
A
comercialização do primeiro óleo produzido na área de Libra, considerada a
maior reserva de petróleo do país, deverá se iniciar no início de janeiro de
2018, quando deverá ocorrer o primeiro embarque, segundo Fernando Borges,
gerente-executivo do projeto.
Após cerca de um ano de atraso,
a produção de Libra foi iniciada no domingo e, portanto, ainda é restrita, com
aproximadamente 17,5 mil barris de petróleo por dia.
O volume está em alta, e deverá
chegar a 40 mil em um prazo de 50 a 60 dias —os embarques poderão ocorrer
quando o campo chegar a um nível de produção de cerca de 600 mil barris por
dia, diz ele.
O projeto está em fase de
teste, que deve durar cerca de um ano e tem como meta avaliar o comportamento
do reservatório.
"A receita [a ser obtida
com a comercialização nessa etapa] não é desprezível, e já vem para recuperar
parte dos custos passados, mas o maior valor do projeto são as informações
sobre o comportamento da jazida, que vão nos dar subsídios para maximizar o
fator de recuperação do óleo", disse.
A capacidade total de produção
de Libra, considerada a maior reserva de petróleo do país, ainda não foi
definida, afirma Borges. A estimativa inicialmente divulgada pela ANP era de 8
bilhões a 12 bilhões de barris de petróleo.
Por enquanto, a única
confirmação é a capacidade de produção de 3,3 bilhões de barris de petróleo no
campo de Mero –como foi chamada o primeiro campo da área de Libra, na Bacia de
Santos. O dado foi apresentado pela empresa nesta quinta-feira (30) à ANP
(agência reguladora do setor).
A região fica na parte noroeste
do bloco de Libra, a cerca de 180 quilômetros da costa do Rio, e tem cerca de
320 km² –cerca de 21% da área total de Libra.
A expectativa é que o custo de
equilíbrio (para que os investidores não tenham nem lucro nem prejuízo) do
campo seria de US$ 35 por barril, segundo Borges.
O bloco foi arrematado em 2013
por um consórcio liderado pela Petrobras (com participação de 40%), em parceria
com a Shell (20%), a francesa Total (20%) e as chinesas CNPC (10%) e CNOOC
Limited (10%). A área foi a primeira a ser licitada sob o regime de partilha de
partilha de produção, o que significa que parte do petróleo extraído ficará com
a União.
"Vamos continuar os
trabalhos exploratórios. Essa área é cerca de um quarto do tamanho original e é
onde concentramos os esforços nos últimos quatro anos, com a perfuração de oito
poços. No restante da área perfuramos três poços e encontramos uma geologia um
pouco diferente. É muita informação para ser processada", disse.
Fonte: Folha SP






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