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Política garante estabilidade nos preços do etanol, diz Unica


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Alessandro Reis/JornalCana
A União da Indústria de Cana-de-Açúcar vê como positiva a decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN), de instituir uma linha de crédito para estocagem do etanol combustível por considerá-lo um instrumento importante para diminuir oscilações acentuadas nos preços do etanol entre os períodos de safra e entressafra.

Para Antônio de Padua Rodrigues, diretor técnico da entidade, é um financiamento muito diferente do que foi no passado, pois houve uma grande evolução. "O que temos agora é um instrumento bem estruturado, em linha com os anseios do setor no que se refere aos valores disponibilizados e taxas de juros,” afirma. 
Na quarta-feira (29/02), o CMN instituiu uma linha de crédito para financiar a estocagem de etanol combustível. Usinas, destilarias, cooperativas de produtores e empresas que comercializam o etanol, que estejam devidamente cadastradas na Agência Nacional de Petróleo, Biocombustíveis e Gás Natural (ANP), poderão usar este crédito.

A taxa de juros será de 8,7% ao ano e serão disponibilizados R$ 4,5 bilhões para crédito. A expectativa é que sejam estocados 3,7 bilhões de litros de etanol durante a safra 2012/2013, dos quais 1,6 bilhão de etanol anidro e 2,1 bilhões de litros de hidratado. O período de contratação do crédito será de 1º de maio a 30 de novembro de 2012 para a região Centro-Sul, e de 1º setembro a 28 de fevereiro de 2013 para as demais regiões produtoras.

Pagamentos e juros menores - O pagamento deverá ser feito em três parcelas a partir de fevereiro de 2013 para as operações contratadas no Centro-Sul e a partir de julho, também do próximo ano, para as demais regiões.


O custo do dinheiro para o crédito também caiu nesta linha em relação às anteriores: os 8,7% anunciados são inferiores aos 9% de 2010 e 11,25% ao ano em 2009, segundo a Unica. 
De acordo com o diretor da Unica, os níveis de contratação para o financiamento dependerão de uma análise creditícia do banco, mas o ponto é que os juros são menores, e os valores financiados estão muito próximos do mercado: R$ 1,30 por litro para o etanol anidro e R$ 1,15 para o hidratado.

Rodrigues lembra ainda que em passado recente a regra estabelecida era de 1,5 litro de etanol estocado para cada litro financiado. "Agora, será um litro financiado para um litro estocado. “Isto é muito relevante, embora deva-se frisar que a questão da garantia ainda será fruto de uma negociação do produtor com o agente financeiro, pois o produto não é garantia para o financiamento,” conclui.

Fonte: ProCana Brasil

IPEA divulga estudo sobre biodiesel; Setor deve ganhar Marco Regulatório


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Em antecipação ao anúncio do marco regulatório, o IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada acaba de divulgar o resultado de um amplo estudo sobre o biodiesel. Segundo o Ceise Br, através da APROBIO – Associação Brasileira dos Produtores de Biodiesel, foi formada a Frente Parlamentar do Biodiesel, com cerca de 400 congressistas (Deputados Federais e Senadores) e nos próximos dias o Governo Federal anunciará oficialmente o Marco Regulatório do Biodiesel. Medida que a entidade defende para o segmento sucroenergético.
Segundo o estudo, as perspectivas de mudanças do marco legal do setor de biodiesel iniciaram-se em 2010, tendo ocorrido alterações importantes, em 2011, devendo aprofundar-se em 2012, dado o número de demandas que chegam aos poderes Executivo e Legislativo. Revela também que o aspecto central que pauta as discussões é a possível elevação dos atuais 5% para 7%, 10%, até 20% de adição do biodiesel ao diesel, de forma paulatina, ao longo dos próximos anos.
“A antecipação do percentual de 5% de biodiesel ao diesel (antes prevista para 2013, mas efetivada em 2010) acelerou a reivindicação de aumento da mistura, principalmente como forma de reduzir a capacidade ociosa das indústrias produtoras que, atualmente, poderiam ofertar 50% a mais de biodiesel. Como há custos para a sociedade, discutem-se as formas e o momento de adoção de novos percentuais de biodiesel. Também se considera, do ponto de vista ambiental e da saúde da população, que a melhoria do diesel comum, que responde por 95% da mistura, é um fator de maior relevância, nesse aspecto”, diz o relatório.
A pesquisa aponta que a baixa diversificação e o alto custo da principal matéria-prima (óleos vegetais) têm sido apontados como as maiores dificuldades para dinamizar o setor. “A produção é altamente dependente da soja, que responde por 80% do volume produzido de biodiesel. Por outro lado, a viabilidade econômica da produção com mamona, pinhão manso, crambe, girassol, canola, dentre outras oleaginosas, depende ainda de pesquisas e avanços tecnológicos. O óleo de dendê tem sido a maior aposta, para o médio prazo. A produção a partir de algas, apesar de gerar grande expectativa, tem ainda alto custo e um caminho mais longo a percorrer. A boa surpresa de oferta de matéria-prima tem sido a gordura animal (16% do total do biodiesel), que ocupa o lugar previsto pelo Plano Nacional de Agroenergia (PNA) para a produção de oleaginosas pela agricultura familiar”, lembra o relatório.
As ações do governo para o setor do biodiesel têm sido solicitadas para o etanol, há anos pela cadeia sucroenergética. As medidas implementadas para o biodiesel para viabilizar a produção são relatadas nessa pesquisa, pois segundo ela, o governo tem reduzido as alíquotas de tributos (Cide, IPI, Pis/Pasep, Cofins) e disponibilizado crédito com menor custo financeiro aos produtores, além de subsídios que cobrem o custo mais alto do biocombustível em relação ao diesel. “Observa-se que essas medidas e o conjunto das políticas públicas têm tido o importante papel de indutoras do crescimento do mercado, mas sem o poder de direcioná-lo”, diz a pesquisa.
O estudo mostra ainda que o financiamento estatal tem sido um forte instrumento de crescimento do setor, que pode ser direcionado nesse sentido. “Entre 2005 e 2009, a combinação do crédito de baixo custo disponibilizado pelo BNDES, somado aos recursos excedentes de grupos privados foram fatores que induziram o aumento da capacidade de produção das indústrias, mesmo sem demanda correspondente. Para os anos de 2010 e 2011 a expectativa do BNDES foi de permanência do volume de desembolso. Consequentemente aumentaram-se os custos fixos com essa ociosidade, que oscilou entre 50% e 75%”, revela.
Fonte: ProCana Brasil

Reunião decide situação de dívida de Usina


Na quinta-feira (01/12), a Câmara dos Vereadores de Catende, recebe dirigentes da AFCP e Sindicape, representantes do Governo do Estado e da Assembléia Legislativa, além da Cooperativa de trabalhadores da Usina Catende. O encontro tem como objetivo tentar resolver pendência relacionada a dívidas com cana de fornecedores ofertada na safra passada. No dia 18 de novembro, após protesto dos fornecedores que ainda não receberam pela cana ofertada, a Usina Catende, de Pernambuco parou de moer. Segundo a AFCP - Associação dos Fornecedores de Cana de PE e Sindicape, para tentar resolver o impasse, ficou definido que o Governo do Estado, entidades de classe do setor, Banco do Brasil e a Cooperativa dos trabalhadores da Usina articularão conjuntamente uma saída planejada.
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Creditos da foto


Fonte: ProCana Brasil

Fornecedores decidem administrar Usina de PE


Produtores de cana, que fornecem matéria-prima à Usina Catende e ainda não receberam pelo produto ofertado nesta safra, decidem administrar a unidade. A iniciativa foi a última medida encontrada pelos canavieiros, com o objetivo de não paralisar a moagem da massa falida e receber a respectiva dívida, que chega à aproximadamente R$ 1 milhão.
Além dos produtores, representados pela Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (AFCP) e o Sindicato dos Cultivadores de Cana do Estado (Sindcape), a Usina será administrada pelo gestor da Massa Falida, Carlos Ferreira, e a Infinity Agroindustrial, empresa que possui contrato de parceria agroindustrial com a mesma. Dessa forma, a Usina será administrada coletivamente por dois representantes de cada parte.
A decisão foi tomada nesta quinta-feira (1), durante reunião na Câmara dos Vereadores de Catende. Dirigentes das entidades de classe dos produtores de cana e representantes do Governo do Estado participaram do encontro. E também membros da Cooperativa que representa os trabalhadores da Catende e do Sindicato dos funcionários da Usina.
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JornalCana
Com o acordo, toda venda, compra e pagamento dos fornecedores de cana e custos relacionados à manutenção da usina e pagamento dos trabalhadores passa a ser administrado pela parceria.Entretanto, segundo o acordo, 30% de toda a produção serão exclusivamente direcionadas ao pagamento do débito com os produtores de cana. “A massa falida ficou responsável de elaborar relação com nome do fornecedor, quantidade da cana que ainda não foi paga, bem como a qualidade da cana (ATR) e o valor do passivo”, diz Andrade Lima.
Ele ressalta que a usina tem até o dia 17 de dezembro para convocar os credores com o objetivo de anunciar o planejamento de liquidação deste passivo. Conforme o acordo, a parceria entre as partes é válida apenas para a moagem desta safra.
Fonte: ProCana Brasil

10 atitudes empreendedoras de Steve Jobs que nenhum empresário ousa ter


Empresários em todo o mundo querem ser como Steve Jobs, empresas querem ser a próxima Apple, mas quem teria a coragem de fazer o que Jobs fez? O co-fundador da Apple, ex-dono da Pixar e criador dos gadgets mais falados dos últimos 10 anos não é um semi-deus como alguns podem pregar, mas é sem dúvida uma das pessoas mais visionárias e corajosas que apareceu no mundo dos negócios nas últimas décadas. E o que mais é preciso para mudar a história além de paixão?
Há 13 anos a Apple estava à beira da falência. Foi aí que Steve Jobs  reinventou uma nova forma de ouvir música. Depois reinventou o celular e encantou o mundo com a magia do iPad poucos anos depois. Empresários admiram Steve Jobs, mas não agem como ele. Aqui estão as principais atitudes — ousadas — que o tornaram o executivo mais admirado da atualidade.
1. Parceria com o concorrente
Pouca gente sabe, mas se não fosse pela Microsoft, talvez (enfatizo no talvez) a Apple não estivesse aqui. Em 1997, após muitos anos no vermelho, Steve Jobs precisava juntar dinheiro rápido e foi esperto o bastante para procurar Bill Gates. A Microsoft investiu $150 milhões na Apple e foi parceira da marca na Macworld Expo 97. Jobs justificou dizendo: “Isso é pela saúde da Apple, para que ela possa dar grandescontribuições à indústria e voltar a prosperar”. O que, de fato, aconteceu.
2. Colocar “sexo” nos produtos
Jobs é um vendedor nato. No início, Wozniak cuidava da engenharia enquanto Jobs tratava de vender e conseguir parcerias. Não sei o que ele quis dizer com “sexo” quando em 1998 Jobs convocou uma reunião e disse: “sabe o que essa empresa tem de errado? Os produtos são uma droga! Não há sexo neles.” O que eu sei é que hoje, o design dos produtos Apple tem um sex appeal, desculpem o trocadilho! ; )
3. Criar soluções possíveis para problemas impossíveis
A Apple é uma indústria, certo? Errado. É também comércio. Tudo começou quando Steve Jobs achou que as lojas de varejo não davam a atenção que os produtos Apple mereciam. Então, ele fez o que na época ninguém fazia: criou lojas próprias. Pode parecer fácil, mas atuar com algo que você não domina, como o varejo, é sempre um grande desafio.
4. Dizer aos consumidores o que eles querem em vez de perguntar
Jobs é famoso por dizer que os consumidores não sabem o que querem até ele dizer o que elas devem querer. Sua teoria pôs abaixo um dos maiores mitos do marketing: o de que os consumidores conhecem seus desejos. A Apple não usa grupos de foco, em vez disso diz o que as pessoas querem antes de quererem. Ano passado quando o iPad foi anunciado, as pessoas acharam o produto bobo, e não foi que ele se tornou sonho de consumo?
5. Produtos que funcionam melhor juntos
A Apple é famosa por favorecer seus próprios produtos. iPod com iTunes, iTunes com iMacs, interação entre iPhones e iPads e iTunes store, etc. A justificativa por trás disso na opinião de Steve Jobs é: “A Apple está sempre mostrando que a soma das partes é maior que o todo”.
6. Não contratar apenas os melhores
Como muitos estudiosos da criatividade defendem, a empresa aposta na diversidade da sua equipe. O próprio Steve Jobs atribui parte do sucesso dos Macintosh ao fato de ter funcionários com formação em música, história, zoologia e literatura.
7. Estimular o pensamento diferente
“Pense diferente” não é apenas o título de uma das campanhas publicitárias mais memoráveis da história, mas é também a filosofia que a empresa se sustenta.
8. Não incrementar demais
Apenas recentemente os iPods passaram e ter rádio FM e o primeiro iPhone tinha uma câmera péssima. Essa é uma das maiores lições da Apple: você não precisa lançar o produto perfeito, apenas crie algo incrível e antes de todo mundo“Nós somos absolutamente consumidos pela ideia de criar uma solução que seja muito simples”, disse o designer Jonathan Ive, vice-presidente de design da Apple.
9. Vende sonhos, não produtos
Foi-se o tempo em que o Mac OS X era o mais seguro , o mais rápido e o mais estável, mas ficou a imagem de um super produto, uma grande reputação e o melhor design para se ter na sala de casa. As pessoas não compram iMac, iPhones e iPads pelo que eles são, mas pelo que eles representam, ter um Mac é um estilo de vida!
10. Acreditar em si próprio
Steve Jobs disse no seu famoso discurso em Stanford: “Tenha a coragem para seguir o seu coração e sua intuição. Ele, de alguma forma, já sabe o que você quer se tornar”.

Kodak vende negócio de fotografia online por quase US$ 24 milhões


Centenária empresa pediu concordata em janeiro. Foto: AP
A Kodak, em moratória desde janeiro, anunciou nesta quinta-feira um acordo com a Shutterfly para a venda de quase US$ 24 milhões do serviço de fotografia online Kodak Gallery.
"Esta venda é consistente com nosso objetivo de centrar a Kodak em um modelo de negócio no qual possamos tirar mais partido de nossas forças tecnológicas e como marca", destacou a companhia em comunicado de imprensa. O diretor de marketing da Kodak, Praddep Jotwani, ressaltou que a Gallery é um ativo "único" com mais de 75 milhões de usuários e capacidade de atrair mais membros através de ofertas inovadoras como aplicativos para aparelhos móveis.
A centenária empresa de Rochester (Nova York) esclareceu que dará oportunidade aos atuais usuários da Kodak Gallery de se retirarem do serviço e não terem suas imagens e fotografias transferidas à companhia californiana. A Shutterfly, sediada em Redwood City (Califórnia), é um serviço de troca de imagens online fundado em 1999. Desde então, tornou-se um dos sites mais populares dos amantes da fotografia.
A Kodak já anunciou em 9 de fevereiro que deixaria de fabricar câmeras digitais em meados do ano para se concentrar no negócio de impressão fotográfica, como parte de seu processo de reestruturação desde que declarou moratória. Quando a empresa se desfizer completamente do negócio de câmeras digitais, a estimativa é uma economia anual de US$ 100 milhões.
Agência EFE

Kodak é autorizada a romper vínculo com o teatro do Oscar


Entrega do Oscar acontece desde 2002 no teatro Kodak. Foto: Kevork Djansezian/Getty Images
Entrega do Oscar acontece desde 2002 no teatro Kodak

Um tribunal de Nova York autorizou nesta quarta-feira a empresa fotográfica Eastman Kodak a romper seu contrato de patrocínio com o teatro de Hollywood onde desde 2002 acontece a entrega do Oscar, segundo informou a edição digital da revista Variety.
O célebre Teatro Kodak, situado na esquina mais visitada do bulevar de Hollywood, em plena Calçada da Fama, perderá o nome que o tornou famoso, ainda que sua proprietária, a imobiliária CIM Group, não tenha revelado quando isso irá acontecer.
"Tivemos êxito pondo fim ao nosso patrocínio. Agora cabe a eles decidir como mudarão o rótulo", disse um porta-voz da Kodak, famosa companhia com 130 anos de história que em 19 de janeiro recorreu ao Capítulo 11 da Lei de Quebras dos Estados Unidos devido à sua incapacidade de concorrer no mercado digital.
A Kodak solicitou a rescisão do contrato com o CIM Group em 1º de fevereiro, e a imobiliária respondeu sete dias mais tarde com sua objeção, o que não foi suficiente para que a decisão judicial a favorecesse.
O CIM Group apresentou suas reservas com relação à eliminação de todos os sinais de patrocínio de forma imediata porque o nome da Kodak está estreitamente ligado à campanha de publicidade do Oscar, cuja 84ª edição será realizada em 26 de fevereiro.
Além disso, o contrato que vincula o Oscar ao teatro estipula que a Academia de Hollywood tem o direito de vetar a mudança do nome do local se considerar que isso vai de encontro com o estilo da cerimônia.
O Teatro Kodak faz parte da área comercial e de lazer chamada Hollywood & Highland, e sua construção supôs um investimento de US$ 94 milhões. As instalações foram inauguradas em novembro de 2001, e o teatro, já com o nome Kodak, acolheu sua primeira cerimônia do Oscar em março de 2002.
A empresa acordou pagar US$ 3,6 milhões anuais durante duas décadas para associar sua marca ao teatro. Paralelamente, a Academia de Hollywood e o CIM Group se encontram em conversas para determinar se o Oscar continuará a acontecer no local depois de 2013.
Agência EFE