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Consumidores não querem ajuda da tecnologia para comprar

Toda novidade atrai, é verdade, mas a maioria delas não está funcionando, segundo um estudo da GPShopper e da YouGov











As lojas estão gastando bastante tempo e dinheiro para testar novas tecnologias sofisticadas, como espelhos sensíveis ao toque em provadores e assistentes-robôs nas prateleiras para tentar fazer os consumidores comprarem mais.
Os clientes não poderiam se importar menos com isso. A loja de materiais de construção Lowe’s Cos. tem uma “sala holográfica” que permite que os clientes projetem cômodos usando óculos de realidade virtual.

A Nordstrom tem um chatbot, o substituto automatizado do atendente humano, pensado para oferecer aos compradores (tanto on-line quanto na loja física) ideias de presentes durante as festas de fim de ano. A loja de roupas femininas Rebecca Minkoff tem paredes e espelhos futuristas com os quais é possível interagir — uma aposta para facilitar a experiência de compra. Toda novidade atrai, é verdade, mas a maioria delas não está funcionando, segundo um estudo da empresa de comércio móvel e análises GPShopper e da empresa de pesquisa de mercado YouGov.

Por exemplo, apenas 18 por cento dos mais de 1.000 consumidores consultados acham que os espelhos inteligentes vão melhorar a experiência de compra. Dentro de casa, assistentes virtuais como o Echo, da Amazon, e o Google Home também não estão exatamente revolucionando as compras. Apenas 21 por cento disseram que seus aparelhos tecnológicos melhoram o processo de compra em casa.

Existe uma desconexão entre as lojas e os consumidores em relação à tecnologia.
Maya Mikhailov, cofundadora da GPShopper, trabalha em ferramentas de comércio para lojas como Crate & Barrel, Lane Bryant e Foot Locker. Ela explicou que as lojas se empenham muito para oferecer o último e mais sofisticado aparelho, apostando neles como a grande sacada do momento, mas que as pessoas querem apenas comprar produtos o mais rápido e facilmente possível.

“Elas podem estar muito animadas”, disse Mikhailov sobre as lojas, “mas os consumidores não estão necessariamente tão animados quanto elas.” Em muitos casos, os consumidores nem sabem sequer que a tecnologia existe. A maioria está familiarizada com realidade virtual, mas poucas pessoas conhecem, por exemplo, realidade aumentada — a modificação de um ambiente do mundo real por meio de um aparelho digital — como a tecnologia da IKEA que permite prever como ficam os móveis em sua casa.

E poucos conhecem as chamadas “prateleiras inteligentes”, que podem verificar onde estão os produtos, precificá-los automaticamente e alertar os consumidores sobre sua localização.
A rede de mercados Kroger começou a testar uma versão delas em 2015 e as lojas em geral fazem experiências com a tecnologia desde o início dos anos 2000.

Pará não cobrará ICMS de consumidor que produzir energia com fontes renováveis

Consumidores que gerarem sua própria energia via fontes elétricas, solares ou biomassa serão isentos de impostos

Painéis solares no telhado da casa
O estado do Pará aderiu ao Convênio do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que isenta o pagamento de tributo estadual sobre o excedente de energia gerado por sistemas de micro ou minigeração distribuída, como a solar fotovoltaica, eólica ou biomassa. A adesão foi publicada na edição do dia 25 de agosto 2016 do Diário Oficial da União e ratificada em 27 de janeiro, no Decreto 1.687 publicado no Diário Oficial do Pará, assinado pelo Governador Simão Jatene. A ação foi coordenada entre as secretarias estaduais de Desenvolvimento Econômico (Sedeme) e da Fazenda (Sefa).
Nessa modalidade, quem instalar um sistema de painéis solares fotovoltaicos, por exemplo, não pagará o tributo de ICMS pela eletricidade devolvida para a rede das Centrais Elétricas do Pará (Celpa), somente pagando o tributo sobre a diferença a mais que a concessionária fornecer à sua unidade consumidora. “Na prática, o convênio do Confaz faz com que o consumidor seja tributado pelo ICMS apenas no excedente consumido. Por exemplo, uma casa ou comércio que consuma 200 kWh da rede da Celpa ao mês e que produza 120 kWh para a mesma rede, recolherá ICMS apenas sobre 80 kWh. Isso torna a geração distribuída mais viável para os consumidores, que pagam imposto somente sobre a energia que não devolverem ao sistema”, expica o Secretário da Sedeme, Adnan Demachki.
O incentivo melhora ainda mais a posição do Estado em relação à sustentabilidade, visto que Belém foi considerada a melhor cidade entre as capitais brasileiras para se investir em um sistema fotovoltaico para a geração de energia em casas, segundo a Comerc Energia, maior gestora de energia do País, responsável pela gestão de 15% de toda energia consumida no mercado livre brasileiro.
”Considerando fatores como a grande incidência solar, tarifa e certamente, agora com a contribuição da adesão do Estado do Pará ao Confaz, Belém se torna, de fato, a melhor opção entre as demais capitais na hora da tomada de decisão”, analisou o diretor de Energia, da Sedeme, Cláudio Conde, que observa que a adesão ao Confaz garantirá ao investidor pequeno (residências, pequenas fazendas e comércios e até indústrias) um retorno mais rápido do investimento na implantação de micro e minissistemas de geração, com destaque para os painéis fotovoltaicos, que deverão ser os mais aplicados.

Projetos com energia solar

O governo do Pará desenvolve em parceria com a Celpa o projeto solar fotovoltaico de 900 kVA para o Hangar Centro de Convenções, com previsão de ser implantado até julho de 2017. Com a conclusão do projeto, o Hangar se tornará o maior sistema da Amazônia e um dos maiores do Brasil nesta categoria. O estado iniciou um rápido desenvolvimento neste setor, como a implantação do sistema solar-fotovoltaico da 1ª Cooperativa de Energia do Brasil, a Coober, inaugurada no município de Paragominas, em agosto de 2016. O empreendimento tem capacidade para gerar até 75 kVA, e até então é o maior sistema em operação no Norte.

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6 dicas práticas para encantar e fidelizar clientes



Por André Silva
Você está preocupado em vender? Quando você investe de esforço para conquistar novos clientes? Bater meta é uma preocupação diária? Será que as suas ações estão surpreendendo e cativando os clientes? Você sabe como fidelizar clientes?
Eu conheci uma vendedora de consórcios chamada Rita, sabe o que ela fazia no final de cada ano? Comprava cartões de natal e escrevia a mão uma mensagem de carinho e esperança, e, depois, mandava para todos os seus clientes, a sua mão tinha bolhas de sangue, fiquei impressionado com a determinação daquela profissional.
Depois que ministrei a palestra na empresa, chamei-a e perguntei: “Notei que estava mandando mensagens de final de ano para os seus clientes, porque você faz isso?”. “André, eu faço porque amo a minha profissão e reconhecer o maior patrimônio da minha vida é o mínimo que posso fazer”.
Quando ela falou isso, o seu olhar já estava brilhando e, para concluir, ela ainda liga para todos e confirmava a chegada do cartão. Fantástico, concorda? Ela investia um pouco do seu bolso, fazia o cliente se sentir único e blindava o ataque de qualquer concorrente que quisesse vender consórcio para o seu cliente.
Entrar em contato para vender é o que a maioria faz, mas como você se torna diferente e exclusivo na percepção do cliente? Uma mulher quando ganha flores fica feliz e emocionada, sabe por quê?
Porque ela não estava esperando, foi o fator surpresa que impactou e mexeu na sua emoção, tornando-o o único na sua percepção. Preparei seis dicas poderosas para você mandar flores aos seus clientes e se diferenciar da concorrência:
1. Mostre como o seu produto/serviço pode ajudar o cliente
Escreva um artigo mostrando os principais benefícios que o seu produto vai oferecer e como ele será beneficiado a curto, médio e longo prazo.
2. Mande um SMS ou WhatsApp
Uma excelente maneira de valorizar o seu cliente é mandando uma mensagem de impacto para o seu celular no início da semana, é uma atitude diferente, ousada e que estreita, ainda mais, a relação com ele. Ele não está esperando e, mais uma vez, você não vendeu nada, apenas fez questão de ser lembrando como alguém que tem uma missão de agregar valor ao seu negócio.
3. Data de fundação da empresa
Descubra a data em que foi inaugurada a empresa do cliente e mande fazer uma placa com uma mensagem impactante e que valorize esse momento histórico da sua trajetória empresarial. Depois que estiver pronto, mande entregar no dia exato do aniversário. Não pense em quanto você vai gastar, mas na felicidade que estará estampada no rosto do cliente quando receber esse prêmio na sua empresa.
4. Um mimo inesperado
Fiquei espantado com a loja de conveniência de um posto de gasolina que me ligou para dar uma revisão cortesia e um brinde pela data do meu aniversário, nunca tinha acontecido isso comigo. Fui correndo buscar e era um jogo de miniferramentas para usar em momento de apuro no automóvel ou em casa. Apesar de pagar um pouco mais, eu não troco esse posto, pois esse mimo pela lembrança do meu aniversário fortaleceram os nossos vínculos. O que você tem feito de diferente para estreitar a relação com os seus clientes?
5. Conquistando na informalidade
Sabe aquele papo informal que você tem com o cliente na cafeteria ou no restaurante? Quando ele fala um pouco das suas preferências pessoais? Da sua família? E de seu estado emocional atual? Se ele diz que adora saborear um shushi, mande um prato surpresa para ele com um cartão dentro!
Se gosta de um bom vinho, mande uma garrafa da marca preferida com um cartão escrito a mão e com a sua assinatura pessoal. Você acaba de personalizar algo muito impactante e valioso na sua percepção. Será que o seu concorrente está fazendo algo nesse sentido? O que acha de sair na frente com uma atitude diferenciada e encantadora de fidelização?
6. Agradeça e reconheça o cliente
Sempre que você conseguir um resultado brilhante em vendas, mande um e-mail para todos os seus clientes agradecendo pelo apoio, pela ajuda e pela confiança que depositaram no seu trabalho. Quando você agradece e compartilha o seu sucesso com eles, a relação fica mais estreita e com menos chance de um concorrente entrar no seu território. Já criou um e-mail de reconhecimento?
Sabe o que diferencia um campeão de um perdedor? A vontade de ajudar os clientes sem o interesse de receber nada em troca, com essa atitude pró-ativa, o universo devolve tudo em dobro para você. Como você vai aplicar as dicas na prática? Quando? Agora? Então liste as ações num bloco de anotações e comece aplicar no seu negócio de acordo com o seu mercado.

Um forte abraço e ótimos negócios.

SC entrega ao Ministro da Agricultura pleitos do agronegócio

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) entregou ao ministro da Agricultura, Blairo Maggi, documento compilando demandas das entidades do setor agroindustrial com a proposição de 14 medidas para melhorar as condições de competitividade do agronegócio do Estado, especialmente dos segmentos de carnes e laticínios. Entre elas, destacam-se a criação de um programa que propicie a comercialização de grãos, preferencialmente no mercado interno; a ampliação das linhas de crédito com foco na agroindústria; a unificação do sistema de inspeção do leite; o aporte de recursos para melhorar a sanidade do rebanho, e a implantação do transporte ferroviário para trazer os insumos ao Sul. Veja abaixo os detalhes.

"Temos duas questões fundamentais para a agroindústria. Uma é a da matéria prima, a questão do milho, basicamente. A segunda é a necessidade de melhorarmos a nossa infraestrutura logística. Ambas as questões retiram parte da nossa competitividade", resumiu o presidente da FIESC, Glauco José Côrte. "Se não tudo, temos a expectativa de que pontos essenciais das 14 propostas para a preservação da competitividade da agroindústria catarinense serão atendidos, para preservar este que é um de nossos maiores patrimônios e um dos maiores polos de produção de alimentos do Brasil", completou.

Ao concluir seu pronunciamento, Côrte pediu a união do governador, do ministro, dos parlamentares e empresários do Estado em defesa do Oeste catarinense. "Apelo para que liderem um movimento pela causa do Oeste, que precisa de um olhar diferenciado. É um polo alimentar que demanda mais atenção para suas condições de produção e para o escoamento dela", afirmou.

Maggi disse que, em cinco anos, o Brasil terá condições de ampliar de 6,9% para 10% sua participação no mercado mundial de alimentos, que é de US$ 1,2 trilhão de dólares. Para isso, argumentou, há um grande trabalho pela frente, que passa por enfrentar questões como a reforma trabalhista e a redução da burocracia. Neste caso, exemplificou com as 63 mudanças em normas técnicas recentemente implantadas, como a relativa à temperatura em frigoríficos, que foi alinhada a padrões internacionais. 

Destacou que tem percorrido o País para ouvir e entender as demandas do setor e que o Ministério da Agricultura está retomando o papel de defesa da agropecuária brasileira no exterior, como uma das mais sustentáveis do mundo. "A saída para o Pais é pela agricultura e pela pecuária", afirmou, fazendo coro com outros oradores do evento.
O polo agroalimentar catarinense emprega 111 mil trabalhadores. Em termos nacionais, a participação do setor no valor da transformação industrial é de 7%, no número de estabelecimentos é de 7,5% e em empregos 7%. O ano de 2016 foi marcado por quedas expressivas na produção da indústria, contudo, o segmento alimentar cresceu 3,3% no acumulado até outubro.

Veja os pleitos contemplados no documento:

Política de subsídio ao custo do frete de grãos do Centro-Oeste para o Sul
Justificativa: considerando que a produção de grãos no Estado não atende à demanda da agroindústria, faz-se necessária a estruturação de uma política que possibilite o transporte, a preços competitivos, de grãos produzidos em outros estados.

Transporte ferroviário do Centro-Oeste para o Sul
Justificativa: a falta de um modal logístico onera a indústria e gera desvantagem competitiva para a cadeia produtiva no Estado, contribuindo para a migração da produção e colocando em risco a sustentabilidade do agronegócio catarinense.

Programa de comercialização de grãos, preferencialmente no mercado interno
Justificativa: este pleito visa fomentar a comercialização de grãos no mercado interno. Por se tratar de um grande produtor de aves e suínos e grande exportador, tendo o milho e a soja como seus principais insumos, a exportação desses recursos encarece o seu preço no mercado interno.

Linhas de crédito para a agroindústria
Justificativa: Tendo sido pioneira na produção de aves e suínos, boa parte das atuais estruturas e plantas produtivas das agroindústrias não acompanharam a modernização necessária nos seus processos produtivos, tornando imprescindível a disponibilização de recursos para manter a sua competitividade.

Repasses aos Estados e Municípios, garantindo as atividades de defesa e status sanitário
Justificativa: este pleito faz parte da segurança nacional, pois busca sustentar a produção e exportação de carnes pelo Brasil. Observa-se, porém, algumas deficiências nos processos que dão sustentação e continuidade da defesa sanitária, o que torna moroso o processo de exportação do produto para os mercados internacionais.

Uniformizar a fiscalização trabalhista
Justificativa: A fiscalização trabalhista deve se basear na isenção e impessoalidade do tratamento. Esta demanda visa garantir a saúde e a segurança do trabalhador, sem prejudicar a produtividade e a competitividade das agroindústrias catarinenses.

SETOR DE LATICÍNIOS

Unificar os sistemas de inspeção do leite
Justificativa: A inspeção do leite produzido no Brasil segue três modelos distintos (SIF, SIE e SIM, os sistemas de inspeção federal, estaduais e municipais), cada um utilizando diferentes critérios de certificação da qualidade. Isso dificulta a melhoria da qualidade, provoca concorrência desleal e trava avanços na sua qualidade, não contribuindo com a segurança de alimentos. A proposta é unificar o sistema de inspeção, garantindo clareza nos critérios.

Harmonizar (equalizar) o tratamento tributário
Justificativa: a disputa fiscal entre os Estados trava o desenvolvimento do segmento lácteo. Exemplo: alíquotas de ICMS diferentes, juntamente com a substituição tributária que oneram as indústrias e atingem diretamente o setor produtivo em sua competitividade e capacidade de desenvolvimento.

Programa de aquisição de alimentos (PAA) para todas as indústrias do país
Justificativa: a aquisição de produtos lácteos pelo governo federal é uma ferramenta para combate à fome e atua como regulador do mercado em momentos de crise. Porém, muitos produtores da agricultura familiar, que fornecem leite para as indústrias, ficam fora do programa, porque o PAA é direcionado apenas às cooperativas. A proposta é estender este benefício para as indústrias que trabalham com produtores da agricultura familiar, criando critérios igualitários, favorecendo, assim, a competitividade de preços, bem como equilibrando a concorrência.

Reidratação de leite
Justificativa: proibir a reidratação do leite em todo o território nacional e não somente de leite em pó importado é uma demanda que se justifica em função do processo não trazer benefícios para o setor lácteo brasileiro, uma vez que essa prática compromete a qualidade do produto em circulação no mercado brasileiro.

Definir critérios de importação
Justificativa: buscar uma forma de controlar as importações de leite que vem causando prejuízos às indústrias e produtores brasileiros, principalmente no período da safra. Uma forma de amenizar o problema seria negociar cotas de importação para atender às necessidades do mercado. O que se observa, atualmente, é uma grande oferta do produto em momentos nos quais a produção nacional está em plena safra, derrubando os preços no mercado interno. Com essa grande oferta, os produtores brasileiros ficam menos competitivos em relação ao mercado externo, tendo em vista as dificuldades que as indústrias e produtores enfrentam em relação às margens para reinvestimentos.

Pesquisa de padrões de qualidade do leite
Justificativa: apoiar pesquisas relacionadas a padrões de qualidade do leite produzido no Brasil. Essa demanda se justifica pela disparidade encontrada entre a qualidade real do leite brasileiro e o que está na legislação do RIISPOA de 1952. Podemos citar o caso do ESD (Extrato Seco Desengordurado) como exemplo, pois no RIISPOA é exigido o mínimo de 8,4%, e em vários meses do ano os produtores brasileiros não conseguem atingir esse percentual. São diversos os estudos em nível nacional e estaduais que comprovam a necessidade de mudanças.

Prover recursos para melhorar a sanidade do rebanho
Justificativa: com o objetivo de atingir o mercado internacional com os produtos catarinenses, intensificar o combate à tuberculose e brucelose é requisito fundamental. É necessária uma mobilização do governo federal junto aos governos estaduais, provendo recursos para indenização dos produtores de leite quando do sacrifício dos animais, tornando essa atividade menos onerosa ao produtor.

Ampliar linhas de financiamento para expansão industrial
Justificativa: o acesso ao crédito para o setor lácteo como um todo necessita ser realizado em igualdade de condições. Busca-se equiparação em relação a linhas de crédito para investimentos em expansão industrial e novas tecnologias. A proposta é que essa modalidade seja aberta a todas as indústrias, evitando a busca pelas taxas normais aplicadas no mercado, acarretando maiores custos financeiros.

5 gírias que podem levar a sua imagem pessoal para o precipício

Preferida pelos adolescentes, a gíria é também uma forma de manifestar a sensação de pertencimento


Praticamente todo mundo usa gíria. O fenômeno da linguagem se popularizou depois da década de 60, quando comunicadores mais rebeldes resolveram contestar a língua tradicional e começaram a soltar verbetes considerados ousados. Originária de grupos, a gíria é uma palavra comum que substitui termos oficiais. Normalmente é um vocábulo regional, espalhado com facilidade pelas redes sociais, novelas, programas populares de grande audiência da tv e até telejornais.

Preferida pelos adolescentes, a gíria é usada por pessoas de qualquer idade, independente da profissão e pode revelar preconceito, sentimentos de frustração, felicidade, concordância e discordância com a situação econômica ou política do país ou ainda expressar a realidade de quem fala. É também uma forma de manifestar a sensação de pertencimento. Existem categorias de gírias, como as relacionadas ao crime, homoafetivas e esportes (skate, futebol, automobilismo, surfe, academias de ginástica), além de outras.
Na linguagem culta, gíria é considerada plebeísmo, ou seja, desvio que caracteriza falta de instrução. Como o tipo de linguagem está relacionado à imagem que se deseja transmitir, é importante avaliar se o ambiente é propício para usar a informalidade exagerada que a gíria propõe para que o uso indiscriminado não acarrete em perda da credibilidade. Principalmente para quem é líder, fala em público ou é formador de opinião, é recomendável perceber o grupo antes de se aventurar falando gírias que podem não colaborar com a sua imagem pessoal e profissional.
Confira as 5 gírias da moda e que podem não ser muito aceitas no mundo corporativo, por exemplo:
1. Tipo assim
De todas, é a gíria que mais ‘rouba’ substantivos. Inserida em todo lugar, ‘tipo assim’ é a substituição para quase tudo. Mesmo quando o comunicador conhece a palavra que deseja usar, escolhe a gíria para ilustrar a fala. O uso indiscriminado tende a convencer que o orador não conhece a própria língua.

2. Mano
 Sinônimo de irmão, ‘mano’ é um verbete que promove aproximação, sem muitas vezes haver permissão pra isso. Mais usada no estado de São Paulo, a gíria é usual para demonstrar confiança no outro.  

3. Véio
 Não tem relação com a idade do interlocutor. ‘Véio’ é outra palavra que denota intimidade e é inserida no lugar do nome da pessoa com quem fala. Não há nada mais valioso do que o nome da gente. Trocar o nome por ‘véio’ é no mínimo, um desrespeito.

4. Puta
 Já atendi diversos executivos que buscaram o Coaching de Comunicação para se comunicar melhor e vários diziam ‘puta’ para expressar indignação e surpresa. Advertidos sobre a palavra de baixo calão e que poderia comprometer a imagem profissional, todos disseram que não percebiam o que falavam. ‘Puta’ pode ter a intenção de descrever algo grande, de alto impacto e tranquilamente é substituída por: grande, muito, impecável, enorme, etc.

5. Deu ruim
 Na intenção de confessar que algo deu errado, o orador diz ‘deu ruim’. E pode também dizer ‘deu bom’ para o contrário. A formação incorreta da frase mostra falta de habilidade no uso do português.
Dá para perceber que a gíria tem substituto. Portanto, se deseja transmitir uma imagem pessoal de qualidade, priorize as palavras que podem impactar positivamente. 
Administradores.


Sete dicas para eliminar desperdícios na empresa

Se os gastos diminuírem, ainda que o faturamento se mantenha, o lucro aumentará

Obter resultados financeiros positivos é o que toda empresa busca, ainda mais em época de crise. A equação “lucro = faturamento - gastos” precisa ser positiva e a maneira mais comum para isso é fazer com que o faturamento seja maior que os gastos da empresa. Mas muitos empresários não sabem que é possível trabalhar um terceiro elemento da equação: os gastos, ou seja, os custos e as despesas (matérias-primas, insumos, energia elétrica, salários e encargos e materiais de escritório, por exemplo).

Se os gastos diminuírem, ainda que o faturamento se mantenha, o lucro aumentará. Contudo, é preciso fazer isso com muita atenção e estratégia. Decisões aleatórias, como cortes de pessoal e diminuição na qualidade do produto, podem até reduzir custos, assim como pressionar fornecedores nas condições de pagamento e margem, mas elas provavelmente impactam também a entrega de valor ao cliente, e de maneira negativa, resultando em queda do faturamento.

Pensando nisso, o Sebrae preparou uma cartilha para apoiar as micro e pequenas empresas a identificar e eliminar gastos desnecessários, para diminuir os custos, tornar a empresa mais “enxuta”, eficaz e competitiva, e entregar mais valor ao cliente. “Desperdícios geram custos e tomam tempo, além de não agregarem valor ao que está sendo produzido, do ponto de vista do cliente. Portanto, devem ser eliminados”, afirma o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos. “Para que os desperdícios sejam efetivamente eliminados ou reduzidos, é preciso identificá-los, mensurá-los, determinar Planos de Ação para sua redução ou eliminação e designar um responsável por implementar o plano. Diminuir gastos parece complicado, mas há como facilitar esse processo”, acrescenta.

A publicação, baseada na filosofia de gestão empresarial lean, que nasceu do Sistema Toyota de Produção, identifica sete desperdícios da produção e dá dicas para o empresário eliminar cada um deles. Embora esses desperdícios tenham sido identificados na produção de automóveis, eles valem para outros tipos de negócios de todos os setores da economia: comércio, serviços, indústria e agronegócios. A mesma publicação está disponível com casos direcionados para os segmentos de saúde, alimentação fora do lar e serviços automotivos.

Confira as sete dicas do Sebrae:

1. Elimine defeitos na produção

Produtos, serviços e informações com defeitos geram mais custos para a empresa devido ao retrabalho. Afinal, serão exigidos mais tempo de profissionais, mais tempo de equipamentos e programação da produção, mais materiais e insumos, além da necessidade de gestão dos produtos descartados. Em um hospital, por exemplo, trata-se de resultados de exames falhos ou incompletos ou a ministração de medicamentos de forma errônea ou fora dos períodos determinados. Na oficina mecânica, é o caso de automóveis entregues aos clientes com serviços falhos ou não realizados. Isso pode ser causado por processos deficientes, baixa qualidade dos ingredientes e materiais ou baixa qualificação dos profissionais. Por isso, defina procedimentos para operação de cada equipamento, padronize algumas atividades e busque sempre a melhoria contínua dos processos.

2. Produza só o necessário, quando for preciso, sem exagero

A superprodução pode ser a pior forma de desperdício, pois contribui diretamente para que as demais formas ocorram. O fato de uma empresa produzir mais do que consegue vender é considerado desperdício, pois tempo e recursos (materiais, insumos, equipamentos e pessoal) estão sendo alocados muito previamente ao necessário, gerando estoques excessivos, que implicam mobilização de ativos. O problema pode ser causado por capacidade excessiva de equipamentos ou de pessoal, falta de padrão dos produtos e até política da empresa de incentivo por metas de produção. Assim, planeje a produção conforme a demanda real, não para o estoque.

3. Mantenha o estoque no menor nível possível

Quando se compra demais (além da capacidade de produção ou venda), ou se produz demais (além da capacidade de venda), os produtos se acumulam e formam estoques excessivos, que podem, eventualmente, ser perdidos por validade, armazenagem inadequada ou qualquer outro motivo. Além de implicar aumento de custos, o estoque demasiado exige maior espaço de armazenagem e esforço de gestão. Estoque excessivo significa dinheiro parado! Por isso, planeje cuidadosamente as compras e a produção, de maneira que elas aconteçam com eficiência e conforme a demanda e tenha estatísticas confiáveis de vendas e controle de estoque, a fim de ajustá-las.

4. Evite a espera desnecessária

O tempo que as pessoas ou os equipamentos ficam desnecessariamente ociosos ou são obrigados a esperar pela próxima ação é considerado desperdício. Essa improdutividade impacta negativamente os custos da empresa e deve ser evitada. O fluxo contínuo em um processo minimiza consideravelmente a espera. É a espera dos profissionais por ferramentas ou equipamentos para poder trabalhar, por exemplo, ou equipe da cozinha de um restaurante aguardando o pedido chegar, que demora pelas interrupções no trajeto do garçom. Planeje os processos para acontecerem em um fluxo contínuo.

5. Faça o transporte adequado de insumos

Se equipamentos, insumos, materiais ou qualquer outro recurso é movimentado de um local para outro, desnecessariamente ou de maneira ineficiente, cria-se o desperdício de transporte. A situação pode ser piorada, considerando que no transporte pode haver perdas e danos. Nada disso entrega valor ao serviço que está sendo prestado ao cliente. Pode ser, por exemplo, o envio de insumos, materiais ou informações para o local errado ou no momento equivocado. Isso pode ser causado por, entre outros motivos, fornecedores distantes ou trajetos ou processos ineficientes.

6. Organize o ambiente de trabalho

O desperdício de movimentação atrasa o trabalho e interrompe o fluxo de atividades. Além de implicar, muitas vezes, em mais custos, resultam também em baixa eficiência e desempenho enfraquecido dos profissionais. São movimentos corporais desnecessários, como flexionar, elevar ou abaixar para alcançar insumos ou ferramentas causados, muitas vezes, por desorganização no ambiente de trabalho. Em um restaurante, por exemplo, o deslocamento excessivo dos profissionais da cozinha para executar suas atividades durante a preparação dos alimentos, quando os ingredientes, os equipamentos e os utensílios estão afastados uns dos outros. Mantenha o ambiente de trabalho sempre limpo e organizado, apenas com os materiais e os equipamentos necessários para o processo.

7. Acabe com desperdícios de processamento

Os procedimentos adicionais devem agregar valor ao que se entregará ao cliente; caso contrário, devem ser dispensados. Entregue mais valor ao cliente, mas sem desperdícios no processamento, ou seja, aqueles resultantes de processos que não agregam valor. Como o caso de serviços prestados além do solicitado e aprovado pelo cliente, com a geração de custos. É preciso identificar as atividades que afetam negativamente a produtividade e o custo de produção e eliminar o impacto dessas atividades.


Administradores.