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Investimentos no Brasil devem somar R$901 bi entre 2017 e 2020, diz BNDES


O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Paulo Rabello de Castro, afirmou nesta quarta-feira que os investimentos no Brasil entre 2017 e 2020 vão totalizar cerca de 901 bilhões de reais.

Segundo ele, um estudo do banco mostrou ainda que o destaque deve ser o setor de óleo e gás, sobretudo via as áreas e projetos no pré-sal, com desembolsos de 285 bilhões de reais.
Ele previu ainda que o investimento pode fechar esse ano abaixo de 16 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), ao lembrar que o orçamento apertado do governo federal tem afetado esse cenário.


Para atingir níveis mais altos e levar a taxa de investimento a cerca de 25 por cento do PIB a partir de 2022, o presidente do BNDES disse que o banco tem de emprestar 50 bilhões de reais a mais por ano.

China quer construir ferrovia atravessando o Brasil


Uma das maiores empresas ferroviárias do mundo, a CRCC (China Railway Construction Corporation) estuda liderar um consórcio para construir a Fiol (Ferrovia de Integração Oeste-Leste) e integrá-la ao porto de Ilhéus (BA). Hoje, a ferrovia tem um pequeno trecho em operação.

A intenção dos chineses é clara: escoar soja (segundo principal produto que eles compram no país, atrás do minério de ferro) do Centro-Oeste até o porto baiano Mas também há um interesse geopolítico. Eles querem criar alternativas ao canal do Panamá, obra bancada pelos EUA no século passado e que os asiáticos veem ainda hoje sob controle dos americanos.
Para criar essa alternativa, a Fiol terá cerca de 1.500 quilômetros e cruzará com a FNS (Ferrovia Norte-Sul).

Hoje, os grãos precisam seguir de caminhões até o porto de Santos (SP) ou ser transportados até um entroncamento da Ferrovia Norte-Sul rumo ao porto de Itaqui, no Maranhão. No entanto, existem dificuldades de passagem no trecho controlado pela mineradora Vale, único ponto de acesso até o porto do Nordeste.

O plano dos chineses inclui outro braço ferroviário, a partir da Ferrovia Norte-Sul, que seguirá de Campinorte (GO) até Lucas do Rio Verde (MT) e, de lá, até Porto Velho (RO). Essa linha continuará rumo ao Peru até um porto no oceano Pacífico.
O projeto foi apresentado pelo grupo chinês a representantes do governo brasileiro durante a viagem do presidente Michel Temer à China, no fim de agosto.

Desde então, o governo da Bahia já contratou a consultoria Accenture para desenvolver o projeto. Como a Fiol já é uma ferrovia prioritária da União, o governo baiano se comprometeu a transferir o projeto para o PPI (Programa de Parcerias de Investimentos) assim que estiver pronto. 

A expectativa é que isso ocorra até o início do próximo ano para que a ferrovia seja licitada ainda no governo Temer. Pelas conversas iniciais, os chineses teriam de entrar no leilão, embora tenham manifestado a intenção de realizar a obra por conta própria desde que o governo desse autorização.

O apetite dos chineses não termina aí. Três outros grupos também se apresentaram para formar um consórcio e construir os 934 quilômetros da Ferrogrão, entre Sinop (MT) e Miritituba (PA). O projeto está em consulta pública e deverá consumir cerca de R$ 12 bilhões.
Nas conversas, o governo chinês deixou claro para os brasileiros seu interesse em ter a segurança de fornecimento de energia e ali- mentos. Por isso, não mede esforços nem recursos para investir em infraestrutura.

De janeiro a outubro, os chineses compraram US$ 19 bilhões em soja do Brasil, origem de 59% de todo o grão importado pelos asiáticos. 
No mesmo período, o país importou US$ 5,5 bilhões em petróleo do Brasil. Outra explicação é que o projeto permitiria à China uma alternativa ao canal do Panamá, que, segundo eles, é “controlado” pelos EUA.

VENEZUELA
O apetite chinês pelo Brasil vem aumentando especialmente depois da crise na Venezuela De janeiro a outubro, o país recebeu US$ 10,8 bilhões do gigante asiático, como já mostrou a Folha. 
A maior parte desses recursos foi destinada a fusões e aquisições especialmente na área de energia e transporte.

Entre os exemplos, estão a compra de 45,36% da CPFL Energia pela State Grid Corp of China, por US$ 3,7 bilhões, e da hidrelétrica de São Simão, por US$ 2,26 bilhões, pela State Power Investment Corporation.
O interesse chinês também levou Pequim a fechar um acordo com o Brasil e criar, em maio, um fundo de investimento de US$ 20 bilhões destinado a financiar projetos de infraestrutura no país que sejam considerados relevantes para ambas as partes.

Fonte: Folha de S.Paulo 


ANP vê quadro de mudanças profundas no mercado de gás natural do país


O diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Décio Oddone, afirmou nesta terça-feira que há um cenário de transformações profundas no mercado de gás natural brasileiro. Segundo ele, esse quadro se deve principalmente ao movimento de venda de ativos da Petrobras no setor, abrindo espaço para outros investidores.
“Pela primeira vez, depois de muito tempo, temos um cenário em que vemos transformações profundas no mercado de gás”, disse o diretor em seminário sobre perspectivas da indústria de gás natural no Rio de Janeiro, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), no Rio.

Segundo ele, o setor de gás natural viveu “sob o domínio da Petrobras” nas últimas duas décadas. Oddone afirmou que agora vê “discussões sobre outros atores investindo em transporte de gás natural no Brasil”.

O diretor-geral da ANP acrescentou que a perspectiva de chegada do gás natural dos campos do pré-sal para o território brasileiro no futuro vai dar uma “chacoalhada” no mercado, com o aumento da oferta. Ele constatou que o mercado de gás natural brasileiro ainda é relativamente pequeno, com um consumo da ordem de 100 milhões de metros cúbicos diários, nos períodos de acionamento termelétrico. Quando as térmicas não são ligadas, esse consumo cai para quase a metade.

A Petrobras deixará de ser o garantidor do suprimento de gás natural do Brasil, mas continuará sendo um agente importante no mercado de energia no país, afirmou o gerente executivo de gás natural da Petrobras, Rodrigo Costa.
Segundo ele, com a abertura do mercado de gás natural brasileiro, a partir da venda de ativos da Petrobras no setor, os demais investidores terão oportunidade de ofertar o energético na malha de gasodutos do país. “Vamos ter uma diversidade de consumidores e uma diversidade de ofertantes. Serão criados ‘hubs’ de negociação [de gás natural]”, disse.

Crise no Rio
O diretor de governança e conformidade da Petrobras, João Elek, afirmou em relação à crise institucional do Estado do Rio de Janeiro hoje, é importante passar por uma fase ruim para que seja alcançada uma melhoria no futuro.

“A crise pela qual o país passa e particularmente o Estado do Rio de Janeiro, é consequente de uma crise ética muito acentuada, e o compliance em grande parte atua nessa frente. [...] Acredito que a crise pela qual nós todos passamos seja muito desagradável, a imagem institucional do país está arranhada. Entretanto, às vezes é importante passar por uma fase ruim para, daí para a frente, partir para uma melhoria, uma vez que ocorre a conscientização”, disse Elek.

Segundo ele, nunca as instituições democráticas brasileiras foram tão desafiadas como tem acontecido recentemente. Ele acrescentou que pessoas tão prestigiadas nunca foram questionadas como hoje. No passado, destacou ele, essas pessoas seriam consideradas intocáveis.
Fonte: Valor


Após quase ir à falência, Usiminas reage e aposta na recuperação da economia

Quase três anos após passar por uma das piores crises de sua história, correndo o risco de ir à falência, a Usiminas dá sinais de reação. Em abril do próximo ano, a siderúrgica deve religar seu alto-forno na unidade de Ipatinga, no Vale do Aço, em Minas Gerais, voltando a operar a plena carga, com a aposta de que a economia brasileira poderá engrenar de vez. A companhia também aumentou a produção de minério para exportar para o mercado asiático.

Considerada um dos símbolos da indústria nacional, a Usiminas tenta se afastar de um passado recente marcado por uma forte turbulência financeira que abateu a empresa a partir de 2015 – quando o País também entrou em uma de suas maiores recessões e os preços internacionais do minério de ferro afundaram, comprometendo siderúrgicas de todo o mundo. Em meio a essa tempestade, a Usiminas protagonizou uma das maiores disputas societárias em curso no Brasil, arranhando ainda mais imagem do grupo. 

“O pior ficou para trás”, disse Sérgio Leite, presidente da Usiminas, ao Estado. A recuperação dos setores automotivo e de linha branca tem ajudado a puxar os resultados do grupo este ano. O executivo afirmou que a companhia voltou a fazer planos, vai antecipar o pagamento de amortização de parte de suas pesadas dívidas, que somam R$ 6,8 bilhões, e está otimista em relação a 2018. Mas ainda não há euforia. Segundo Leite, não há previsão de religar os altos-fornos da unidade de Cubatão (SP) antes de 2020.

Para religar o alto-forno de Ipatinga (que foi desligado em 2015), a companhia está investindo cerca de R$ 80 milhões em manutenção de equipamentos. Foram contratados nos últimos meses 500 trabalhadores, dos quais 400 temporários.
A Mineração Usiminas (Musa), que voltou a ativar duas unidades de tratamento de minério nos últimos meses, também admitiu 400 pessoas e faz planos para sair de uma produção de 2,4 milhões de toneladas este ano para 6 milhões de toneladas a partir do primeiro trimestre de 2018. “Boa parte vai para o mercado asiático”, afirmou Leite.

A contratação ainda é tímida perto do que o grupo já dispensou – entre 2014 e 2016 foram cortados mais de 4 mil funcionários, período mais agudo da crise da empresa.
Histórico da crise. A fase de “deterioração dos resultados” da empresa começou a partir do quarto trimestre de 2014 e se arrastou ao longo de 2015: a empresa registrou uma série de prejuízos consecutivos e a crise da empresa atingiu o pico quando o grupo passou a ter geração de caixa negativa, com o risco de entrar em recuperação judicial. Para piorar a situação da empresa, os dois principais acionistas do bloco de controle – o grupo ítalo-argentino Ternium/Techint e a japonesa Nippon – tornaram público um litígio que se arrasta até hoje. Procurados, não comentam.

Uma trégua entre os dois maiores acionistas e outro importante sócio, a CSN, de Benjamim Steinbruch, que também entrou na disputa, foi dada no primeiro semestre de 2016 quando os três se uniram para fazer um aporte de R$ 1 bilhão na companhia, que corria o risco de falir, lembrou Leite. Essa etapa foi batizada de fase de “sobrevivência”, onde vários ativos foram colocados à venda, como a Usiminas Mecânica (nenhum foi vendido). O movimento de “construção de resultados”, segundo Leite, começou a ser implementado este ano, após a companhia voltar ao azul. “Estamos na fase de reposicionamento da Usiminas.”

Para Otto Nogami, do Insper, o atual momento do País requer cautela e pode atingir as indústrias. “A aposta da Usiminas está calcada na recuperação da economia, que ainda não se consolidou. Qualquer passo em falso, pode colocar tudo a perder.”
Valorização. As ações da Usiminas na Bolsa tiveram forte valorização este ano, enquanto as de suas concorrentes – CSN, de Benjamin Steinbruch; e Gerdau, apresentaram desempenhos diferentes no mesmo período. Na sexta-feira, o valor de mercado da Usiminas atingiu R$ 12,38 bilhões, alta de 56% no acumulado do ano, de acordo com levantamento da Economática. A CSN, de Benjamin Steinbruch, está avaliada em R$ 10,08 bilhões, queda de 31,5% no mesmo período. Já a Gerdau vale R$ 17,955 bilhões na Bolsa, aumento de 7% neste ano. 

Para Pedro Galdi, analista de mercado da Magliano Corretora, a recuperação da Usiminas em relação às outras siderúrgicas reflete a área de atuação da companhia e a maior disciplina financeira da empresa nos últimos meses. Como produtora de aços planos, a Usiminas se beneficiou da recuperação do setor automotivo, um dos principais compradores desse tipo de matéria-prima. Já CSN e Gerdau produzem aços longos, utilizados pelos setores de construção civil, máquinas e equipamentos, que ainda não reagiram.
Relatório do BTG Pactual, divulgado no fim de novembro, reconhece a melhora operacional da Usiminas, mas ainda vê desafios para o grupo pela frente.
Fonte: Estadão



Cargill avalia projeto ferroviário de R$ 14 bi em parceria com rivais ADM e Bunge


A unidade brasileira da multinacional do agronegócio Cargill está considerando participação com parceiros no projeto ferroviário Ferrogrão, disse o CEO da empresa no país, Luiz Pretti, durante evento em São Paulo.

Os parceiros no projeto de R$ 14 bilhões incluem as rivais ADM, Bunge e a brasileira Amaggi, disse Pretti.
Com cerca de 1,1 mil quilômetros de extensão, a Ferrogrão deverá ligar regiões produtoras de grãos do Centro-Oeste ao porto fluvial de Miritituba, no Pará, de onde as cargas seguem em barcaças até terminais no Norte do país, para depois serem exportadas.

A Cargill está aguardando a conclusão da modelagem do projeto antes de começar discussões com possíveis parceiros, disse Pretti, durante o evento.
O governo pretende realizar no ano que vem o leilão da concessão da Ferrogrão.
O vencedor do certame será aquele que oferecer ao governo federal o maior valor de outorga para a ferrovia.

Investimentos
A Cargill, que vende 36 bilhões de reais por ano no Brasil, já investiu US$ 1,2 bilhão no país ao longo dos últimos seis anos, disse o executivo.
No próximo ano, a Cargill planeja um investimento de R$ 500 milhões no Brasil, com 70% direcionado a projetos de infraestrutura, disse Pretti.

Fonte: G1

BNDES investirá R$ 40 milhões em incubadoras e parques tecnológicos


O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai investir até R$ 40 milhões em um fundo para empresas incubadoras e parques tecnológicos. A operação foi autorizada nesta quarta-feira (29) pela diretoria do banco.

As receitas serão aplicadas em cotas do Fundo de Investimento em Participações Inova Empresa MPE Capital Semente – Primatec. Este valor é equivalente a 40% do patrimônio comprometido no fundo. Segundo o BNDES , a operação foi apresentada durante uma reunião na última terça-feira (28), na sede da instituição, entre a diretora da Área de Mercado de Capitais do Banco, Eliane Lustosa, o diretor executivo da Antera Gestão de Recursos S.A., Robert Binder, e o consultor operacional do fundo, o diretor executivo da Brain Ventures S.A., Marcelo Almeida.

Criado a partir do programa Inova Empresa, da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o Primatec é o primeiro fundo nacional destinado ao segmento de incubadoras e de parques tecnológicos. Os alvos são os setores de tecnologia da informação e comunicação (TICs), energia, sustentabilidade e economia criativa.

O fundo trabalha com um modelo de financiamento para projetos empresariais em estágio inicial de desenvolvimento, chamado capital semente, e investe em startups que têm como origem incubadoras instaladas em parques tecnológicos. Os projetos são obrigados a apresentar novos produtos, serviços ou processos que representem novidades ou aperfeiçoamento no ambiente produtivo ou social.

A Rede Primatec, atualmente integrada por 16 parques tecnológicos e incubadoras entre os mais importantes do País, além de participação do governo e do setor privado, atua no funcionamento do fundo. “Estruturada de forma a estabelecer um novo paradigma baseado no mérito, em condições igualitárias e transparentes, a Rede difunde a cultura do capital empreendedor, contribuindo efetivamente para o desenvolvimento dos sistemas de inovação”, disse o banco.

Além disso, o BNDES destacou que a criação de incubadoras é incentivada por governos de todo o mundo, entre eles Israel e China, porque significam agentes catalisadores do desenvolvimento tecnológico. O banco afirmou que as incubadoras também são vistas como agentes de mudança, “capazes de atuar em falhas de mercado, expandindo o desenvolvimento econômico através de uma base de pequenas empresas e promovendo a formação de novos negócios”.

Fonte: GPA Log News


MHI divide construção naval em duas empresas


A Mitsubishi Heavy Industries (MHI), gigante japonês do setor de bens de capital, divulgou plano de reorganização seus negócios de construção naval em duas empresas. A mudança ocorre em primeiro de janeiro de 2018. A informação foi publicada hoje no site "World Maritime News"

As duas empresas serão a Mitsubishi Shipbuilding, com foco no mercado de embarcações que exigem intensivo trabalho de integração de sistemas, e a Mitsubishi Heavy Industries Marine Structures, com foco na construção de navios e grandes estruturas para aplicação marítima.
A Mitsubishi Shipbuilidng consolida unidade de negócios exclusivamente dedicada à construção naval, reunindo os estaleiros do grupo de Shimonoseki, Nagasaki e outros.

Visando o segmento de transporte costeiro e entre as diversas ilhas (ferry-boats) e embarcações para agências governamentais (que deve incluir navios de aplicação militar).
A Mitsubishi Heavy Industries Marine será dedicada à construção de navios de grande porte no estaleiro em Koyagi da Nagasaki Shipyard & Machinery Works, desenvolvimento negócios na construção de navios que usam diversos tipos de combustíveis, principalmente o gás, e na construção de estruturas de aço para aplicação offshore.

Por Ivan Leão – diretor da Ivens Consult