Aplicativo
foi uma das inovações da O&G TechWeek, realizada na semana passada no Rio
de Janeiro
Enquanto a
tecnologia de íons de lítio não passa por novos avanços, nossa vida digital vai
depender da tomada mais próxima. Mas a fonte que carrega nossos dispositivos
móveis já pode ser de energia limpa. O processo, é claro, tem a mediação de um
aplicativo, nesse caso o Ziit. O funcionamento envolve o cadastramento do
consumidor – disponível gratuitamente para Apple e Android – e a opção entre
energias eólica, solar, biomassa e hídrica. O carregamento, digamos
sustentável, foi viabilizado pela Programa de Certificação em Energia
Renovável, criado pela ABEEólica (Associação Brasileira de Energia Eólica) e
pela Abragel (Associação Brasileira de Energia Limpa). O Programa já
contabiliza 2 mil usuários cadastrados e cerca de 387 mil watts usados.
“A palavra
de ordem, principalmente no Brasil, pela riqueza de recursos renováveis e não
renováveis é coopetição: competir e cooperar. É isso que o Brasil tem que
pensar em termos de matriz energética futura, uma combinação”, argumenta Elba
Gannoum, presidente da ABEEólica. Já para Suzana Kahn, professora da
COPPE/UFRJ, as tecnologias novas sempre têm um custo alto, mas é preciso que
sejam adotadas já. De acordo com ela, algumas rupturas que são iminentes, estão
acontecendo em setores cruciais como transporte e a mobilidade urbana, a
biomassa e os biomateriais para o setor de construção civil.
O gás
natural, por sua vez, faz parte dos projetos inovadores. Um exemplo de novas
tecnologias do setor é o de medidores inteligentes apresentado no evento por
Emmanuel Delfosse, diretor de gás da Engie Brasil. O sistema transmite
informações sobre consumo de energia em tempo real e tem como objetivos o
aumento da eficiência energética e a melhora da gestão de energia, além da
otimização da rede de distribuição.
O
projeto-piloto começou em dezembro de 2015 e envolveu a ativação inicial de 150
mil medidores em 24 cidades francesas no período de um ano. Segundo Delfosse, o
projeto pode beneficiar 11 milhões de consumidores até 2022 e teria métricas
que mostram o retorno de investimento. Vamos a elas: o aporte na ativação total
seria de 1 bilhão de euros, mas a economia de apenas 1,5% de energia em função
da automação e maior controle permitiria um retorno de 835 milhões de euros.






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