Alta do petróleo beneficia Petrobras e o Brasil, dizem especialistas
12:25
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A alta do preço do barril de petróleo no
mercado internacional, hoje acima dos US$ 70, é bom para o país, para estados e
municípios e também para a Petrobras, que fechou o primeiro trimestre do ano
com um lucro líquido de R$ 6,9 bilhões, resultado 56% maior do que o de igual
período do ano passado.
Investimentos no Brasil devem somar R$901 bi entre 2017 e 2020, diz BNDES
09:30
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O
presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES),
Paulo Rabello de Castro, afirmou nesta quarta-feira que os investimentos no
Brasil entre 2017 e 2020 vão totalizar cerca de 901 bilhões de reais.
Segundo ele, um estudo do banco
mostrou ainda que o destaque deve ser o setor de óleo e gás, sobretudo via as
áreas e projetos no pré-sal, com desembolsos de 285 bilhões de reais.
Ele previu ainda que o
investimento pode fechar esse ano abaixo de 16 por cento do Produto Interno
Bruto (PIB), ao lembrar que o orçamento apertado do governo federal tem afetado
esse cenário.
Para atingir níveis mais altos
e levar a taxa de investimento a cerca de 25 por cento do PIB a partir de 2022,
o presidente do BNDES disse que o banco tem de emprestar 50 bilhões de reais a
mais por ano.
China quer construir ferrovia atravessando o Brasil
13:17
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Uma das
maiores empresas ferroviárias do mundo, a CRCC (China Railway Construction
Corporation) estuda liderar um consórcio para construir a Fiol (Ferrovia de
Integração Oeste-Leste) e integrá-la ao porto de Ilhéus (BA). Hoje, a ferrovia
tem um pequeno trecho em operação.
A intenção dos chineses é
clara: escoar soja (segundo principal produto que eles compram no país, atrás
do minério de ferro) do Centro-Oeste até o porto baiano Mas também há um
interesse geopolítico. Eles querem criar alternativas ao canal do Panamá, obra
bancada pelos EUA no século passado e que os asiáticos veem ainda hoje sob
controle dos americanos.
Para criar essa alternativa, a
Fiol terá cerca de 1.500 quilômetros e cruzará com a FNS (Ferrovia Norte-Sul).
Hoje,
os grãos precisam seguir de caminhões até o porto de Santos (SP) ou ser
transportados até um entroncamento da Ferrovia Norte-Sul rumo ao porto de
Itaqui, no Maranhão. No entanto, existem dificuldades de passagem no trecho
controlado pela mineradora Vale, único ponto de acesso até o porto do Nordeste.
O plano
dos chineses inclui outro braço ferroviário, a partir da Ferrovia Norte-Sul,
que seguirá de Campinorte (GO) até Lucas do Rio Verde (MT) e, de lá, até Porto
Velho (RO). Essa linha continuará rumo ao Peru até um porto no oceano Pacífico.
O projeto foi apresentado pelo
grupo chinês a representantes do governo brasileiro durante a viagem do
presidente Michel Temer à China, no fim de agosto.
Desde
então, o governo da Bahia já contratou a consultoria Accenture para desenvolver
o projeto. Como a Fiol já é uma ferrovia prioritária da União, o governo baiano
se comprometeu a transferir o projeto para o PPI (Programa de Parcerias de
Investimentos) assim que estiver pronto.
A
expectativa é que isso ocorra até o início do próximo ano para que a ferrovia
seja licitada ainda no governo Temer. Pelas conversas iniciais, os chineses
teriam de entrar no leilão, embora tenham manifestado a intenção de realizar a
obra por conta própria desde que o governo desse autorização.
O
apetite dos chineses não termina aí. Três outros grupos também se apresentaram
para formar um consórcio e construir os 934 quilômetros da Ferrogrão, entre
Sinop (MT) e Miritituba (PA). O projeto está em consulta pública e deverá
consumir cerca de R$ 12 bilhões.
Nas conversas, o governo chinês
deixou claro para os brasileiros seu interesse em ter a segurança de
fornecimento de energia e ali- mentos. Por isso, não mede esforços nem recursos
para investir em infraestrutura.
De
janeiro a outubro, os chineses compraram US$ 19 bilhões em soja do Brasil, origem
de 59% de todo o grão importado pelos asiáticos.
No mesmo período, o país
importou US$ 5,5 bilhões em petróleo do Brasil. Outra explicação é que o
projeto permitiria à China uma alternativa ao canal do Panamá, que, segundo
eles, é “controlado” pelos EUA.
VENEZUELA
O apetite chinês pelo Brasil
vem aumentando especialmente depois da crise na Venezuela De janeiro a outubro,
o país recebeu US$ 10,8 bilhões do gigante asiático, como já mostrou a
Folha.
A maior parte desses recursos
foi destinada a fusões e aquisições especialmente na área de energia e
transporte.
Entre
os exemplos, estão a compra de 45,36% da CPFL Energia pela State Grid Corp of
China, por US$ 3,7 bilhões, e da hidrelétrica de São Simão, por US$ 2,26
bilhões, pela State Power Investment Corporation.
O interesse chinês também levou
Pequim a fechar um acordo com o Brasil e criar, em maio, um fundo de
investimento de US$ 20 bilhões destinado a financiar projetos de infraestrutura
no país que sejam considerados relevantes para ambas as partes.
Fonte:
Folha de S.Paulo
ANP vê quadro de mudanças profundas no mercado de gás natural do país
12:46
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O
diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis
(ANP), Décio Oddone, afirmou nesta terça-feira que há um cenário de
transformações profundas no mercado de gás natural brasileiro. Segundo ele,
esse quadro se deve principalmente ao movimento de venda de ativos da Petrobras
no setor, abrindo espaço para outros investidores.
“Pela primeira vez, depois de
muito tempo, temos um cenário em que vemos transformações profundas no mercado
de gás”, disse o diretor em seminário sobre perspectivas da indústria de gás
natural no Rio de Janeiro, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio
de Janeiro (Firjan), no Rio.
Segundo ele, o setor de gás
natural viveu “sob o domínio da Petrobras” nas últimas duas décadas. Oddone
afirmou que agora vê “discussões sobre outros atores investindo em transporte
de gás natural no Brasil”.
O
diretor-geral da ANP acrescentou que a perspectiva de chegada do gás natural
dos campos do pré-sal para o território brasileiro no futuro vai dar uma
“chacoalhada” no mercado, com o aumento da oferta. Ele constatou que o mercado
de gás natural brasileiro ainda é relativamente pequeno, com um consumo da
ordem de 100 milhões de metros cúbicos diários, nos períodos de acionamento
termelétrico. Quando as térmicas não são ligadas, esse consumo cai para quase a
metade.
A
Petrobras deixará de ser o garantidor do suprimento de gás natural do Brasil,
mas continuará sendo um agente importante no mercado de energia no país,
afirmou o gerente executivo de gás natural da Petrobras, Rodrigo Costa.
Segundo ele, com a abertura do
mercado de gás natural brasileiro, a partir da venda de ativos da Petrobras no
setor, os demais investidores terão oportunidade de ofertar o energético na
malha de gasodutos do país. “Vamos ter uma diversidade de consumidores e uma
diversidade de ofertantes. Serão criados ‘hubs’ de negociação [de gás natural]”,
disse.
Crise
no Rio
O diretor de governança e
conformidade da Petrobras, João Elek, afirmou em relação à crise institucional
do Estado do Rio de Janeiro hoje, é importante passar por uma fase ruim para
que seja alcançada uma melhoria no futuro.
“A crise
pela qual o país passa e particularmente o Estado do Rio de Janeiro, é
consequente de uma crise ética muito acentuada, e o compliance em grande parte
atua nessa frente. [...] Acredito que a crise pela qual nós todos passamos seja
muito desagradável, a imagem institucional do país está arranhada. Entretanto,
às vezes é importante passar por uma fase ruim para, daí para a frente, partir
para uma melhoria, uma vez que ocorre a conscientização”, disse Elek.
Segundo
ele, nunca as instituições democráticas brasileiras foram tão desafiadas como
tem acontecido recentemente. Ele acrescentou que pessoas tão prestigiadas nunca
foram questionadas como hoje. No passado, destacou ele, essas pessoas seriam
consideradas intocáveis.
Fonte: Valor
Após quase ir à falência, Usiminas reage e aposta na recuperação da economia
12:52
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Quase
três anos após passar por uma das piores crises de sua história, correndo o
risco de ir à falência, a Usiminas dá sinais de reação. Em abril do próximo
ano, a siderúrgica deve religar seu alto-forno na unidade de Ipatinga, no Vale
do Aço, em Minas Gerais, voltando a operar a plena carga, com a aposta de que a
economia brasileira poderá engrenar de vez. A companhia também aumentou a
produção de minério para exportar para o mercado asiático.
Considerada um dos símbolos da
indústria nacional, a Usiminas tenta se afastar de um passado recente marcado
por uma forte turbulência financeira que abateu a empresa a partir de 2015 –
quando o País também entrou em uma de suas maiores recessões e os preços
internacionais do minério de ferro afundaram, comprometendo siderúrgicas de
todo o mundo. Em meio a essa tempestade, a Usiminas protagonizou uma das
maiores disputas societárias em curso no Brasil, arranhando ainda mais imagem
do grupo.
“O pior
ficou para trás”, disse Sérgio Leite, presidente da Usiminas, ao Estado. A
recuperação dos setores automotivo e de linha branca tem ajudado a puxar os
resultados do grupo este ano. O executivo afirmou que a companhia voltou a
fazer planos, vai antecipar o pagamento de amortização de parte de suas pesadas
dívidas, que somam R$ 6,8 bilhões, e está otimista em relação a 2018. Mas ainda
não há euforia. Segundo Leite, não há previsão de religar os altos-fornos da
unidade de Cubatão (SP) antes de 2020.
Para
religar o alto-forno de Ipatinga (que foi desligado em 2015), a companhia está
investindo cerca de R$ 80 milhões em manutenção de equipamentos. Foram
contratados nos últimos meses 500 trabalhadores, dos quais 400 temporários.
A Mineração Usiminas (Musa),
que voltou a ativar duas unidades de tratamento de minério nos últimos meses,
também admitiu 400 pessoas e faz planos para sair de uma produção de 2,4
milhões de toneladas este ano para 6 milhões de toneladas a partir do primeiro
trimestre de 2018. “Boa parte vai para o mercado asiático”, afirmou Leite.
A
contratação ainda é tímida perto do que o grupo já dispensou – entre 2014 e
2016 foram cortados mais de 4 mil funcionários, período mais agudo da crise da
empresa.
Histórico da crise. A fase de
“deterioração dos resultados” da empresa começou a partir do quarto trimestre
de 2014 e se arrastou ao longo de 2015: a empresa registrou uma série de
prejuízos consecutivos e a crise da empresa atingiu o pico quando o grupo
passou a ter geração de caixa negativa, com o risco de entrar em recuperação
judicial. Para piorar a situação da empresa, os dois principais acionistas do
bloco de controle – o grupo ítalo-argentino Ternium/Techint e a japonesa Nippon
– tornaram público um litígio que se arrasta até hoje. Procurados, não
comentam.
Uma
trégua entre os dois maiores acionistas e outro importante sócio, a CSN, de
Benjamim Steinbruch, que também entrou na disputa, foi dada no primeiro
semestre de 2016 quando os três se uniram para fazer um aporte de R$ 1 bilhão
na companhia, que corria o risco de falir, lembrou Leite. Essa etapa foi
batizada de fase de “sobrevivência”, onde vários ativos foram colocados à
venda, como a Usiminas Mecânica (nenhum foi vendido). O movimento de
“construção de resultados”, segundo Leite, começou a ser implementado este ano,
após a companhia voltar ao azul. “Estamos na fase de reposicionamento da
Usiminas.”
Para
Otto Nogami, do Insper, o atual momento do País requer cautela e pode atingir
as indústrias. “A aposta da Usiminas está calcada na recuperação da economia,
que ainda não se consolidou. Qualquer passo em falso, pode colocar tudo a
perder.”
Valorização. As ações da
Usiminas na Bolsa tiveram forte valorização este ano, enquanto as de suas
concorrentes – CSN, de Benjamin Steinbruch; e Gerdau, apresentaram desempenhos
diferentes no mesmo período. Na sexta-feira, o valor de mercado da Usiminas
atingiu R$ 12,38 bilhões, alta de 56% no acumulado do ano, de acordo com
levantamento da Economática. A CSN, de Benjamin Steinbruch, está avaliada em R$
10,08 bilhões, queda de 31,5% no mesmo período. Já a Gerdau vale R$ 17,955
bilhões na Bolsa, aumento de 7% neste ano.
Para
Pedro Galdi, analista de mercado da Magliano Corretora, a recuperação da
Usiminas em relação às outras siderúrgicas reflete a área de atuação da
companhia e a maior disciplina financeira da empresa nos últimos meses. Como produtora
de aços planos, a Usiminas se beneficiou da recuperação do setor automotivo, um
dos principais compradores desse tipo de matéria-prima. Já CSN e Gerdau
produzem aços longos, utilizados pelos setores de construção civil, máquinas e
equipamentos, que ainda não reagiram.
Relatório do BTG Pactual,
divulgado no fim de novembro, reconhece a melhora operacional da Usiminas, mas
ainda vê desafios para o grupo pela frente.
Fonte: Estadão
Cargill avalia projeto ferroviário de R$ 14 bi em parceria com rivais ADM e Bunge
12:50
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A
unidade brasileira da multinacional do agronegócio Cargill está considerando
participação com parceiros no projeto ferroviário Ferrogrão, disse o CEO da
empresa no país, Luiz Pretti, durante evento em São Paulo.
Os parceiros no projeto de R$
14 bilhões incluem as rivais ADM, Bunge e a brasileira Amaggi, disse Pretti.
Com cerca de 1,1 mil
quilômetros de extensão, a Ferrogrão deverá ligar regiões produtoras de grãos
do Centro-Oeste ao porto fluvial de Miritituba, no Pará, de onde as cargas
seguem em barcaças até terminais no Norte do país, para depois serem
exportadas.
A
Cargill está aguardando a conclusão da modelagem do projeto antes de começar
discussões com possíveis parceiros, disse Pretti, durante o evento.
O governo pretende realizar no
ano que vem o leilão da concessão da Ferrogrão.
O vencedor do certame será
aquele que oferecer ao governo federal o maior valor de outorga para a
ferrovia.
Investimentos
A Cargill, que vende 36 bilhões
de reais por ano no Brasil, já investiu US$ 1,2 bilhão no país ao longo dos
últimos seis anos, disse o executivo.
No próximo ano, a Cargill
planeja um investimento de R$ 500 milhões no Brasil, com 70% direcionado a
projetos de infraestrutura, disse Pretti.
Fonte: G1
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