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Raízen vê alta de 30% no custo para transportar etanol


"O etanol é mais dependente da logística de 'rodas' do que a gasolina que tem uma logística de dutos e de (navegação de) cabotagem... O etanol ainda depende muito de caminhão.”

A Raízen, maior produtora individual de açúcar e etanol de cana do mundo, estima que os entraves logístico vistos neste ano poderão elevar os custos de transporte do biocombustível em cerca de 30 por cento, disse um vice-presidente para o segmento nesta quarta-feira.
"O custo é visível que aumenta... O custo para encarar a deficiência (logística), na média, cresce 30 por cento, se não mais, com a falta de caminhão, a estadia por espera, frete mais caro", disse à Reuters o vice-presidente da Raízen para Logística, Distribuição e Trading, Leonardo Gadotti.
Ele explicou que o setor trabalha com custos logísticos crescentes, em função dos problemas na infraestrutura, associada a novas legislações, como a lei federal com restrições ao número de horas que os caminhoneiros podem trabalhar.
A Raízen, joint venture entre a Shell e a Cosan, já iniciou a moagem de cana em 2013/14 e estima um aumento de cerca de 10 por cento na produção de etanol na atual temporada, podendo atingir 2,2 bilhões de litros, alta de 10 por cento sobre o ciclo anterior.
Oficialmente, a safra 2013/14 do centro-sul começa em meados de abril.
A empresa investiu nas últimas duas safras cerca de 600 milhões de reais em infraestutura logística, com a construção de novos terminais e adequação dos já existentes, com vistas à redução dos custos para escoar o biocombustível. E mantém avaliações para novos investimentos.
Mas o executivo ponderou que estes estudos contemplam um horizonte de longo prazo, uma vez que obras de infraestrutura levam no mínimo dois anos para começarem a ser implantadas, em face do período necessário para a emissão de licenças.
Atualmente, além das 24 usinas, a Raízen conta com 57 pontos de suprimento, usados para transferir o biocombustível para os caminhões que depois seguem para o porto de Santos, principal via de escoamento do produto para o exterior, por onde saem 90 por cento das exportações de etanol.
"O etanol é mais dependente da logística de 'rodas' do que a gasolina que tem uma logística de dutos e de (navegação de) cabotagem... O etanol ainda depende muito de caminhão", disse.
DISPUTA
Esta dependência ficará mais evidente em um ano como este em que as estimativas apontam safra recorde de soja no Brasil, de mais de 80 milhões de toneladas, competindo por espaço no porto de Santos.
"São aquelas filas gigantes (de caminhões) que a gente vê na entrada do porto de Santos... Ele é disputado entre várias commodities e o custo disso acaba batendo em preço, eficiência, perda de competitividade", acrescentou.
A Raízen movimenta em média 7 bilhões de litros de etanol por ano, considerando a produção própria e o que passa pela mesa de comercialização.
A trading Raízen, que comercializa a produção própria e a de produtores independentes, exporta em média cerca de 1 bilhão de litros por ano. E o crescimento esperado nos embarques também é de 10 por cento, em linha com as estimativas do mercado.
As exportações de etanol do Brasil superaram 3 bilhões de litros no atual ano-safra, seguindo sobretudo para os Estados Unidos, e devem subir para pouco mais de 3,5 bilhões de litros na próxima temporada, crescendo na proporção da produção, ressaltou o executivo.
O executivo avalia que as vendas devem seguir firmes para o mercado norte-americano também neste ano, mesmo com a perspectiva de uma grande safra de milho --matéria-prima para a produção de etanol naquele país.
Com a obrigatoridade de combustíveis renováveis na matriz dos Estados Unidos, o país acrescentará 13,8 bilhões de galões de etanol de milho à gasolina em 2013, segundo o executivo.
Além disso, também serão necessários mais cerca de 1 bilhão de galões de combustíveis avançados, incluindo etanol de cana e o biodiesel, para cumprir o mandato norte-americano.
"A expectativa é que tem espaço para o etanol de cana no mercado norte-americano, porque o mandato que foi fixado dá para contemplar toda a produção de etanol de milho mais a de etanol de cana e biodiesel", afirmou.

Fabíola Gomes

Petrobras inicia produção em Sapinhoá Norte

Redação - 18/02/2013 
A Petrobras iniciou a operação, na última terça-feira (12), do navio-plataforma Cidade de São Vicente, dando início ao Sistema de Produção Antecipada (SPA) de Sapinhoá Norte, pelo poço exploratório 3-BRSA-788-SPS (3-SPS-69), localizado no bloco BM-S-9, no pré-sal da Bacia de Santos.

A produção será de cerca de 15 mil barris de óleo por dia, devido à limitação de aproveitamento de gás e se estenderá por um prazo máximo de seis meses. A plataforma está ancorada em profundidade d´água de 2.140 metros, a 310 km da costa e o óleo produzido, de média densidade (30º API) e de elevada qualidade, será escoado por meio de navios aliviadores.

O Plano de Desenvolvimento do campo de Sapinhoá prevê dois sistemas definitivos compostos pelos navios-plataforma (FPSOs) Cidade de São Paulo, já em produção desde o dia 5 de janeiro e o Cidade de Ilhabela, cujo casco encontra-se na China e os módulos da planta de produção estão em construção no Brasil. Essa plataforma, com capacidade de produção de 150 mil barris por dia de óleo e 6 milhões de m3/dia de gás, tem início de operação previsto para o segundo semestre de 2014.

O campo de Sapinhoá é um dos maiores campos de petróleo do Brasil, com volume recuperável total estimado em 2,1 bilhões de barris de óleo equivalente (boe) e entrou em produção comercial 4 anos e meio após a sua descoberta, ocorrida em julho de 2008.

O bloco BM-S-9 é operado pela Petrobras (45%), em parceria com a BG E&P Brasil Ltda (30%) e a Repsol Sinopec Brasil S.A. (25%).

LLX assina contrato com ASCO para prestação de serviços

Redação - 18/02/2013 
A LLX e ASCO Brasil Participações Ltda., prestadora de serviços para o setor de óleo e gás, assinaram um contrato de serviços de logística para empresas de exploração e produção de petróleo e seus fornecedores no Superporto do Açu, em construção em São João da Barra (RJ).

“A assinatura deste contrato com a ASCO, uma empresa de classe mundial no segmento de serviços para a indústria de O&G, agrega competência logística à infraestrutura disponibilizada pela LLX, além de fortalecer a posição do Superporto do Açu como o hub brasileiro para o setor e como excelente alternativa para a instalação de empresas que operam no Brasil”, declarou Marcus Berto, diretor presidente da LLX.

Com a associação, o Superporto do Açu passará a ofertar soluções logísticas completas e integradas de padrão internacional, com tecnologias avançadas, atendendo aos mais exigentes requisitos de eficiência, segurança e proteção ambiental da indústria de óleo e gás. A previsão é que sejam gerados 1,4 mil empregos na prestação de serviços de logística.

“Esta associação é uma grande oportunidade para ASCO. Eu acredito que o Superporto do Açu se tornará nos próximos anos o mais importante hub brasileiro para a indústria de óleo e gás. Este é um dos mais excitantes projetos que já participamos, além de ser uma grande oportunidade para o desenvolver nossa plataforma global de negócios”, disse Derek Smith, diretor presidente da ASCO.

“Esta parceria visa oferecer uma solução logística sem igual no Brasil com padrão de excelência mundial requerido pelo setor”, disse Eduardo Valle, diretor presidente do ASCO no Brasil.

Especialistas alemães e brasileiros analisam realidade logística brasileira

Redação - 18/02/2013 

Diversos segmentos da logística nacional serão analisados por especialistas da Alemanha e do Brasil no próximo mês de abril, durante a 4ª Conferência de Logística Brasil-Alemanha, evento que apresentará cases e soluções que podem aprimorar a distribuição entre os vários modais de transporte de carga no país. O encontro acontece pela primeira vez em São Paulo, durante a 19ª Intermodal South America Feira Internacional de Logística, Transporte de Cargas e Comércio Exterior, de 02 a 04 de abril, no Transamerica Expo Center.

A conferência é uma parceria da Associação Alemã de Empresas de Logística (BVL) e da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha do Rio de Janeiro. Dados recentes de pesquisa realizada entre os associados da câmara apontam que, pelo menos 60% das empresas possuem projetos concretos de investimento em vários setores do mercado brasileiro. O Brasil é visto com grande interesse por sua ebulição econômica e pelos inúmeros projetos de infraestrutura em curso. Aos olhos das empresas alemãs, o país tem-se posicionado como um polo concentrador de investimentos e como um mercado em busca de soluções logísticas, segmento no qual as empresas alemãs são reconhecidas por sua expertise.

Cases

Durante o evento, palestrantes de grandes empresas dos dois países e especialistas da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha destacarão cases de sucesso e apontarão as melhores práticas em logística para que executivos do setor possam reduzir seus custos de logística e melhorar a eficiência na entrega de produtos.

Com público estimado em 200 participantes, a conferência gerará ainda mais oportunidades na 19ª Intermodal South America. ?A discussão em torno das soluções que possam aperfeiçoar os fluxos logísticos assume uma posição estratégica nos negócios tanto para os operadores logísticos, quanto às indústrias brasileiras que têm como objetivo a busca contínua para melhores resultados. É mais uma oportunidade gerada na feira para alavancar a produtividade das empresas do setor?, destaca o gerente da Intermodal, Michael Fine.

Cristiane Forli, gerente de comunicação e mídia da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha, diz que a decisão em realizar o evento durante a Intermodal South America foi estratégica. "?Espero que esse evento na Intermodal sirva para o uma maior integração logística entre o continente europeu e o Mercosul?", diz.

Como nos anos anteriores, a Intermodal South America conta com empresas de todas as partes do mundo. Nesta edição a Alemanha organizou-se e traz para a feira 17 empresas do setor portuário e de logística em geral. Entre elas, Bremenports, Hansa Heavy Lift Gmbh, Munich Airport International, Logistics Alliance Germany C/C Lnc Gmbh, Buss Port Logistics Gmbh & Co.Kg, Emder, Port Of Emden, Ernst Frankenbach Gmbh, Hartmann International Gmbh & Co. Kg, Hj Schryver & Co, Intern. Spedition, J. Müller Aktiengesellschaft, Qcs-Quick Cargo Service Gmbh, Seaports Niedersachsen, Swan Container Line Gmbh&Co.Kg, TCI International Logistics Gmbh e TCO Transcargo Gmbh.

Segunda carregadeira de navios do Superporto Sudeste chega ao RJ

Redação - 18/02/2013 

A MMX, mineradora do grupo EBX, recebeu na última quinta-feira (14), a segunda carregadeira de navios do Superporto Sudeste. A primeira carregadeira do terminal portuário chegou a Itaguaí (RJ) no início de fevereiro. Fabricados na China, os dois equipamentos viajaram 20 mil quilômetros de Xangai até o Brasil e já foram descarregados no terminal portuário. 

Com capacidade para movimentar até 12 mil toneladas de minério de ferro por hora cada, as máquinas são as de maior porte da categoria no Brasil. Cada carregadeira mede cerca de 50 metros de altura e pesa quase duas mil toneladas. A MMX investiu mais de R$ 40 milhões na compra dessas máquinas.

Após o desembarque da segunda máquina, serão iniciadas as conexões mecânica e elétrica. Os equipamentos, que vieram montados da China, são instalados sobre trilhos no píer do Superporto Sudeste e cada um deles poderá se deslocar numa distância de até 590 metros, o que permite operar nos dois berços. O minério de ferro que será embarcado no Superporto Sudeste chegará até as carregadeiras de navios por meio de um sistema de correias transportadoras, que também já estão em fase de montagem.

Após a instalação das carregadeiras e das correias transportadoras, será iniciada a fase de testes de pré-operação. O Superporto Sudeste começará a operar ainda neste ano. As duas carregadeiras de navios serão usadas na primeira fase de operação, quando o Superporto Sudeste poderá exportar até 50 milhões de toneladas de minério de ferro por ano. 

Rodadas de licitação para empresas de pequeno e médio porte serão anuais

Agência Brasil - 18/02/2013 

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) fará rodadas de licitações anuais específicas para exploração e produção de petróleo por empresas de pequeno e médio porte por determinação de política estabelecida pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). Ainda sem data para ocorrer, será a primeira vez que a ação se destinará a esse público separadamente.

O objetivo da medida - publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (18) - é aumentar a participação de empresas de pequeno e médio porte nas atividades de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo e gás natural.

Caberá à ANP estabelecer os critérios para escolher quais empresas serão incluídas. As licitações deverão ser em blocos em bacias maduras e de áreas inativas com acumulações marginais.

Serão excluídos, das áreas a serem ofertadas, os blocos com potencial de recursos não convencionais, ou seja, áreas com viabilidade de produção de óleo e gás de xisto. A viabilidade ambiental será atestada pela ANP e pelo órgão competente.

Petrobras confirma vazamento na Bacia de Campos

Redação/ Agência - 18/02/2013 

A Petrobras confirma que houve um vazamento de óleo próximo à Plataforma de Pampo, na Bacia de Campos, a 113 Km da costa do Rio de Janeiro. De acordo com a petroleira, a produção foi suspensa para verificação e retomada nesta segunda-feira (18). O Sindicato dos Petroleiros do Norte-Fluminense (Sindipetro-NF) havia denunciado o vazamento no domingo (17).

O derramamento foi identificado por petroleiros que estavam na plataforma no último sábado (16) e foi confirmado ao sindicato pela Gerência de Segurança e Meio Ambiente e Saúde da Petrobras. O Sindipetro-NF diz que a estatal classificou o vazamento como de "pequena proporções", estimado em 30 litros no sábado e outros 10 litros no domingo, mas determinou uma parada para avaliar a abrangência da mancha de óleo ontem.

Todo vazamento em plataformas, quando considerado relevante, deve ser notificado para órgãos de controle ambiental. As empresas têm 30 dias para apresentar um relato completo, porém, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) informa que não recebeu a notificação da área técnica no Rio.


Leia a nota da petroleira:

"A Petrobras informa que foi detectada mancha de óleo próxima à Plataforma de Pampo, na Bacia de Campos, a 113 Km da costa do Rio de Janeiro, cujo volume estimado de óleo foi de 30 litros no sábado, dia 16 de fevereiro e de outros 10 litros no domingo, dia 17.

Conforme padrão operacional para esse tipo de ocorrência, a Petrobras deslocou embarcações especializadas em combate à poluição e em inspeção submarina, além de aeronaves para sobrevoar o local. Acionou, também, o Plano de Emergência Individual de Pampo e o Plano de Emergência para vazamento de óleo da Bacia de Campos. Como medida de precaução, a companhia interrompeu temporariamente a produção da Plataforma de Pampo. A mancha de óleo foi dispersada mecanicamente pelas embarcações especializadas, sem a necessidade de qualquer outro método de combate à poluição.

Hoje, dia 18, não foi observada mais nenhuma mancha de óleo no mar e a produção da Plataforma de Pampo foi restabelecida. A causa do vazamento está sendo analisada e as autoridades competentes foram comunicadas."