OGX encontra óleo e gás na Bacia de Santos


Mercado aposta que o reservatório da empresa comandada por Eike Batista tenha até 3 bilhões de barris; ações da companhia dispararam na Bovespa
Petroleira do grupo empresarial EBX, do bilionário Eike Batista, a OGX divulgou em 16/01/12 ao mercado ter encontrado óleo e gás natural em águas rasas da Bacia de Santos, na altura do litoral sul do Estado do Rio de Janeiro.
Em comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a companhia informa que "a presença de hidrocarbonetos" foi detectada por seus sistemas de exploração no poço batizado como Fortaleza (1-OGX-63-SPS), no bloco BM-S-57, a 102 km da costa fluminense. A empresa de Eike não tem parceiros no bloco. Sua participação é de 100%.
Mesmo sem a divulgação de estimativas sobre o potencial da jazida, as ações da OGX dispararam na Bolsa de Valores de São Paulo. As ações ordinárias da companhia subiram 5,37%, enquanto o Ibovespa (índice da bolsa paulista) ficou em 1,37%.
Circulou no mercado a notícia de que o reservatório teria até 3 bilhões de barris, o que equivaleria a cerca de 477 bilhões de litros. A OGX nem desmentiu nem confirmou a informação.
Um geólogo graduado do setor explica que é muito cedo, nessa fase da descoberta, para estimar um volume de reservas. Mas, com base na informação de que os indícios foram encontrados em uma coluna de mil metros de extensão por 110 metros de espessura, é possível inferir que caibam no reservatório até 3 bilhões de barris de petróleo.
No caso de o reservatório não estar cheio, poderão ser 2 bilhões de barris. A média nacional de recuperação, já que nem todo recurso de um poço pode ser extraído, é de 20%.
Para especialistas, a se confirmarem as dimensões da carga de óleo e gás armazenada no subsolo marinho na região do bloco, a OGX terá feito uma importante descoberta, ainda mais relevante em razão da profundidade do local. Entre a superfície e o fundo do mar, a lâmina d"água é de apenas 155 metros. A proximidade da costa e a pouca profundidade da área a ser explorada são fatores que facilitarão a extração. É um panorama muito favorável à OGX que, no informe ao mercado, intitulou-se a "empresa brasileira de óleo e gás natural responsável pela maior campanha exploratória privada no Brasil".
No comunicado, a OGX diz que a "forte presença de gás" na coluna "resultou em um " kick" , que esta sendo controlado". O "kick" ocorre quando a pressão do óleo ou do gás é maior do que o peso da lama injetada na perfuração do poço. Em novembro do ano passado, no Campo de Frade (Bacia de Campos), um "kick" provocou um vazamento em poço explorado pela americana Chevron.
A OGX prevê que em final de janeiro/12 extrairá a primeira carga de petróleo no Campo de Waimea, na Bacia de Campos. A OGX montou uma campanha publicitária para destacar o "primeiro óleo" do grupo dirigido pelo megaempresário.
Fonte: Sabrina Valle e Sergio Torres, O Estado de S.Paulo, janeiro/12

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