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China deve produzir menos de 12 mi t de açúcar devido a clima adverso


Agência Estado
A produção de açúcar da China em 2011/12 pode cair abaixo da projeção anterior de 12 milhões de toneladas devido ao clima desfavorável em grandes áreas de cultivo, afirmou nesta sexta-feira, 24, Zhao Lihuam diretor da Comissão Nacional de Reforma e Desenvolvimento (NDRC, na sigla em inglês).
   As chuvas na Região Autônoma de Guangxi Zhuang e uma severa seca na província de Yunnan prejudicam o desenvolvimento da cana-de-açúcar, informou ele, durante uma conferência do setor. Guangxi e Yunnan são a primeira e a segunda maiores regiões produtoras de açúcar do país, respectivamente. As duas respondem juntas por cerca de 75% da produção nacional.
   Guangxi deve produzir entre 6,8 milhões e 7 milhões de toneladas na temporada iniciada em 1º de outubro de 2011, ante 7,2 milhões de toneladas previstas em novembro, segundo Nong Guang, presidente da Associação de Açúcar de Guangxi.
   Em Yunnan, uma seca reduziu a produção local em cerca de 160 mil toneladas e as condições continuam piorando, de acordo com Deng Yi, presidente da Associação de Alpucar de Yunnan.
   A China provavelmente produzirá 11,5 milhões de toneladas de açúcar em 2011/12, ante 10,45 milhões de toneladas observadas em 2010/11, estimou o presidente da Associação de Açúcar de Guangdong, Liu Hande. Ainda assim, o país enfrentará um déficit de pelo menos 2 milhões de toneladas neste ano. As informações são da Dow Jones. 

Fernando Nobre diz que em Angola "há muito mais" que petróleo e diamantes


"Se a governação for cada vez mais transparente e responsável, se a sociedade civil crescer e se fortalecer, Angola tem todas as condições para se tornar talvez no segundo país mais rico de África".


Lisboa - O médico e ex-candidato às presidenciais em Portugal Fernando Nobre destaca que Angola é muito mais que petróleo e diamantes.

Em declarações à rádio TSF, Nobre, que lidera a organização não governamental Assistência Médica Internacional (AMI), disse, por ocasião da visita do secretário geral das Nações Unidas a Luanda, que não se pode olhar para Angola "como sendo um poço de petróleo e uma mina de diamante".
Fernando Nobre, que nasceu em Angola e que participou em diversas missões humanitárias neste país, diz conhecer aquela terra como a palma das mãos e, segundo a TSF, mostrou-se menos crítico em relação a alguns problemas no país, argumentando que nos últimos anos a Europa o tem desiludido.
Para o líder  da AMI, saúde e educação são caminhos que é preciso continuar a desbravar, num país em que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) per capita se revela enganador, porque não há distribuição de riqueza.
"Não podemos olhar para Angola como sendo um poço de petróleo e uma mina de diamante", disse, frisando que "há muito mais do que isso", como nos setores do ferro e do café.
"Se a governação for cada vez mais transparente e responsável, se a sociedade civil crescer e se fortalecer, Angola tem todas as condições para se tornar talvez no segundo país mais rico de África", quase ao lado da África do Sul, afirmou António Nobre em declarações à TSF.

Empresários argentinos na corrida a Angola

A visita do ministro dos Negócios Estrangeiros da Argentina, Héctor Timerman, a Angola está agendada para a próxima semana, entre os dias 4 e 5.




Luanda - Representantes de 300 empresas argentinas de distintos ramos de atividade vão participar, nos dias 6 e 7 de Março, numa "bolsa de negócios multi-sectorial Angola/Argentina", a realizar em Luanda, por ocasião da visita a Angola do ministro dos Negócios Estrangeiros argentino, Héctor Timerman.
O anúncio foi feito, segunda-feira, em Luanda, pelo presidente do conselho de administração da Feira Internacional de Luanda (FIL), Matos Cardoso, durante uma conferência que contou com a presença do embaixador da Argentina em Luanda, Juan Agustin Caballero.
Na Bolsa de Negócios estarão representadas empresas do setores de alimentação, construção civil, indústria, electricidade, informática, vestuário, saúde, calçado, equipamento agrícola, bebidas, habitação, higiene, transportes, petróleo, agro-pecuária, energia e águas.
"A Bolsa de Negócios Multisectorial Angola/Argentina visa a criação de sinergias, o estreitamento dos laços entre os dois países, a troca de experiências e a assinatura de acordos de cooperação económica", disse Matos Cardoso", apelando para a participação empresários angolanos.
A visita do ministro dos Negócios Estrangeiros da Argentina, Héctor Timerman, a Angola está agendada para a próxima semana, entre os dias 4 e 5. As informações são da Angop.

Brasileira Impacta Tecnologia entra em Angola

"Angola é um dos países do continente africano que mais crescem", lembra Neander Souza, executivo de expansão do grupo Impacta.


Brasília - O grupo educacional Impacta Tecnologia, presente há mais de 20 anos no mercado de capacitação profissional em TI, deu os primeiros passos para a expansão da marca no exterior. Neste mês, foram fechados dois contratos de licenciamento com o grupo MWYNY, em Angola, e com a Universidad San Ignacio de Loyola- USIL, no Peru.
De acordo com Neander Souza, executivo de expansão do grupo Impacta, a escolha dos países foi estratégica. “Angola é um dos países do continente africano que mais crescem, além de sua economia estar bastante acelerada, o que provoca o crescimento das tecnologias e, consequentemente, a necessidade de novos profissionais que atendam às exigências do segmento. O Peru também vivencia grandes taxas de crescimento e possui alta demanda por treinamentos em TI”, afirma o executivo.
O know how do grupo Impacta passa a ser fornecido aos estudantes angolanos e peruanos já em março, por meio do portfólio de Treinamentos, Graduação, Pós Graduação e MBA. Para assegurar o padrão de ensino do grupo Impacta, alguns profissionais brasileiros estarão in loco, auxiliando o início das atividades em cada país.
“Estamos focados em alcançar o reconhecimento global da nossa marca, já tão consolidada e prestigiada no segmento de educação em TI brasileiro. Novasnegociações já estão andamento na Espanha, Portugal, EUA, Colômbia e Argentina”, complementa Souza.
No Brasil, o programa de licenciamento do grupo tem expectativa de até o final de 2012 contar com 60 licenciados e mais de 20 mil alunos.

Tailandesa PTT e Shell disputam gás do norte de Moçambique

Na última semana, a Shell tinha oferecido 1,158 mil milhões (bilhões) de euros pela totalidade da Cove.



Maputo - A tailandesa PTT propõe-se comprar a irlandesa Cove Energy ,que participa no consórcio liderado pela norte-americana Anadarko, que explora gás no norte de Moçambique, por 1,131 mil milhões (bilhões) de euros, informa a agência AIM.

A Cove Energy, baseada em Dublin e listada na bolsa de Londres, está a ser alvo do interesse de grandes empresas mundiais do sector, atraídas pela sua participação, com 8,5 por cento, num consórcio liderado pela norte-americana Anadarko, que explora gás num lote na bacia do Rovuma, no norte de Moçambique.

A proposta da PTT já foi 'totalmente apoiada' pelo governo tailandês que a considera um significativo investimento em Moçambique.
Na última semana, a Shell tinha oferecido 1,158 mil milhões (bilhões) de euros pela totalidade da Cove. Agora, face à nova proposta, a administração da Cove anunciou estar em conversações com os dois candidatos.
Recorde-se que a petroleira anglo-holandesa Royal Dutch Shell havia feito uma oferta de 1,55 mil milhões de dólares pela Cove, que tem também operações de gás natural liquefeito (GNL) no Quênia.
A oferta da Shell equivale a 195 centavos de libra por acção da Cove Energy, um prêmio de 73,3% em relação ao preço de fechamento em 4 de janeiro, antes do início do processo de venda. O conselho de administração da Cove acredita que a proposta é suficientemente atractiva e diz que vai ajudar a Shell a atingir um ponto onde se sinta confortável para fazer uma oferta formal.
O acordo ainda depende da aprovação das autoridades reguladoras, incluindo o aval do governo de Moçambique, relacionado à participação de 8,5% da Cove no bloco Rovuma Offshore Area 1.
'A Cove marcaria a entrada da Shell em animadoras novas províncias de hidrocarbonetos em Moçambique e no Quênia, com potencial significativo para novos projectos de GNL, com recentes descobertas de gás na costa de Moçambique, além de posições exploratórias complementares na África Oriental', diz a Shell no documento da oferta.
Estima-se existirem reservas superiores a 30 biliões de pés cúbicos de gás, e na região opera igualmente o consórcio liderado pela italiana ENI e que integra a portuguesa GALP.


Descontentes, espanhóis vendem usinas em SP


Valor Econômico - SP
Quatro anos após comprar as usinas de açúcar e álcool da Dedini Agro por mais de US$ 600 milhões, o grupo espanhol Abengoa Bioenergia, subsidiária da empreiteira espanhola Abengoa, decidiu colocar os ativos à venda. Trata-se da primeira notícia concreta de intenção de desinvestimento em etanol envolvendo uma empresa estrangeira no país. A decisão, em estudo há alguns meses, deveu-se, segundo fontes do segmento, a resultados abaixo das expectativas.
   O Valor apurou que a Abengoa contratou o Credit Suisse para assessorá-la na operação, que neste momento está em fase de assinaturas de memorandos de entendimentos com alguns potenciais grupos compradores - entre eles, as multinacionais e outras grandes empresas presentes no setor. Procurada, a Abengoa não retornou os pedidos de entrevista. O Credit Suisse não comentou o assunto.
   Pelas duas usinas - a São Luiz, localizada em Pirassununga, e a São João, de São João da Boa Vista -, o grupo espanhol pagou US$ 297 milhões, além da assunção de dívidas de US$ 387 milhões. Na época, em 2007, foi anunciado que, juntos, os ativos tinham capacidade para moer 6,1 milhões de toneladas de cana por safra. Mas, segundo fontes ouvidas pelo Valor, a condição real se limita a, no máximo, 5 milhões de toneladas.
   Boa parte desse "gap" se deu após a efetivação das aquisições, quando a Abengoa teve que abandonar áreas cultivadas com cana-de-açúcar, compradas no pacote junto com os ativos industriais, pois estavam em Área de Preservação Permanente (APP). De acordo com fontes, a falta de expertise da equipe da Abengoa em operar canaviais também ajudou a aprofundar a distância entre o "esperado" e o "realizado" pelo grupo espanhol.
   Mesmo diante desse cenário, a empresa sustentou a aposta e seguiu realizando outros aportes na ampliação das duas usinas. Em seu site, a espanhola previa atingir em 2012 moagem de 7,3 milhões de toneladas de cana no Brasil, mas segundo apurou o Valor, nesta safra 2011/12, em finalização, a Abengoa processou apenas 4,3 milhões de toneladas de cana nas duas usinas próprias e numa terceira arrendada em Santo Antônio da Posse (SP), que moeu cerca de 100 mil toneladas.
   No último balanço divulgado pela companhia, referente ao ano fiscal de 2010, o resultado consolidado da Abengoa Bioenergia foi um prejuízo de R$ 50,4 milhões. A receita líquida foi de R$ 493,3 milhões e a dívida com empréstimos, R$ 450 milhões, sendo metade no curto prazo.
   Quando entrou no Brasil, a empresa tinha expectativa de que o Brasil fosse uma importante plataforma de crescimento mundial em biocombustíveis, dados os baixos custos de produção da época. Em 2007, produzir um litro de etanol hidratado custava R$ 0,95 no país segundo a FG Agro. Em 2011/12, foram R$ 1,24.
   A empreiteira espanhola, que atua em infraestrutura e energia, faturou com todos os seus negócios € 5,5 bilhões em 2010. Em biocombustíveis, é a principal produtora da Europa e a sexta dos Estados Unidos, segundo informações divulgadas pela empresa.
   Além de um certo descontentamento por parte de algumas estrangeiras que apostaram em etanol no país, há pouco apetite no momento por aquisições. O grupo paulista Clealco, por exemplo, desde junho de 2011 tenta vender 100% de suas duas usinas de cana, mas até agora não conseguiu fechar o negócio. Segundo apurou o Valor, a empresa renovou por mais seis meses o mandato com o Itaú BBA e segue à espera de uma posição da petroleira francesa Total, com quem negocia praticamente desde junho do ano passado.

Diferença entre a bomba e a usina


Diário de Pernambuco - PE
Quando o etanol voltará a custar menos de R$ 2? É o que todos os consumidores se perguntam diante das bombas de combustíveis. Desde abril do ano passado, o produto se mantém acima desse patamar. O mais curioso é que as usinas já estão praticando preços mais baratos que o do ano passado. Segundo levantamento da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), órgão ligado ao Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Universidade de São Paulo (USP), em fevereiro do ano passado, os produtores de Pernambuco vendiam etanol a R$ 1,1843. Agora, o etanol já sai das usinas do estado por R$ 1,0662.
   De acordo com a pesquisa da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em fevereiro de 2011, o valor médio do combustível nos postos era de R$ 1,892. Ainda, de acordo com o mesmo levantamento, o valor médio cobrado pelas distribuidoras era de R$ 1,707. Agora, os postos estão comprando o álcool hidratado a R$ 1,812 e revendendo a R$ 2,095, em média. “Quando os preços sobem, todos colocam a culpa no produtor. Mas tem alguma coisa distorcida. Como pode o álcool sair mais barato da usina e ser vendido mais caro”, defende Renato Cunha, presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Pernambuco (Sindacúçar-PE).
   Frederico Aguiar, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Pernambuco (Sindicombustíveis), diz que está pagando mais pelo etanol que compra as distribuidoras. “Hoje, eu compro por R$ 1,917. Em fevereiro do ano passado, custava R$ 1,85”, declara. Para Míriam Bacchi, coordenadora de etanol da Esalq, houve um aumento das margens. “O que seria em parte justificável, diante dos aumentos de custos com salários, energia elétrica e frete. Mas não nessa magnitude”, argumenta.
   Pela pesquisa da ANP, a margem dos postos cresceu de R$ 0,185 para R$ 0,283 por litro comercializado. “A margem ideal era R$ 0,30. A maioria vende abaixo disso”, defende o presidente do Sindicombustíveis-PE. O presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom), Alísio Vaz, defende que o atual preço é o mais adequado para a carga tributária. “A margem das distribuidoras é de R$ 0,10. A média de preços do ano passado se deve a uma maior sonegação dos impostos. Com o aumento da fiscalização, o preço volta ao patamar realista, que infelizmente não é o valor mais desejável para o consumidor”, diz ele. Por litro, cerca de R$ 0,49 corresponde a ICMS (segundo a Secretaria da Fazenda de Pernambuco) e R$ 0,12 são relativos a PIS e Cofins (de acordo com Sindicom). Os tributos e o valor praticado pelas usinas somam R$ 1,67. A diferença para o preço médio das distribuidoras (R$ 1,812) é de R$ 0,15.