Foco
envolve pequenas centrais hidrelétricas, fonte eólica e mercado solar
fotovoltaico
Até então
uma comercializadora independente de energia, a Tradener entra na etapa de
geração com um aporte de R$ 600 milhões nesse ano e o foco na matriz renovável.
A trinca de escolha da empresa para estrear na área envolve o investimento em
pequenas centrais hidrelétricas, as chamadas PCHs, energia eólica e o
desenvolvimento de painéis fotovoltaicos. O financiamento para os projetos vem
do BNDES e da participação de outras instituições financeiras.
Agora, a
questão: por que a empresa que somente atuava na negociação de energia no
mercado livre resolveu arregaçar as mangas e partir para a geração em si?
Walfrido Avila, presidente da Tradener, explica: garantir energia
suficiente a preços competitivos para comercializar para seus clientes. “Quando
começamos, em meados de 1998 para 1999, no início do mercado livre, havia muita
energia sobrando. Só que a partir de 2010 a gente começou a sentir uma queda
nos investimentos”, argumenta o executivo. “Vimos que poderia faltar energia no
mercado livre e que o preço poderia subir. Então resolvemos produzir nossa
própria energia”. Ponto.
Na prática,
a companhia tem planos concluídos para construir seis pequenas centrais
hidrelétricas (PHCs) em Goiás. Todas devem ter, juntas, capacidade de geração
de 120 megawatts (MW). A primeira já está sendo construída entre os municípios
de Palestina de Goiás e Arenópolis e deverá iniciar operação comercial até
abril de 2019.
Na área
eólica, a Tradener tem um projeto na Bahia e dois no Rio Grande do Sul, com
capacidade total de geração de 90 MW e 340 MW, respectivamente. “Estamos
trabalhando para iniciar a construção da primeira parte deste projeto (30 MW)
ainda em 2017, para a comercialização da energia no mercado livre”, comenta
Avila.






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