Fernando Nobre diz que em Angola "há muito mais" que petróleo e diamantes


"Se a governação for cada vez mais transparente e responsável, se a sociedade civil crescer e se fortalecer, Angola tem todas as condições para se tornar talvez no segundo país mais rico de África".


Lisboa - O médico e ex-candidato às presidenciais em Portugal Fernando Nobre destaca que Angola é muito mais que petróleo e diamantes.

Em declarações à rádio TSF, Nobre, que lidera a organização não governamental Assistência Médica Internacional (AMI), disse, por ocasião da visita do secretário geral das Nações Unidas a Luanda, que não se pode olhar para Angola "como sendo um poço de petróleo e uma mina de diamante".
Fernando Nobre, que nasceu em Angola e que participou em diversas missões humanitárias neste país, diz conhecer aquela terra como a palma das mãos e, segundo a TSF, mostrou-se menos crítico em relação a alguns problemas no país, argumentando que nos últimos anos a Europa o tem desiludido.
Para o líder  da AMI, saúde e educação são caminhos que é preciso continuar a desbravar, num país em que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) per capita se revela enganador, porque não há distribuição de riqueza.
"Não podemos olhar para Angola como sendo um poço de petróleo e uma mina de diamante", disse, frisando que "há muito mais do que isso", como nos setores do ferro e do café.
"Se a governação for cada vez mais transparente e responsável, se a sociedade civil crescer e se fortalecer, Angola tem todas as condições para se tornar talvez no segundo país mais rico de África", quase ao lado da África do Sul, afirmou António Nobre em declarações à TSF.

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