Cemig compra 40% da Gás Brasiliano para viabilizar gasoduto


Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) comprou 40% do capital social da Gás Brasiliano Distribuidora (GBD), empresa subsidiária da Gaspetro, para viabilizar o gasoduto de Uberaba. A negociação foi feita em sigilo entre a futura presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, e a secretária de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, Dorothea Werneck. O gasoduto é fundamental para o funcionamento da Unidade de fertilizantes Nitrogenados V (UFN V) da Petrobras.

A negociação pode mudar a classificação do projeto do gasoduto, visto que os governos de São Paulo e Minas Gerais defendem que o empreendimento seja reconhecido como gasoduto de distribuição, para permitir a construção pela Gasmig - distribuidora exclusiva de gás natural canalizado em todo o território mineiro. Por outro lado, a Agência Nacional de Minas e Energia o classifica como gasoduto de transporte, de responsabilidade federal, por atravessar os dois Estados – o que acarretaria em licitação federal e licença ambiental, impedindo a execução da obra.

Todo o aporte da Cemig na GBD será usado para construir a parte paulista do gasoduto que vem até a divisa com Minas. Já a parte mineira será construída pela Gasmig. Entretanto, o acordo, já publicado junto à Comissão de Valores Imobiliários (CVI), ainda depende da aprovação da Agencia de Gás e Saneamento de São Paulo. A expectativa é que tudo seja resolvido em até três meses. Confiante no fim do impasse com a negociação, em entrevista ao jornal Estado de Minas, Dorothea Werneck garantiu que, após as etapas superadas, será dado início à construção do gasoduto.

O prefeito Anderson Adauto garante que estava a par das articulações feitas entre a Cemig e a GBD para viabilizar a classificação do gasoduto para distribuição. Segundo ele, as reuniões para discutir o andamento do projeto são realizadas periodicamente entre a Petrobras, os diversos órgãos do Governo do Estado, como Cemig, Gasmig, Indi e as secretarias da Fazenda e Desenvolvimento Econômico, com a participação da Prefeitura de Uberaba. “Na última reunião esta questão foi tratada e, agora, se confirmou. Este é um passo decisivo para viabilizar o projeto”, afirma.

Ele ainda coloca que a nova presidente da Petrobras e a secretária estadual de Desenvolvimento Econômico tiveram papel decisivo na negociação. Para ele, Maria das Graças Foster e Dorothea Werneck deram andamento ao protocolo de intenções, assinado em março do ano passado, entre a presidente Dilma Rousseff (PT) e o governador Antonio Augusto Anastasia (PSDB).
 
FONTE: Jornal da Manhã - Uberaba/MG

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