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O segredo do Habib's

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Aprendi a ser bom vendedor ao oferecer mais e cobrar menos

Alberto Saraiva, é fundador das redes Habib's e Ragazzo e autor do livro "Os Mandamentos da Lucratividade"
Conforme prometi, dicas importantes seriam dadas nesta coluna. Fiquei entusiasmado e resolvi contar o SEGREDO do Habib';s. Para isso, fiz uma retrospectiva para tentar explicar por que raríssimos vendedores se tornaram tão bons quanto a minha pessoa. Afinal, transformei um produto que era pouco conhecido - a bib';sfiha - no item mais pedido em fast foods do país.
Aprendi no pior momento de minha vida o segredo que aqui revelo: oferecer sempre mais cobrando sempre menos. Desde então, segui adiante procurando constantemente viabilizar essa equação.
No universo dos negócios, não é isso que se pratica. Quando se oferece mais, cobra-se mais. E, quando se cobra menos, oferece-se menos. Talvez por isso as estatísticas dizem que 70% das empresas abertas por iniciativa própria fecham em menos de três anos. Seus donos desconhecem o segredo que mudou minha vida.
Vejamos como isso aconteceu. Aos 20 anos de idade, cursando o primeiro ano de medicina na Santa Casa, depois de três anos sendo reprovado nos vestibulares, tive de trancar a matrícula para tocar a padaria onde meu pai foi assassinado, 19 dias depois de tê-la comprado. A padaria tinha tudo de ruim: velha, ultrapassada, equipamentos da Arca de Noé. Funcionários qualificados, nem pensar. E - o pior - a padaria era mal localizada, cercada por outras cinco padarias. Não havia como o cliente chegar à minha padaria sem passar pela dos concorrentes. Eu simplesmente não vendia nada.
Naquela época, meus patrícios portugueses, donos de padaria, viviam reclamando que o pãozinho não dava lucro devido ao tabelamento. Foi quando, desesperado, tomei uma iniciativa: coloquei o preço do pãozinho 30% mais baixo que o preço de tabela. Junto, fiz uma promoção: compre dez pãezinhos e leve 12. Foi quando apareceu à minha porta um daqueles padeiros ambulantes, que compram pães em padarias e os revendem a bares e condomínios.
A notícia de meu pão mais barato se espalhou. Logo vieram outros padeiros. E eles não compravam dezenas de pães. Compravam centenas e, depois, milhares. O volume de pães que eu vendia se multiplicou. Saíam quentinhos, a toda hora, e estavam sempre fresquinhos.
Em pouco tempo, minha clientela subiu assustadoramente. Parecia que o mundo estava em minha padaria. Graças ao conceito contido no segredo, tornei-me um grande vendedor de pãezinhos.
Fiquei para sempre com meu segredo. Em tudo o que faço, procuro sempre oferecer mais e cobrar menos. Não mexo uma palha sem aplicar esse conceito. Para mim, esse é o maior segredo de vendas que existe.
Outra história: alguns anos mais tarde, estava junto com alguns amigos em uma pizzaria. Ficamos discutindo que pizza pedir. Cada um queria um sabor. Desse episódio nasceu a idéia de montarmos um rodízio de pizzas, que lançamos em São Paulo e se tornou um fenômeno nos anos 80. Em todas as pizzarias-rodízio que abríamos, filas enormes dobravam o quarteirão. Era uma loucura!
O segredo era o mesmo: oferecer mais cobrando menos. Tínhamos os melhores produtos e o preço era incrivelmente baixo. A mussarela era a Monte Castelo, a melhor que existia. A calabresa era da Sadia. O presunto era da Perdigão. O atum vinha do Chile e o azeite era o Galo, o melhor de todos. O preço? Era uma piada, era o menor possível. Os clientes faziam uma fila enorme para comer em nossa pizzaria. Tornei-me um grande vendedor de pizzas.
Foi com esse mesmo segredo que em 1988 nasceu o Habib';s. Em 20 anos de existência, nossa meta principal é sempre oferecer mais e cobrar menos. A Bib';sfiha de carne por 0,79 real e a política de preços que começam com zero são a maior prova disso. Por isso crescemos tanto. Tornamo-nos uma empresa que atende 150 milhões de clientes por ano.
Meu querido leitor, agora você tem o segredo do Habib';s. Se você empregá-lo, tem tudo para se tornar um grande vendedor. Faça bom proveito. Que sua vida como empreendedor mude e você conquiste muitos clientes. Mas, para isso, lembre-se: ofereça mais e cobre menos.
Boas Bib';sfihas para todos.

 

Havaianas investe em novos produtos para garantir sucesso no mercado

Marca aposta em uma ampla variedade para atender aos diferentes perfis de públicos, com artigos que vão além das tradicionais sandálias de borracha

Por Leticia Muniz, do Mundo do Marketing | 26/06/2012

leticia.muniz@mundodomarketing.com.br

havaianas,50 anos,case,soul collectionCompletando 50 anos em 2012, Havaianas é um dos cases de Marketing mais conhecidos do Brasil, saindo de um portfólio limitado e do esquecimento na década de 1990 para uma marca de sucesso em mais de 80 países do mundo. Com cerca de 100 modelos diferentes, Havaianas conta ainda com um mix que vai além das sandálias, por calçados fechados, bolsas, toalhas e chaveiros. Para manter a posição de destaque no mercado, a Alpargatas, detentora da marca, aposta em ampliação constante nas suas linhas e no conceito de brasilidade.
A principal extensão no portfólio de Havaianas para além das tradicionais sandálias de borracha veio em 2010, com o lançamento, no Brasil, da Soul Collection, coleção de calçados fechados e tênis. A princípio, os produtos foram desenhados para atender o mercado europeu que, por conta do inverno rigoroso, não dava espaço para a venda dos modelos originais durante todo o ano.
A Internet, no entanto, acabou fazendo com que os itens acabassem ficando conhecidos e caíssem no gosto dos consumidores brasileiros. “Havaianas é um produto visto como muito simpático pelo público europeu, mas que não podia ser usado durante todo o ano, a não ser dentro de casa ou com meias. Daí surgiu a ideia dos sapatos fechados. Aqui no Brasil, as pessoas ficaram sabendo e começaram a pedir”, explica Rui Porto, Consultor de Comunicação da Alpargatas, em entrevista ao Mundo do Marketing.
Portfolio variado
Além dos calçados fechados, a marca trabalha atualmente com produtos de outras categorias como bolsas, toalhas, chaveiros e pingentes para celular. A ideia é continuar lançando outros itens. Em breve, a empresa se prepara para disponibilizar no varejo capas para iPads e iPhones com a identidade da marca.
A Havaianas aposta também em uma ampla variedade de modelos para atender aos diferentes perfis de públicos que usam as sandálias. Além das Havaianas bicolores, mantidas no mercado há 50 anos, a empresa conta com modelos desde os básicos Top, disponíveis no varejo a R$ 9,90, até sandálias com tiras cravejadas por cristais Swarovsky, que custam quase R$ 300,00. Sem falar nas edições limitadas em parcerias com marcas como a H Stern, com preços que ultrapassam as centenas de milhares de reais.
A atualização e renovação constantes do portfólio fazem parte do posicionamento da Havaianas como uma marca de moda. “Hoje lançamos duas coleções por ano que se modificam sempre, mas sem perder a alma daquela sandália de borracha, de dedo. Havaianas mudou de patamar, mas não mudou sua alma”, explica Rui Porto.
havaianas,50 anos,case,soul collectionBrasilidade na marca
Não perder o conceito de brasilidade na marca é um cuidado da empresa na hora de trabalhar sua estratégia de Marketing, independente do país de atuação. O que muda, no entanto, é a forma de abordagem inicial, já que nem todas as partes do mundo se identificam tanto com a personalidade brasileira.
Na Europa, por exemplo, o calor brasileiro é visto com simpatia, enquanto nos Estados Unidos a característica não tem tanta relevância. Apesar das diferenças, a essência do Marketing e da comunicação é a mesma em qualquer mercado, sofrendo mudanças de acordo características internas. “Quando ingressamos em um país observamos, naturalmente, a cultura local. Na Hungria, por exemplo, onde o pólo aquático é um esporte muito popular, trabalhamos nossa publicidade em revistas especializadas”, completa Porto.
Atualmente, a Havaianas trabalha para ingressar nos mercados da Índia, Indonésia, China e México. Um dos cuidados da companhia é chegar aos novos países por meio de distribuidores que conhecem bem o varejo local. A operação própria é feita apenas em áreas onde a marca já é bem difundida, como Estados Unidos, Canadá e Europa, em cidades como Bologna, Paris, Londres e Lisboa.
“Nestes novos mercados atuamos com os distribuidores. Eles conhecem bem o varejo e a cultura local, além de dividir os riscos e os bônus da propaganda. A Havaianas pensa globalmente e age localmente. Conhecemos a cultura local e promovemos as adaptações necessárias, porém, nunca sem perder nossos valores e filosofias, que são universais”, completa o profissional.
Comemoração
O objetivo da Havaianas para os próximos anos é manter a taxa de crescimento, lançando mais linhas de produtos e ingressando, cada vez mais, em novos mercados. Hoje, a empresa conta com 219 franquias da marca em diferentes países e pretende atingir 500 unidades em quatro anos.
Para comemorar os 50 anos de criação estão sendo desenvolvidas diversas ações. Entre elas o lançamento de um modelo comemorativo de sandálias, que remete a primeira Havaianas lançada e que terá 100% da renda de suas vendas revertidas para a Unicef.
“Disponibilizamos 50 mil unidades e todo o valor de venda será doado. Essa é a nossa forma de agradecer ao público por todo o carinho ao longo destes anos. Além disso, vamos lançar um livro com as 50 melhores campanhas impressas de Havaianas, além de promover festas para nossos funcionários”, completa Rui Porto.

Juros astronômicos inadimplência recorde

Com taxas de 238%, cartão de crédito vê falta de pagamento ir a 30% em maio.
Dados do Banco Central (BC) mostram que, em maio, a inadimplência nas operações com cartões de crédito - cujos juros chegam a 238% ao ano - alcançou 29,5%. É a maior de todas as linhas de crédito calculadas pela instituição.
Em segundo lugar, vêm operações com export notes, usadas por empresas: 20%, seguida por linhas de refinanciamento de saldo devedor de cheque especial e cartão de crédito (19,5% de inadimplência). Esse cenário ajudou a levar a inadimplência das famílias e empresas ao recorde de 6%.
Isso ocorreu num momento, em que o BC registrou que o volume de crédito no Brasil atingiu R$ 2,136 trilhões, em maio, mais 1,7% sobre o mês anterior e 18,3% em 12 meses. Segundo o BC, o montante equivale a 50,1% do PIB.
O chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, disse, porém, não ver risco no ritmo de crescimento do crédito no país. Segundo ele, os países desenvolvidos têm relação crédito/PIB acima de 70%. Neles, porém, os juros não são astronômicos como no Brasil.
Não por acaso, o consumidor está fugindo do cheque especial e do cartão de crédito. Enquanto a média diária das concessões do crédito pessoal, incluídas os consignados em folha, cresceu 4,8%, mês passado sobre abril, houve retração de 6,7% no cheque especial e de 13% no rotativo do cartão.
Para o consultor econômico da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Carlos Thadeu de Freitas, a evolução do crédito no país não preocupa: "Não é o fim do modelo de crescimento alavancado pelo consumo. O aumento da inadimplência já era esperado, em função das vendas, que foram muito fortes. O crescimento da renda e as medidas do governo, sobretudo redução de juros, vão ajudar a estabilizá-la."
Para Freitas, se o país voltar a crescer a inadimplência até diminuirá: "Para tanto, é preciso aumentar o investimento. O excesso de aperto da política monetária e a crise na Europa prejudicaram, até aqui, a economia. E a inadimplência aumenta quando a economia encolhe", resume.

Milionários se unem Gates para doar metade de sua fortuna

Já são 81 os americanos que assumiram o compromisso filantrópico

Warren Buffett e Bill Gates, os dois maiores filantropos do mundo
O compromisso foi firmado em junho de 2010 por iniciativa de Buffett e Gates
Nova York - Doze bilionários se juntaram nesta quinta-feira a uma iniciativa criada há dois anos por Bill Gates e Warren Buffett, que se comprometeram a doar pelo menos metade de suas fortunas para a filantropia.
Com isso, já são 81 os americanos que assumiram o compromisso. ''É maravilhoso que estas doze famílias tenham se unido ao projeto'', disse Buffet, cofundador da ''Giving Pledge'' (''Compromisso de Doar'').
O proprietário do grupo Berkshire Hathaway acrescentou que os doze bilionários, entre os quais figuram nomes como Bill e Karen Ackman, Steve Bing, Elon Musk e John Michael Sobrato, ''têm origens diferentes mas compartilham o desejo de ver mudanças positivas no mundo''.
O compromisso foi firmado em junho de 2010 por iniciativa de Buffett e Gates, e desde então 81 bilionários decidiram participar, como o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, o fundador de Facebook, Mark Zuckerberg, e o herdeiro David Rockefeller.
''A filantropia é uma forma de agradecer as oportunidades que tive em minha tentativa pessoal de perpetuar o sonho americano, já que comecei minha carreira sem nada, e trinta anos depois estou em posição de devolver a sociedade as oportunidades que ela me deu'', afirmou Glenn Dubin, um dos novos participantes da iniciativa e diretor de uma companhia de administração de capitais.
''Ao longo dos anos, os ganhos emocionais e psicológicos que os atos de caridade me deram foram enormes, quanto mais faço pelos demais, mais feliz sou'', afirmou outro dos signatários da iniciativa, o investidor Bill Ackman.
As doações de pessoas físicas nos EUA aumentaram 2,7% em 2011 e somaram US$ 211 bilhões.

 

Mandamentos do Habib;s

Em 1970 e 1971, Alberto Saraiva tentou 11 vestibulares para medicina. Foi reprovado em todos. Persistiu. Formou-se médico em 1980, mas nunca exerceu a profissão. Em lugar disso, montou a maior rede de franquias de comida árabe do mundo, o Habib's, que tem 250 restaurantes. Saraiva acaba de lançar um livro em que conta sua história e resume sua visão do sucesso (Os Mandamentos da Lucratividade, editora Campus Elsevier). Veja dois de seus conselhos:

  • Não terceirize -- Quem toma conta de toda a cadeia produtiva reduz custos, diz o dono do Habib's.

  • Aprenda a medir -- Certa vez, Saraiva quis premiar um garçom que o atendia muito bem. Mas, ao monitorar o valor de suas vendas por cliente, descobriu que ele era o pior dos 12 garçons da loja.
  • Petrobras descobre reserva de petróleo de 6 milhões de barris (oficial)

    Por AFP
    A companhia estatal brasileira Petrobras descobriu no sul da Argentina uma nova reserva de petróleo cujo potencial preliminar é de seis milhões de barris, cerca de 352 milhões de dólares, anunciou o ministro do Planejamento, Julio De Vido.
    "O poço foi descoberto pela Petrobrás a uma profundidade de 3.020 metros, o que significa se tratar de petróleo e gás não convencional.
    A jazida está localizada na província de Santa Cruz (Patagônia, sul), em um lugar denominado Estancia Água Fresca. "Esta descoberta faz com que Argentina importe menos petróleo e é um aporte ao superávit da balança comercial", disse o ministro.
    A Argentina acaba de nacionalizar 51% da petroleira YPF (ações que estavam em mãos da espanhola Repsol), com o argumento de que a produção de hidrocarbonetas está em queda desde 2008 no país.
    A YPF é a maior produtora de petróleo (41%), seguida por Panamerican Energy (17%) e em terceiro lugar a Petrobras (6%) na Argentina, segundo o Instituto Argentino de Petróleo (IAP), financiado por empresas do setor.
    Entre os principais refinadores figuram YPF (54,6%), Shell (14,5%) e Petrobras (14%,1).
    O grosso da produção petroleria do país está concentrado no sudeste, na Cuenca Neuquina (44%) e ao extremo sul, na Cuenca del Golfo San Jorge (44%), das províncias sulistas de Santa Cruz e Chubut, segundo o IAP.

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