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Redução de tarifa energética beneficia pequenos negócios

Proprietários de micro e pequenas empresas – aquelas que faturam até R$ 3,6 milhões por ano – ouvidos pelo Sebrae em Goiás se mostraram satisfeitos com a redução das tarifas nas contas de energia elétrica. A medida do governo federal, que começou a vigorar no dia 24, poderá diminuir as contas de energia em até 32% para os empreendimentos.
Para o sócio-proprietário da Grafsafra, Eduardo Chaves, o desconto vai incentivar os empreendedores a ampliar cada vez mais o negócio. “Meus gastos com energia são elevados, chegando à média de R$ 2,5 mil por mês. Com as novas tarifas, economizarei cerca de R$ 800, ou seja, mais do que um salário mínimo mensalmente. Posso até contratar mais um funcionário para a gráfica.”

O presidente do Sebrae Nacional, Luiz Barretto, ressalta que "qualquer redução de custos é bem-vinda para incentivar o desenvolvimento dos negócios, ainda mais quando se trata de um item essencial, como energia elétrica”. Ele cita o caso das padarias - aproximadamente 63 mil estabelecimentos no país. "Estamos falando de uma economia anual de mais de R$ 1 bilhão somente nessa atividade.”

Para o proprietário da BrBlue Confecções, Cloves de Almeida, o impacto da redução da tarifa em sua empresa será menor, pois, segundo ele, os custos de mão de obra não se reduzirão. No entanto, o empreendedor acredita que a economia chegará ao fornecedor. “Nos últimos anos, está valendo a pena importar matéria-prima de fora do país. Porém, com o desconto na energia, o mercado nacional deve voltar a ser competitivo. Penso que, no segundo semestre, o consumidor já perceba os impactos positivos”.

Renato de Paiva, diretor-administrativo e financeiro do grupo Orlac Visão - formado por um laboratório, a rede de ópticas Orlex e a Orlac distribuidora de armações - o dinheiro que será economizado a partir da redução de custos com energia será reinvestido na empresa, na forma de treinamento para a equipe. “A capacitação de nossos funcionários é de extrema importância. Nesse ano de 2013, vamos ampliar nossas atividades, com mais palestras, cursos e oficinas.”

Fonte: Portal Exame

4 palavras que favorecem ideias inovadoras

Inovar requer conhecimento, experiência, diálogo, sensibilidade, inspiração. Enquanto o mundo tende a pensar o novo como as super invenções feitas em laboratórios de tecnologia, a grande inovação será aquela que virá de dentro, na redescoberta do ser humano e das suas verdades ocultas.
Por isso, aí vão quatro verbos que não podem faltar no nosso dia a dia da Mandalah, e que indico a todos os empreendedores que desejam inovar:

1. Viajar
Seja para o bairro vizinho, seja para um continente do outro lado do mundo, não importa. Ao viajarmos, expomos nosso olhar ao que é diferente, inédito, enriquecendo o nosso repertório e criando uma base fértil para novas ideias.

2. Ler
A internet é uma escola infinita e sem paredes. Temos acesso rápido e gratuito a textos de todas as áreas do conhecimento, o que, sem dúvida, é alimento para a inovação. Mas é sempre importante deixar o filtro ligado. Além disso, é sempre bom ter um tempo para mergulhar nos bons e velhos livros.

3. Ouvir
As pessoas têm ouvido pouco. Tem muita gente falando coisas importantes por aí, no dia a dia; do taxista ao palestrante, existe sempre um aprendizado. Vamos parar e ouvir.

4. Sentir
Nada melhor que sentir e agir com base no sentimento. Vejo muitos corações anestesiados, as pessoas em piloto automático, reféns de um sistema cristalizado que está nos levando do nada a lugar nenhum. A inovação do futuro, consciente, humana e integradora, passará por mais sentimento.

Fonte: Portal Exame

3 razões para sua empresa não estar decolando

Não é raro encontrar empresas que possuem bons funcionários, bons clientes, boas receitas e nunca decolam, de fato. Talvez você esteja passando por isso nesse momento. Pode ser muito frustrante ver a concorrência crescendo vertiginosamente enquanto para a sua empresa as coisas sempre parecem mais difíceis, com melhoras gradativas a cada ano. Contudo, a parte surpreendente é que você pode ser o responsável por essa estagnação. Embora seja difícil admitir, os seus comportamentos podem estar comprometendo o desenvolvimento da companhia. Confira os três principais motivos que podem estar atrapalhando o crescimento da sua companhia e aprenda como lidar com eles. 


3 razões para sua empresa não estar decolando: 1. Você não separa as conquistas da empresa das suas próprias

Um dos aspectos mais fascinantes do sucesso de uma empresa é o sentimento de conquista pessoal que vem com ele. E para muitos empreendedores esses dois sentimentos são inseparáveis. Não há nada de errado com isso, esse comportamento é compreensível depois de tanto esforço para tornar seu negócio uma realidade. No entanto, ele acaba se tornando uma barreira, pois você coloca as suas necessidades acima das da empresa. Procure se distanciar um pouco dessa crença. Lembre-se que as conquistas pessoais também podem vir de outros lados, como a família e até mesmo um relacionamento. 

3 razões para sua empresa não estar decolando: 2. Você atropela sistemas e processos

Líderes visionários alcançam o crescimento inicial confiando em seus instintos e improvisando em algumas situações. Novamente, isso não é um erro. No entanto, depois de estabelecida a empresa, contar com as improvisações pode ser um risco. Lembre-se de que uma organização deve seguir uma base de sistemas e processos de maneira consciente. Esse tipo de recurso não existe sem motivo, eles são capazes de garantir segurança à sua companhia. Procure fazer com que ambas as culturas coexistam na sua empresa. Não deixe de lado as suas práticas inovadoras, mas cuide para que elas não atravessem nenhum sistema/processo fundamental de funcionamento. 

3 razões para sua empresa não estar decolando: 3. Você está sendo sabotado 

Para alguns líderes, o problema em fazer a empresa decolar é que a cada tentativa alguma coisa sabota o esforço. Talvez seja um grande cliente, que quer determinar a sua rotina e acaba por atrapalhar sua organização operacional; talvez sejam os seus funcionários, que insistem em trabalhar segundo um método próprio, ignorando os procedimentos padrão. Isso não quer dizer que eles estejam fazendo de propósito, mas isso atrapalha o seu crescimento. Nesses casos, você deve se conscientizar de que o crescimento depende dos processos que aplica e decidir se vale a pena – ou não – alterar o funcionamento da empresa em nome de um cliente ou funcionário. Esse tipo de decisão deve ser bem analisada e só pode ser tomada por você.

Descubra os perigos da informalidade


Diante da percepção de que são altos os custos e de que há uma enorme burocracia envolvida na criação e manutenção formal de um empreendimento, a opção pela informalidade parece vantajosa ou mesmo a única alternativa de sobrevivência para um pequeno negócio. No entanto, uma análise cuidadosa das vantagens existentes na formalização derruba este mito.
Mais do que sofrer as consequências de uma fiscalização ou de uma ação trabalhista, o grande risco do empreendedor que vive na informalidade está na limitação de crescimento imposta por esta condição, por mais que se invista tempo, dedicação e empenho em fazer o negócio dar certo. "Quem está nesta situação não pode exercer a plenitude de sua atividade, de seu talento, e fica à margem de todo o processo de excelência de seu segmento", afirma Edson Lupatini Jr., secretário de comércio e serviços do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior).
"A informalidade faz com que haja receio de se expor, se apresentar, até mesmo de criar um site para falar de seu produto ou serviço e atrair mais clientes", observa o professor Alexandre Nabil, do Núcleo de Inovação e Tecnologia da Universidade Mackenzie, mostrando o contrassenso que a condição traz, já que o sucesso de um empreendimento está diretamente relacionado ao quanto ele é conhecido por seu público-alvo. Por isso, Nabil lembra que a formalização permite estar aberto a oportunidades, encontrar parceiros comerciais, participar de cadeias de valor, ser fornecedor para grandes empresas e órgãos públicos, exportar, enfim, estar presente de forma ativa no mercado. E, principalmente, ter acesso a produtos financeiros importantes para impulsionar o desenvolvimento, como linhas de financiamento a custo bem mais acessível do que o crédito pessoal, capital de giro e a possibilidade de aceitar pagamento em cartões de crédito e débito.
Até mesmo a relação com os empregados é beneficiada, com a redução de conflitos e o aumento do comprometimento da equipe, facilitando o naturalmente delicado gerenciamento das pessoas. "O trabalhador que tem seus direitos respeitados estabelece cumplicidade com o empregador, o que se traduz em produtividade. Ele colabora com ideias, se preocupa em economizar recursos da empresa, há aumento na confiança entre as partes", avalia a coordenadora do Núcleo de Empreendedorismo e Desenvolvimento Empresarial do Mackenzie, Vânia Nassif.
Um aspecto particularmente importante é que não existe um caráter retroativo quando se opta pela legalização da atividade. Vânia conta que, ao realizar uma pesquisa acadêmica, descobriu que este era um dos maiores receios dos ambulantes que atuavam na Praça da Sé, no centro da cidade de São Paulo. "Eles tinham vivido muito tempo de maneira informal e tinham medo de serem cobrados pelos atrasados", lembra. "É importante saber que não há uma relação com o passado, que tudo começa exatamente no momento da formalização".
Outra concepção errada que leva à opção pela não regularização das atividades da empresa é a redução da margem de lucro. “Ele pensa que, se tiver de recolher tudo, estas taxas vão consumir boa parte dos ganhos e ele vai lucrar menos”, comenta a professora. Porém, os riscos de penalidade, como multa por fiscalização, fazem com que esta possível diferença não seja vantajosa. Enquanto as oportunidades trazidas pela formalização compensam seu custo pelo aumento da capacidade de negociação com fornecedores, o acesso a capital de giro, e o maior volume de negócios. Além disso, já existe tratamento diferenciado de recolhimento de imposto para as micro e pequenas empresas, o Simples, que reduziu e simplificou a carga tributária para este segmento, e já se pode contar com as facilidades da recém-criada figura do Empreendedor Individual.
Entre todas as vantagens da formalização, os três especialistas são unânimes em ressaltar o aumento da autoestima pela valorização social vivida pelo empreendedor que se formaliza, que passa a ter um reconhecimento da família e da comunidade onde atua e a exercer sua cidadania, trazendo benefícios para a sociedade como o todo. Sabendo estar aparado em termos previdenciários, sem o fantasma de passivos trabalhistas e fiscais, ele tem a segurança necessária para se planejar e enxergar as possibilidades de crescimento.
Rumo à formalização
Uma grande marcha rumo à formalização está em curso no Brasil com a instituição, em junho do ano passado, da figura do Empreendedor Individual. Voltado para quem tem renda bruta anual de até R$ 36 mil, o programa enquadra 430 atividades, como as de artesão, manicure, pedreiro, borracheiro, costureira, encanador, eletricista, jardineiro, pintor, pipoqueiro, entre outras. Até o dia 12 de março o programa já contabilizava 142 mil adesões. "Acredito que até o final do ano chegaremos a um milhão de empreendedores individuais", aposta o secretário de comércio e serviços do MDIC, Edson Lupatini Jr., confiante nas alterações adotadas que, desde o dia 8 de fevereiro, resultaram em uma versão ainda mais simplificada do processo de formalização, agora feito totalmente pela internet por meio do site www.portaldoempreendedor.gov.br
Nessa modalidade, o custo para formalização é zero, assim como a emissão de alvará ou licença de funcionamento junto à Prefeitura e o registro na Junta Comercial. O empreendedor passa a ter um CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica) e o NIRE (Número de Inscrição no Registro de Empresas) e pode emitir notas fiscais (optativo para quando o cliente for pessoa física e obrigatório quando for pessoa jurídica). E além de todas as vantagens de um negócio formal, passa a ter cobertura previdenciária para ele e sua família.
Também pode registrar um empregado, com baixo custo. Para tanto, contribui para a Previdência e recolhe FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) pagando, respectivamente, 3% e 8% do salário mínimo por mês, o que atualmente equivale a R$ 56,10. O empregado, por sua vez, contribui com 8% do seu salário para a Previdência.
A partir da formalização, o empreendedor individual não deve nada ao Governo Federal e desembolsa apenas valores simbólicos para o Município: R$ 5 fixos a título de ISS (Imposto Sobre Serviços), se a atividade for comércio ou indústria; e para o Estado: R$ 1 fixo por conta do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), se for prestação de serviço. Já o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) corresponde a 11% do salário mínimo, ou R$ 56,10.
Em busca da ética concorrencial
O Brasil vem experimentado ações visando a melhora da relação entre governos e atividades empresariais, com iniciativas como o Empreendedor Individual e o Simples. No entanto, há ainda outros caminhos a serem trilhados em busca de uma real cultura de fomento do empreendedorismo e de um mercado onde a concorrência é justa por que todos atuam nas mesmas condições.
"Na área trabalhista ainda há resistência contra a realidade. É fato que as grandes empresas não têm problemas em seguir a legislação, indo até além nos benefícios concedidos a funcionários, mas os encargos são quase inviáveis para as pequenas. Já passamos da hora de discutir a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), é fundamental uma reforma trabalhista", constata o presidente do Etco (Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial), André Franco Montoro Filho, ressaltando que "enquanto a Lei for Lei, primeiro tem de respeitar. E aí, sim, se somos contra, vamos brigar, nos unir. As pessoas acabam não se mobilizando contra isso. É o momento de tomar consciência, cumprir e reclamar. Esta passividade sendo uma desculpa para não cumprir a legislação", constata.
Para Lupatini, os empreendedores têm função importante, que é levantar discussões e exigir as mudanças necessárias. "O empreendedor precisa entender que ele é o País, é preciso que ele se mostre, que se insira neste contexto e passe a atuar junto ao Governo na busca das soluções", conclama.
Montoro acredita que o efeito cascata dos bons exemplos irá alterar a realidade empresarial. "Leva tempo, porém tomemos como exemplo o que ocorreu na questão ambiental. A tomada de consciência foi um processo gradual e hoje já é uma realidade. Isso pode ocorrer também com a ética concorrencial, e essa postura ética cabe a cada cidadão. Nós temos a certeza de que as transformações são produzidas pela atitude individual", argumenta Montoro.

Os 5 principais erros das startups brasileiras

Alguns erros das startups são específicos de cada país. No Brasil, há cinco equívocos muito comuns que não costumamos ver com tanta frequência em outros lugares, como nos Estados Unidos.
1. Apenas uma Ideia genial
Um erro que chama atenção é quando o empreendedor de uma startup brasileira inicia seu negócio pela ideia genial, só levado por um momento de entusiasmo e não por identificar uma oportunidade. É importante verificar o mercado, para que o negócio surja conforme a demanda.

2. Ser pioneiro - a qualquer custo
Os brasileiros acreditam que ter um modelo de negócio pioneiro irá garantir o sucesso imediato. Errado. Lançar algo que já existe pode ajudar a não cometer falhas de um iniciante e dá a chance de aprimorar o produto mais rápido.

3. Não estudar o mercado
As startups estrangeiras têm como modelo o estudo profundo do mercado, a demanda atual, a organização de ideias e o foco no negócio que irão investir, tendo assim uma grande chance de obter o sucesso. No Brasil, a ansiedade por lançar-se logo no mercado abre uma brecha para startups improvisadas.

4. A visão do fracasso
No Vale do Silício, as pessoas aceitam o risco. O fracasso é visto como uma coisa importante. O investidor, caso tenha de escolher entre duas boas ideias, provavelmente preferirá aquela cujo dono já se arriscou antes, mesmo que tenha fracassado. Por aqui, assumir o risco que um fracasso pode gerar ainda provoca medo, o que pode resultar em startups pouco ousadas.

5. O dilema do controle financeiro
Pouca dedicação e dificuldade em entender o fluxo de caixa são problemas graves, que levam o empresário a fazer isso de maneira errada ou muito amadora. Entender os números assim como o complexo sistema tributário do país torna-se essencial para atrair bons investidores.

Fonte: Portal Exame

Pequenos negócios geram mais de 90 mil novos empregos

As micro e pequenas empresas brasileiras foram as grandes responsáveis pelo saldo positivo na geração de empregos no mês de novembro de 2012, segundo estudo do Sebrae elaborado com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Ao contrário das médias e grandes empresas que cortaram 44.855 vagas, os pequenos negócios geraram 90.950 novos postos de trabalho. No acumulado dos últimos 12 meses, os pequenos negócios permitiram um saldo líquido de 1,36 mil contratações no país, o que representa uma expansão de 3,57% do contingente de trabalhadores devidamente registrados.
O crescimento do poder de consumo da classe média é um dos fatores que tem gerado uma maior demanda junto às micro e pequenas empresas. É uma realidade, por exemplo, a maior presença de homens e mulheres em salões de beleza que se instalam em seus bairros, nos shoppings e outros centros comerciais. O presidente do Sebrae, Luiz Barretto, ressalta no entanto que “é importante considerar ainda a mudança do perfil do empreendedor brasileiro: antes ele abria um negócio próprio por necessidade, por não encontrar um emprego. Hoje, a cada três pessoas que iniciam um empreendimento, duas o fazem por uma oportunidade de negócio. Isso muda completamente a característica do empreendedorismo no país e reflete diretamente na qualidade da gestão empresarial, permitindo a entrada desses empreendedores nos mais diversos setores econômicos”.

Dentre os pequenos negócios, o setor que mais criou empregos foi o de comércio, crescimento que pode ser atribuído à proximidade das festas de final de ano, que sempre aquecem a economia. Em segundo lugar ficou o setor de serviços, vagas oriundas da elevação do emprego em todos os seus ramos. Na indústria de transformação os ramos que registraram saldo positivo foram o da indústria de material de transportes e o da indústria mecânica.

No recorte geográfico, houve aumento do emprego em três das cinco grandes regiões brasileiras, destacando-se as regiões Sul, Sudeste e Nordeste. Na análise da geração de empregos por unidades da Federação, destaque para as contratações registradas nos estados de Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Santa Catarina, São Paulo e Paraná.

Com os resultados de novembro, os micro e pequenos empreendimentos caminham para fechar o ano com um impacto na geração de empregos bem superior às médias e grandes empresas. Foram 11 meses de resultados positivos, alcançando uma média mensal que ultrapassa a casa de cem mil novos postos de trabalho. Desde o início de 2012, as empresas com até 99 funcionários criaram mais de 1,13 milhões de empregos, enquanto que as médias e grandes empresas foram responsáveis pela geração de pouco mais de 286 mil postos de trabalho.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

Redes sociais têm potencial de geração de negócios


Dentre os benefícios para empresas que investem em mídias sociais está constatar crescimento de até 18% nas receitas de um ano para outro. Por outro lado, àquelas que não ligam para esse tipo de abordagem ao consumidor está reservado o risco de ver o faturamento despencar em até 6%. Os dados são de pesquisa realizada pelo Altimer Group e Wetpaint para a revista Business Week com as cem empresas mais valiosas do mundo.
Embora a pesquisa fale apenas de empresas de grande porte, as menores também têm oportunidade de se beneficiar do relacionamento online, conforme acredita o professor de marketing digital da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), Pedro Waengertner. Segundo conta, micro, pequenas e médias empresas têm atuado com sucesso na internet, principalmente para divulgar produtos e serviços, estudar a concorrência e explorar novos mercados.
Além disso, ele afirma que, a essa altura, o debate deve extrapolar o âmbito da participação ou não e voltar-se à postura que o empresário vai adotar. "As pessoas já estão falando da sua empresa e da sua marca. A questão é se você será proativo ou reativo com relação a isso", alerta ele. A opinião é partilhada por Joe Yaqub Khzouz, diretor comercial da Construtora BKO. "Não vejo como uma empresa pode pensar em crescer e estar inserida no mercado atual sem estar inserida nas redes sociais". Ele afirma que a atuação online tem ajudado a construtora principalmente com o fortalecimento da imagem.
Já a obtenção de resultados positivos, explica Waengertner, ocorre a longo prazo. Por isso, acredita, é mais do que hora das empresas começarem a atuar com a cautela e o planejamento necessários.
Uma das premissas da atuação em comunidades virtuais é que não há regras previamente estabelecidas ou fórmulas que são a garantia do sucesso. É preciso, no entanto, considerar, o tempo todo, que a internet é apenas um meio pelo qual pessoas se relacionam. Entender que há uma pessoa do outro lado é fundamental para começar a atuar, pois, da mesma forma que ocorre fisicamente, os potenciais consumidores virtuais também não se sentem confortáveis em lidar com alguém que só quer se relacionar com ele para vender e obter lucros.
A constatação é do empresário Ricardo Kozesinski, proprietário da Rika ComicShop, que tem forte atuação em redes sociais. "As pessoas estarão mais dispostas a te ouvir, pois foram elas que escolheram acessar seu perfil. Mas, antes disso, você tem que dar um jeito de ser elegante o suficiente a ponto de ser aceito", recomenda. Além disso, ele salienta que as redes sociais são canais complementares e não substitutos às demais possibilidades.
Até mesmo porque, restringir a atuação apenas à oferta de produtos pode levar o empresário a entrar na guerra de preços. O alerta é do professor Alberto Medeiros, que leciona na disciplina de e-business da Universidade Presbiteriana Mackenzie. "Começa a ficar complicado, pois é difícil bater de frente com os grandes varejistas quando o assunto é preço", diz. Sem contar que, complementa, por meio das mídias sociais é possível fazer marketing - e não apenas promoções - com custo menor que o de mídias convencionais.
Acertando o tom
Nas redes sociais, assim como em estabelecimentos físicos, os empresários precisam pensar em estratégias para atrair e também para reter os consumidores. E, nessa missão, o primeiro passo é, simplesmente, participar, e o mais rápido possível. "Não conheço ninguém que ofereça nenhum tipo de capacitação formal para atuar em redes sociais. Então, tem que entrar no jogo para começar e entender a coisa como negócio", sugere Medeiros, para quem empresas de todos os portes, sem exceção, ainda estão descobrindo quais são os mecanismos dessas mídias.
A recomendação, portanto, é observar o comportamento e a linguagem utilizada pelos usuários das diversas redes existentes. Somente assim é possível detectar qual é o canal mais adequado ao seu tipo de negócio, pois cada comunidade tem um perfil específico de usuário.
Conforme a experiência de Kozesinski, o Twitter tem ganhado força para ações promocionais e para informar lançamentos. Já o Facebook permite a inserção de vídeos relacionados ao negócio, a divulgação de conteúdo de interesse, como reportagens, textos e opiniões de outros consumidores.
A partir disso, é preciso desenvolver o conteúdo e divulgá-lo aos clientes já cadastrados no mailing da empresa, informando-os de que, agora, a atuação é também virtual. Nessa etapa, é preciso ter cuidado para que a comunicação da empresa não seja confundida com spam. Para Medeiros, o mais importante é deixar claro para quem recebe qual a proposta do e-mail.
É agravante ao início da operação o fato de que pequenos negócios, quando vão para a internet, têm que superar a falta de credibilidade que lhes é atribuída de forma quase imediata. Isso porque, conforme explica Kozesinski, ninguém conhece essas empresas. "O problema é menor quando já se é conhecido como loja física porque já construiu, de alguma forma, a marca, e as pessoas têm a quem recorrer caso precisem", pondera.
A operação efetiva da comunicação depende da estratégia delineada. Mesmo assim, os ajustes vêm com o tempo, acredita Waengertner. "Depende um pouco de sensibilidade, de tentativa e erro e, por vezes, de aporte de conhecimento externo", diz em referência à contratação de agência especializada em conteúdo digital. É tudo questão de acertar o foco, conforme opina Medeiros. Para ele, quando o empresário consegue acertar em cheio a expectativa do usuário, o retorno tem potencial para superar qualquer prognóstico feito.
No primeiro momento, a intenção da BKO é apenas a de fazer o usuário ficar o máximo de tempo possível nas páginas da empresa na internet. A finalidade é intensificar a aproximação com clientes já consolidados e com aqueles em potencial.
Geração de conteúdo
Kozesinski é taxativo ao afirmar que as redes sociais são canais eficientes para a efetivação de vendas também e não somente para estreitar relacionamento. Como argumento ele cita uma experiência que fez. "Fiz promoção de determinada linha de revistas apenas no Twitter, que foi replicada também no Facebook, e, nas primeiras 24 horas tive um retorno impressionante. Aí você vê que blogueiros republicam o conteúdo e sites especializados repassam as mensagens. Isso ganha uma dimensão enorme e causa impacto nas vendas", assegura. Mesmo a BKO, que segundo Khzouz está em fase experimental, também já obteve resultados. Vendeu uma unidade de apartamento por meio do Formspring, que foi o canal para o primeiro contato com o cliente.
Os dois exemplos são resultado de atuação em canais variados, sempre associada à geração de conteúdo voltado aos interesses dos clientes. Para tanto, Kozesinski recomenda dedicar um funcionário à pesquisa e criação do material a ser divulgado. "Tem que gerar conteúdo, o que demanda leitura e pesquisa. Não é só copiar link. Então, há alguns custos, mas, ainda assim mais baixos que o de qualquer mídia convencional", afirma.
Ainda que seja o próprio dono do negócio quem execute as ações, é preciso considerar quantas horas são gastas no processo e quanto elas representam no pro labore do empresário. Além disso, há o custo de oportunidade, que é o de deixar de fazer outros investimentos.
Ao entender que se trata de um investimento - e que há retorno sobre o montante disponibilizado - a BKO tem sentido necessidade de medir os efetiso das ações. "Acreditamos estar perdendo oportunidades por não saber quantas pessoas entraram, quantas viram, quem gostou, quem não gostou", revela Khzouz. A aposta dele é que as redes sociais podem dar ainda mais retorno do que estão dando atualmente.