sete anos era proprietário de dois postos de gasolina, se transformou em sócio da Petrobras e dono de uma das maiores empresas de biocombustível do País, com faturamento de R$ 1 bilhão.

Por Marcio ORSOLINI
 Batistela_255.jpgVídeo: saiba mais sobre a história de Erasmo Carlos Battistella na entrevista com o repórter da DINHEIRO, Marcio Orsolini

Em meados de 2004, o empresário gaúcho Erasmo Carlos Battistella aguardava na fila do banco para pagar as contas do mês quando alguns agricultores perguntaram sua opinião sobre o biodiesel. Ele, que era dono de dois postos de combustíveis em Colorado, cidade a 300 quilômetros de Porto Alegre, conhecia muito pouco sobre o tema. Na época, o biodiesel começava a ganhar espaço no noticiário graças à preparação do Plano Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB) pelo governo federal. O interesse dos colegas despertou a atenção de Battistella, que começou a pesquisar sobre o assunto. Menos de um ano depois, ele resolveu investir na área. 
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Battistella, da BSBIOS: "Temos um pré-sal verde nas
mãos para ser explorado"      
 
Hoje, aos 33 anos, o empresário tem certeza que sua intuição estava correta. A BSBIOS, fundada pelo empreendedor em 2005, faturou R$ 1 bilhão em 2011. Mais: Battistella se transformou, no ano passado, em sócio da Petrobras, ao vender 50% da companhia para a Petrobras Biocombustível (PBio), subsidiária da estatal brasileira de petróleo, por R$ 200 milhões. Com a associação, se transformou no maior produtor de biodiesel do Brasil, um setor que vai receber investimentos de R$ 28,1 bilhões até 2020, valor cinco vezes superior ao que foi gasto entre 2005 e 2010. “Ninguém acreditava em mim. Eu era motivo de risada”, disse Battistella à DINHEIRO. 
 
O setor de biodiesel ainda dá os primeiros passos no Brasil. Mas já está criando os seus primeiros milionários. Battistella, por exemplo, pode ser considerado o primeiro empreendedor não ligado a grandes grupos empresariais nacionais ou internacionais a ganhar muito dinheiro com a exploração desse tipo de combustível renovável. Seu negócio surgiu na esteira de uma política governamental que privilegia os investimentos na área, depois que o então presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou, em 2005, a lei que obriga a mistura atual de 5% do biodiesel ao diesel comum. Graças a ela, em sete anos, Battistella deixou de ser um pequeno empresário para criar uma empresa bilionária. 
 
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A dupla do Biodiesel: Miguel Rossetto (à esq.) e Erasmo Battistella, em julho de 2010, quando
a Petrobras Biocombustíveis comprou 50% da BSBIOS. O ex-presidente Lula (na foto abaixo)
foi um dos principais apoiadores da política de biodiesel.
 
A BSBIOS, cuja sede é em Passo Fundo (RS), já é uma das 100 maiores do Rio Grande do Sul, figura entre as 200 maiores companhias da região Sul e entrou para a lista das mil maiores do Brasil. “O Erasmo tem uma enorme capacidade empreendedora e uma visão estratégica do setor”, diz o ex-ministro Miguel Rossetto, atualmente presidente da PBio, que desde a associação entre as duas empresas também comanda o conselho de administração da BSBIOS. O desempenho empresarial de Battistella é ainda mais surpreendente quando se leva em conta sua trajetória. 
 
Nascido em uma família de pequenos agricultores de Itatiba do Sul (RS), o empreendedor foi batizado em homenagem ao cantor e compositor dos tempos da jovem guarda Erasmo Carlos, conhecido como Tremendão, do qual seus pais eram fãs. Apesar do nome que remete ao universo musical, Battistella queria mesmo era ser jogador de futebol. Torcedor fanático do Grêmio, bem que ele tentou seguir a carreira, chegando a disputar campeonatos regionais pelo time da cidade. Largou tudo para se dedicar ao estudo de técnicas agrícolas em Erechim (RS). Trabalhou na cooperativa da cidade e, na sequência, foi recrutado para ajudar na loja de insumos agrícolas e fertilizantes de um tio, na vizinha Nicolau Vergueiro. 
 
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Seu primeiro negócio próprio só surgiria em 1998, quando, aos 20 anos, pediu um empréstimo de R$ 20 mil para a avó de sua então namorada, Fabiana, hoje sua mulher. Os recursos foram usados para arrendar um posto de combustíveis na cidade. Multiplicou o capital, passou o ponto e construiu outro em Santa Cecília do Sul, onde não havia nenhum comércio do tipo. Cinco meses depois, vendeu a unidade por R$ 200 mil e seguiu para Colorado. Lá, passou a controlar dois postos de combustíveis, negócio que manteve até 2007. Como a cidade era maior, o volume de vendas compensava o resultado financeiro. “Sempre fui uma espécie de faz-tudo no negócio”, afirma Battistella. 
 
“Atendia os clientes, transportava o combustível em meu próprio caminhão e até atuava como caixa.” O conhecimento adquirido nesse período, somado ao espírito empreendedor, fez com que Battistella vislumbrasse uma chance de ganhar ainda mais dinheiro quando decidiu apostar na BSBIOS. “O sucesso do programa de incentivo ao etanol, o Pró-Álcool, me levou a acreditar que com o biodiesel aconteceria o mesmo”, afirma. “Temos um pré-sal verde para ser explorado.” A ascensão de sua empresa, uma sopa de letrinhas que tem o B para Brasil, o S como referência à região de origem e o BIOS para mostrar o que produz, acompanhou a expansão do setor. 
 
Em 2005, não havia sequer uma usina de biodiesel no País. Hoje, são cerca de 70 companhias que começaram a investir mais fortemente na área. Mas, diferentemente do que ocorreu com o etanol, o País largou atrasado no caso do biodiesel. A Alemanha, pioneira do setor, lidera mundialmente, com a produção anual de 2,6 bilhões de litros. O Brasil vem a seguir, com 2,4 bilhões de litros por ano. Para efeito de comparação, o Brasil produziu 28,2 bilhões de litros de etanol em 2010. “Em biodiesel, vamos superar a Alemanha em 2012”, afirma Rossetto. De olho nessas oportunidades, as empresas do agronegócio começam a direcionar seu foco para o biodiesel. 
 
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Tome o exemplo da paulista Granol. Em 2011, o combustível renovável respondeu por 43% do faturamento de R$ 1,9 bilhão, resultado quatro vezes maior do que em 2006. “A tendência é que aumente ainda mais porque o setor vai crescer”, diz Paula Regina Cadette, diretora financeira da Granol. A própria PBio também está investindo alto. Entre 2010 e 2014, serão destinados US$ 3,5 bilhões para os biocombustíveis. A subsidiária da estatal tem atualmente três usinas próprias de biodiesel no País: Candeias (BA), Quixadá (CE) e Montes Claros (MG). A americana ADM, uma das maiores do agronegócio no mundo, também reforçou seus investimentos em biodiesel no Brasil. 
 
A empresa, que já tem uma unidade em Rondonópolis (MT), terá mais duas: uma em Joaçaba (SC), prevista para este ano, e outra em São Domingos do Capim (PA), que deve ser inaugurada em 2016. A ideia é repetir a liderança em biodiesel que a empresa tem na Europa também no Brasil. A BSBIOS de Battistella também está investindo pesado. Em novembro do ano passado, a empresa inaugurou uma esmagadora de soja destinada a abastecer a usina de Passo Fundo. O empreendimento consumiu R$ 130 milhões. Atualmente, a companhia conta com duas fábricas. A maior fica na sede da empresa, com capacidade produtiva de 160 milhões de litros de biodiesel por ano.  
 
A outra está localizada em Marialva, no norte do Paraná, a 400 quilômetros de Curitiba. Essa unidade industrial pode produzir anualmente 126 milhões de litros de biodiesel. As três fábricas da PBio têm capacidade produtiva de 434 milhões de litros por ano. “Quero me tornar um dos consolidadores do setor no País”, diz Battistella. Para isso, ele já desenha estratégias de aquisição de concorrentes na área de biodiesel, a entrada no mercado de biolubrificantes e também a expansão para o segmento de etanol. O crescente interesse pelo biodiesel resulta de uma combinação de fatores. O primeiro deles é ambiental. Estima-se que a mistura de biodiesel ao diesel permita a redução de poluentes em até 57%. 
 
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O que facilita também a disseminação do biodiesel é a variedade de matérias-primas como soja – que corresponde a 80% do total do que é produzido –, canola, girassol, pinhão-manso, mamona, dendê e gordura animal. No Brasil, o objetivo do governo ao apoiar esse setor é também incentivar a agricultura familiar e gerar renda no campo. Atualmente, há mais de 100 mil pequenos agricultores fornecendo matéria-prima para a produção do biodiesel. Toda a cadeia deve gerar 4,7 milhões de empregos até 2020.Apesar do otimismo que reina entre as empresas do setor, o mercado de biodiesel depende de questões estruturais e regulatórias para crescer de forma acelerada. 
 
Um exemplo dos entraves que ainda marcam a área é o fato de que o setor atua com 53% de ociosidade. Outro problema é que a distribuição do biodiesel ainda é ineficiente. “As usinas produtoras estão situadas longe dos mercados consumidores, o que eleva os custos logísticos”, diz Ricardo Hashimoto, diretor da Fecombustíveis, entidade que representa as empresas de distribuição de combustíveis. Para dar um novo impulso ao setor, a Aprobio, entidade que une os produtores de biocombustível e é comandada por Battistella, luta para a criação de um marco regulador. Uma das propostas é o aumento do percentual de adição de biodiesel ao diesel. Hoje, está na casa dos 5%. 
 
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Líquido precioso: fábrica da paulista Granol, que mudou o foco
para a produção de biodiesel.
 
A proposta é que suba para 10% até 2014 e 20% no fim desta década. Com isso, o Brasil ficaria alinhado aos parceiros do Mercosul, como Argentina e Colômbia, e à Europa. No que depender da obstinação de Battistella, essa batalha tem muitas chances de ser vencida (leia a entrevista abaixo). Ele já está se articulando para defender esse plano. Em dezembro do ano passado, por exemplo, reuniu-se com a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, para discutir uma proposta de marco regulatório a ser encaminhada ao Congresso Nacional, que deve ser apresentado em fevereiro. “O biodiesel é um caminho sem volta”, diz Guilherme Nastari, diretor da consultoria paulista Datagro. 
 
“Mas, se o governo não conceder incentivos e criar, de fato, um marco regulatório claro, o potencial do setor pode ser jogado fora.” Esse é apenas mais um obstáculo na trajetória de Battistella. Para chegar a esse ponto, ele teve de superar várias adversidades. A primeira delas foi a de conseguir financiamento para erguer a BSBIOS. Battistella guardou todas as economias ganhas com os postos de combustíveis para pagar R$ 100 mil ao Banco do Brasil, que fez o projeto financeiro da empresa. “A ideia tinha viabilidade, mas a maioria da cidade achava que era um delírio”, diz Ividio Schweizer, gerente do BB, que ajudou o empresário a escrever o plano de negócios. 
 
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Mercado internacional: posto de combustível na Alemanha, maior produtor de biodiesel no mundo.
O Brasil deve superar o país europeu em 2012.
 
Depois disso, Battistella teve de ir até Brasília, em sua primeira viagem de avião, para uma reunião no Ministério do Desenvolvimento Agrário, cujo titular era exatamente Rossetto. O objetivo era conseguir o Selo Combustível Social, que prevê uma série de regras, como a compra mínima de 30% de matéria-prima de agricultores familiares, em troca da redução de impostos para as empresas produtoras. Sem esse selo, ele não conseguiria que fosse liberado o empréstimo de R$ 28 milhões que pleiteava no BNDES. Ele também conseguiu o apoio de quatro empresários locais que, junto com ele, investiram mais R$ 5 milhões para criar a BSBIOS. São eles: Mário Wagner e Paulo Montagner, do grupo de máquinas agrícolas Kuhn do Brasil, Antonio Roso, da empresa de engenharia Metasa, e Arlindo Paludo, do grupo Vipal, que atua em diversos setores, desde pneus até o financeiro. 
 
Hoje, ele mantém ainda uma dura rotina de trabalho, que inclui jornadas diárias de 14 horas, além de viagens semanais pelos mais diversos pontos do País. Battistella se mantém fiel às origens e tenta não descuidar da família. “Faço questão de levar minhas duas filhas ao colégio quando estou em Passo Fundo.” O velho hábito de jogar futebol também foi mantido, mas as partidas são cada vez menos frequentes e o empresário também inclui o tênis em seu cardápio desportivo. Os amigos, que em 2004 lhe despertaram o interesse pelo setor de biodiesel, ainda se mantêm como interlocutores regulares. Até porque, boa parte deles integra a carteira de fornecedores da BSBIOS.
 
 
“Aumentamos a oferta de alimentos com o Biodiesel” 
 
O presidente da BSBIOS, Erasmo Carlos Battistella, concedeu a seguinte entrevista para a DINHEIRO:
 
O sr. é favorável à liberação do diesel, que já possui 5% de biodiesel em sua composição, para abastecer a frota de veículos de passeio no Brasil? 
Essa é uma das bandeiras da Aprobio. Acredito que esse processo poderia ser iniciado com a liberação dos táxis que rodam nas grandes cidades. O diesel já é utilizado como combustível para veículos de passeio na Argentina e no Paraguai, além da Alemanha, país que lidera o mercado de biocombustíveis no mundo.
 
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O programa de biodiesel foi criado para unir sustentabilidade e desenvolvimento no campo. O sr. diria que, na prática, isso vem acontecendo? 
Creio que sim. Os benefícios desse programa são claros porque integram duas vertentes. Uma delas é a redução da emissão de gases do efeito estufa, por meio do menor uso de combustíveis minerais, o que melhora a qualidade de vida. A segunda é o incentivo à agricultura familiar. 
 
Apesar da diversidade de fontes no Brasil, 80% do biodiesel é produzido a partir da soja. Por que as demais oleaginosas, como a mamona e a semente de girassol, não emplacaram?
A agricultura brasileira sempre foi baseada em culturas tradicionais como a soja e o milho. Hoje, vivemos um processo de diversificação e isso vem se refletindo também no campo dos biocombustíveis. A oferta de oleaginosas está crescendo e já contamos com opções como a palma e a canola. Além das empresas, o governo, por meio da Embrapa, está investindo em pesquisas para a diversificação dessas fontes. 
 
Uma grande polêmica envolvendo os biocombustíveis é a possibilidade de eles concorrerem com a produção de alimentos. Isso realmente acontece?
Claro que não. Quando produzimos biodiesel, na verdade, aumentamos a oferta de alimentos, pois o resíduo da produção se transforma em insumo para alimentar criações de gado e aves. A FAO, agência da ONU para alimentação e agricultura, defendeu, em 2011, os investimentos em biocombustíveis, como o etanol e o biodiesel. Segundo a entidade, os combustíveis verdes representam uma forma de aumentar a segurança alimentar nos países de economia agrícola ao estimular a criação de empregos e elevar a renda.

O Brasil vai virar um canteiro de obras


A pressão dos eventos esportivos e a necessidade de estimular a economia farão de 2012 o ano dos megaprojetos.

Por Carla JIMENEZ
Em reuniões para captar recursos com investidores estrangeiros, Eduardo Fahrat, diretor-executivo do fundo Darby Overseas Investments, especializado em infraestrutura, se surpreendeu com o conhecimento que seus interlocutores tinham sobre o País. “Sabiam tudo sobre a legislação brasileira e os marcos regulatórios”, diz Fahrat. Não foi sempre assim. Até 2008, quando houve o último road show da Darby, o Brasil ainda não estava tão no centro do radar dos negócios globais e o esforço exigido para convencer potenciais parceiros a aplicar seus recursos aqui era maior. Com a expansão da economia nos últimos anos e o agendamento de eventos esportivos, como a Copa do Mundo de Futebol, em 2014, e os Jogos Olímpicos, em 2016, investir em infraestrutura ganhou um sentido de urgência urgentíssima por aqui. 
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Operários no Rio de Janeiro: hidrelétricas, aeroportos, rodovias e obras de mobilidadeurbana estão saindo do papel.
A pressão dos compromissos assumidos pelo governo brasileiro fará os aeroportos, obras de mobilidade urbana, estádios e rodovias saírem do papel. É agora ou agora. Em 2012, os projetos na área ganham ainda um peso fundamental, diante da necessidade de assegurar a retomada econômica depois da desaceleração no terceiro trimestre de 2011, num momento em que o espectro de um desempenho morno da atividade global é uma ameaça bem visível. “A infraestrutura cumpre um papel importante na política anticíclica do governo”, afirma Nelson Siffert, superintendente da área de infraestrutura do BNDES. “Os investimentos precisam se manter elevados para dar sustentação ao crescimento do PIB.” Foi assim em 2009, quando o banco estatal dobrou os recursos para investimentos para energia e logística, fechando o ano com desembolsos de R$ 16 bilhões. Agora, as duas áreas devem receber R$ 26 bilhões, 35% a mais do que em 2011. 
O governo federal garantirá, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC),  uma vultosa injeção de recursos para dar início à implantação de um verdadeiro canteiro de obras em 2012. São empreendimentos que somam R$ 90 bilhões, incluindo a Usina Hidrelétrica de São Roque, em Santa Catarina, e a Rodovia BR 381, em Minas Gerais, além de plataformas de produção de petróleo no Rio de Janeiro. Em outra frente, os 13 aeroportos que estão sendo construídos ou ampliados, dentro do plano do governo para a Copa do Mundo, devem atrair investimentos tanto públicos quanto privados.As concessões para a iniciativa privada dos terminais  paulistas de Cumbica, em Guarulhos, e Viracopos, em Campinas, bem como o Juscelino Kubitschek, de Brasília, vão bancar a expansão dos três aeroportos, que demandarão R$ 2,8 bilhões em investimentos. “Já temos 20 empresas interessadas em entrar como sócias nesses três terminais”, diz Gustavo Matos do Vale, presidente da Infraero, responsável pela gestão dos aeroportos. 
 
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Fahrat, do fundo Darby: "investir em infraestrutura no brasil será um ótimo negócio em 2012
e pelos próximos cem anos".
 
O Galeão, no Rio de Janeiro, por sua vez, está sendo ampliado com recursos públicos. Outros aeroportos começarão a ser reformados neste ano, como o de Cuiabá (MT). “Os aeroportos no Brasil repetem o que foi a expansão da malha ferroviária nos Estados Unidos no século 19 e 20”, diz Paulo Godoy, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Base (Abdib). No final do século 19, a extensão de ferrovias deu início a um ciclo de desenvolvimento da economia americana ao interligar o país de norte a sul. “A infraestrutura aeroportuária e as novas linhas vão desenvolver novas regiões”, afirma Godoy. De fato, os investimentos em aeroportos começam a puxar projetos em outras frentes. Na capital matogrossense, por exemplo, uma licitação na área de saneamento deve garantir um mínimo de R$ 300 milhões em sua rede de esgoto. Duas empresas participam da disputa, a Foz do Brasil, do grupo Odebrecht, e a CAB Ambiental, do Grupo Galvão. 
 
O vencedor será conhecido na semana que vem. “Ainda não se investe o que o País precisa, embora seja mais do que no passado”, diz Yves Besse, presidente da Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Abcon). Segundo Besse, para expandir a rede de saneamento adequadamente o Brasil precisaria de R$ 15 bilhões por ano, mas só está investindo menos da metade desse valor – R$ 7 bilhões em 2011. “Há recursos públicos disponíveis para saneamento, mas não são liberados por falta de proposta”, diz Besse, que também é presidente da CAB Ambiental. Fahrat, do fundo Darby Overseas Investments, observa que também há recursos privados disponíveis para infraestrutura. A dinâmica do setor, porém, ainda é lenta. “Não falta dinheiro para investir, faltam bons projetos”, afirma Fahrat. Por isso, a existência de um calendário de eventos esportivos deve funcionar como um fator de pressão para quebrar a inércia do setor. 
 
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“É um planejamento que está começando, com metas para 20 ou 30 anos.” O fundo Darby tem como investidores institucionais fundos de pensão, como o Petros, da Petrobras, e o Valia, dos funcionários da  Vale, além do BNDES. As captações no Exterior servem para engordar o caixa. A última, em 2008, garantiu R$ 400 milhões. Parte desse capital foi investido, no fim do ano passado, nas empresas Produman, de manutenção de unidades industriais, e Bioenergy, de energia eólica. Cada uma recebeu um aporte de R$ 58 milhões. Para este ano, o fundo está atento a novos negócios, mesmo que demandem mais capital que o disponível. “Com ou sem crise, é possível levantar recursos em no máximo seis meses”, diz Fahrat. O potencial de retorno num momento em que o mundo oferece poucas oportunidades de negócio justifica a confiança do executivo. 
 
Segundo Nelson Siffert, superintendente de infraestrutura do BNDES, o rendimento real dos investimentos no setor gira em torno de 8% ao ano, o dobro de uma aplicação em renda fixa. “Com a queda dos juros, nos próximos anos, a rentabilidade é mais garantida ainda”, diz Siffert. Em 2011, o governo federal concedeu isenções tributárias para as debêntures de empresas ou sociedades de propósito específico (SPE) voltadas para infraestrutura, o que pode fazer girar ainda mais os recursos voltados a projetos na área. Os inúmeros gargalos originados pela falta de investimentos são, ao mesmo tempo, oportunidades de lucro, avalia  Fahrat. “Investir em infraestrutura no Brasil não é um bom negócio só neste ano, é um ótimo negócio pelos próximos cem anos.”

Petrobras e MG assinam acordo para biodiesel


Por Eduardo Magossi
A Petrobras Biocombustível e o Governo do Estado de Minas Gerais assinaram hoje protocolo de intenções que prevê investimentos de até R$ 28 milhões na ampliação em 40% da capacidade de produção da Usina de Biodiesel de Montes Claros, que passará dos atuais 108,6 milhões de litros/ano para 152 milhões de litros/ano até 2014. O acordo contempla também o aumento da participação de agricultores familiares na cadeia do biodiesel, com a ampliação dos atuais 3.200 para 4.500 pequenos produtores.
Pelo acordo, o governo mineiro fica com o dever de incentivar à aquisição de matéria-prima e insumos em Minas Gerais, que é o segundo maior consumidor de biodiesel no País e importa o produto de outros estados para suprir sua demanda. As medidas firmadas permitirão aumento da oferta de biodiesel e redução da importação de outros Estados.
"Com esse apoio, vamos aumentar a produção de biodiesel em Minas Gerais, ampliar a compra de matéria-prima e fortalecer a agricultura familiar. Isso significa mais renda e desenvolvimento para Minas Gerais e mais crescimento para a Petrobras Biocombustível", afirmou, em nota, o presidente da Petrobras Biocombustível, Miguel Rossetto, que participou da assinatura do protocolo com o governador de Minas Gerais, Antônio Anastasia.
Inaugurada em abril de 2009, a Usina de Montes Claros tem, atualmente, capacidade para produzir 108,6 milhões de litros de biodiesel/ano. A usina integra o parque produtor de biodiesel da Petrobras Biocombustível, que opera três unidades próprias nos municípios de Candeias (BA), Quixadá (CE) e Montes Claros (MG) e duas em parceria, em Marialva (PR) e Passo Fundo (RS). Com as cinco unidades, a Petrobras Biocombustível conta com capacidade total instalada de produção de 721,4 milhões de litros de biodiesel/ano.
Copyright © 2012 Agência Estado. Todos os direitos reservados.

Futura presidenta da Petrobras é grande conhecedora do setor da bioenergia


Udop

A futura presidenta da Petrobras, Maria das Graças Foster, que deve ser anunciada no início de fevereiro para o novo cargo, tem uma relação de longa data com o setor da bioenergia, desde o tempo em que atuava como secretária de Petróleo, Gás e Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia, no início do mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003. Maria das Graças era considerada à época, braço direito da então ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff.
   "Ela tem um conhecimento muito aprofundado de nosso setor, tendo inclusive proferido inúmeras palestras sobre o tema biocombustíveis. Nossa lembrança dela remonta sua participação na primeira edição da Feicana FeiBio - Feira de Negócios do Setor de Energia, em 2003 em Araçatuba e também em 2005, quando representou a então Ministra Dilma", destaca o presidente executivo da UDOP, Antonio Cesar Salibe, que diz acreditar que Maria das Graças deva fazer uma boa gestão à frente da maior estatal brasileira.
   Maria das Graças tem perfil técnico e teve sua indicação anunciada ontem (23) pelo Ministro Guido Mantega, que também preside o conselho de administração da Petrobras. Ela será a primeira mulher do mundo, segundo a mídia nacional e internacional, a presidir uma petrolífera. O atual presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, deixa a presidência e concorre ao governo da Bahia.
   Em 2003, durante sua participação na abertura da Feicana FeiBio, Maria das Graças defendia que a oferta regular de etanol por parte dos usineiros (na ocasião havia uma incerteza sobre o futuro do etanol) seria fundamental para a credibilidade do setor.
   Maria das Graças defendia, naquela ocasião, que seria muito mais fácil a inserção do etanol na matriz energética brasileira do que o gás natural veicular (GNV), que vivia seu auge principalmente pela grande descoberta de poços na Bacia de Santos.

Etanol tem longo caminho a percorrer


Folha de S. Paulo

O ano de 2011 foi particularmente difícil para a cana-de-açúcar.
   Em 2011, segundo a Conab, a produção de etanol foi 17,2% menor do que a do ano anterior.
   Enquanto o etanol anidro respondeu por 39,7% do total (aumento de 13,1% em relação à safra anterior), a produção de etanol hidratado recuou 29,6% (o equivalente a 5,8 bilhões de litros).
   A razão é simples: com o preço do etanol hidratado competindo com um teto imposto por seu principal substituto (a gasolina), a produção deste recuou, abrindo espaço para aumento do etanol anidro (que é adicionado à gasolina).
   Ao mesmo tempo, a renovação da área plantada ficou aquém do previsto, por conta das adversidades climáticas e pelas dificuldades financeiras dos produtores.
   Por isso, ainda existem muitas lavouras com mais de dez cortes -quando o ideal é que a renovação ocorra após o quinto corte-, reduzindo o crescimento da produtividade por hectare.
   Mas, para a safra 2012/13, há algumas boas novidades.
   Em primeiro lugar, tivemos a concretização do livre acesso do etanol brasileiro ao mercado norte-americano, o que abre novas oportunidades para o setor.
   Também as conclusões da COP-17 colocam o etanol como fonte alternativa limpa aos combustíveis fósseis, trazendo à mesa, mais uma vez, a consolidação do etanol como commodity no mercado internacional, a exemplo do que ocorreu com o açúcar.
   Ainda assim, a produção brasileira precisaria avançar muito para atender esse potencial de demanda internacional, se tem encontrado dificuldades para suprir até a demanda doméstica.
   Nesse quesito, a boa notícia é o Prorenova, novo programa do BNDES com recursos de R$ 4 bilhões, que visa incentivar a produção de cana por meio de financiamentos para a renovação dos canaviais antigos e para a ampliação da área plantada.
   Apesar disso, grandes empresas do setor, como a Raízen, anunciaram a redução da previsão de crescimento para os próximos anos.
   Ou seja, as perspectivas são um pouco melhores para o etanol em 2012, com aumento da safra e continuidade da renovação dos canaviais.
   Mas, pensando no médio e longo prazos, ainda há um longo caminho a ser percorrido para que o setor possa aproveitar as oportunidades tanto no mercado doméstico quanto no externo.
   
   Thaís Marzola Zara, economista-chefe da Rosenberg Consultores Associados e mestre em economia pela USP

Etanol cai em 14 estados e preço médio recua 0,64% na semana


InfoMoney

O preço do litro do etanol registrou queda em 14 estados na semana encerrada no último dia 21, frente à semana anterior. De acordo com dados da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás e Bicombustíveis), o valor praticado pelo combustível subiu em 11 estados e no Distrito Federal e ficou estável em apenas um.
   Considerando o valor médio do País, o preço do etanol caiu 0,64% no período analisado, passando de R$ 2,047 para R$ 2,034. Em relação ao valor praticado há três semanas também houve queda, de 1,17%.
   Gasolina O preço da gasolina também caiu em 14 estados e no Distrito Federal na última semana. Por outro lado, subiu em outros dez estados e ficou estável em dois. Houve queda de 0,25% no preço médio nacional na semana terminada no último dia 21, frente à semana anterior, e queda de 0,44% na comparação com o preço praticado há três semanas. O valor do litro do derivado de petróleo está cotado, em média, a R$ 2,742.
   Altas e baixas Pelos dados da agência, o maior preço do etanol, dentre as localidades pesquisadas, está em Roraima (R$ 2,516). No estado houve queda de 0,20% no valor do litro do combustível na última semana, em relação à semana anterior. Já o menor valor foi verificado em São Paulo que, junto com Goiás, são os dois estados onde o combustível está custando menos de R$ 2 (R$ 1,887).
   Com relação à gasolina, o maior preço foi encontrado no Acre: R$ 3,124. No estado, o preço do combustível subiu 0,10% entre uma semana e outra. O menor valor do combustível foi verificado no Piauí, onde abastecer com o derivado de petróleo saiu por R$ 2,570. 

Seus funcionários estão motivados?


Procura conhecer o estado das tuas ovelhas e cuida dos teus rebanhos, porque as riquezas não duram para sempre, nem a coroa, de geração em geração. (Prov.27:23,24)

Como o pastor depende da qualidade de suas ovelhas para seu sustento, o empresário depende dos funcionários para oferecer bons serviços aos clientes, trabalhar com honestidade e zelar pelo patrimônio. Se estiverem insatisfeitos, como servirão os clientes?
Observe o grau de motivação de seus funcionários. Seus funcionários demonstram uma atitude positiva para com você e uns para com os outros? Cumprimentam os clientes com simpatia e cordialidade? Fazem o possível para realizar o trabalho com máxima qualidade? Seus clientes sentem que estão sendo bem servidos? A passividade pode ser mortal, especialmente quando os negócios vão bem.
Não fique tempo demais dentro do escritório. Saia.
Dê uma volta pelos escritórios, pela loja, pelo galpão ou pela fabrica. Verifique como estão seus funcionários. Dê o exemplo, demonstrando uma atitude positiva. Comente as atividades que eles executam e elogie-os quando fizerem um bom trabalho. Funcionários que se sentem valorizados reagem dando o melhor de si.
Funcionários felizes geram clientes satisfeitos e consumidores satisfeitos geram crescimento e lucro para empresa.

O coração alegre aformoseia o rosto, mas com a tristeza do coração o espírito se abate. (Prov. 15:13)

Steve Marr